Acre
Médico acusado de participação em esquema de vendas de anabolizantes é absolvido no Acre
Já garçom apontado como sócio do médico Giovanni Casseb no suposto esquema foi condenado a mais de um ano de prestação de serviço à comunidade e pagamento de 10 salários-mínimos.
ACRE
A 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco absolveu o médico Giovanni Casseb da acusação de participação em um suposto esquema de vendas de anabolizantes. Já o garçom Wendhel Rodrigues, apontado na denúncia como sócio de Casseb, foi condenado a mais de um ano de prestação de serviço à comunidade e pagamento de 10 salários-mínimos.
Casseb chegou a ser preso em julho de 2019 durante um desdobramento da operação de combate à venda ilegal anabolizantes da Polícia Civil. Rodrigues, que segundo a investigação mantinha um relacionamento amoroso com o médico na época, também foi preso na ação. O g1 não conseguiu contato coma defesa dos dois até última atualização desta reportagem.
O médico foi solto no dia 25 de julho de 2019, após decisão do desembargador Samoel Evangelista, da Câmara Criminal. Já Rodrigues, que foi preso no dia 9 de julho daquele ano em frente a uma agência dos Correios, em Rio Branco, quando buscava uma caixa de anabolizantes, conseguiu a soltura no dia 2 de setembro de 2019.

Wendhel foi condenado a mais de um ano de prestação de serviço à comunidade e pagamento de 10 salários-mínimos — Foto: Reprodução
Denúncia
Conforme denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC), Wendhel e Giovanni mantinham uma rede de clientes restrita para fornecimento de medicamentos anabolizantes, os quais importavam e vendiam sem a necessária autorização dos órgãos competentes.
A investigação apontou que Giovani, valendo-se da profissão de médico direcionava seus pacientes para adquirir medicamentos anabolizantes com o denunciado Wendhel, tanto que a rede de clientes para os quais eram vendidos os produtos, era, em geral, formada por pessoas que faziam acompanhamento médico com ele. Ainda segundo a denúncia, o médico não apenas direcionava clientes a Wendhel como também prestava informações quanto ao uso, aplicação, dosagem, acerca do modo em que o medicamente deveria ser utilizado.
O processo traz ainda que Wendhel comprava esses medicamentos pela internet, cujo pedido sempre era feito no nome da própria mãe.

Remédios e anabolizantes foram apreendidos pela Polícia Civil — Foto: Alcinete Gadelha/G1
A denúncia contra os dois foi recebida pela Justiça em 16 de setembro de 2019. No ano passado, foram realizadas audiência para oitiva de testemunhas de defesa e acusação e dos acusados.
Em interrogatório, conforme o processo, Wendhel confirmou que realizava a venda dos anabolizantes. Porém, disse que não tinha conhecimento de que essa atividade era proibida, além de ter afirmado que os medicamentos estavam no nome da sua mãe para facilitar o recebimento, porque ele passava pouco tempo em casa.
Já o médico que faz o uso de anabolizantes de forma recreativa e que a maior parte dos seus pacientes lhe procura para emagrecimento. Em sua defesa, segundo o processo, Casseb relatou que as pessoas o procuravam já com a intenção do uso de anabolizantes, porém, queriam realizar o controle de riscos e danos, situação em que ele prescrevia as doses corretas que poderiam ser tomadas.
Decisão
Ao analisar o caso, o juiz Raimundo Nonato, da 3ª Vara Criminal de Rio Branco, decidiu que as provas apuradas não foram suficientes para condenar o acusado Giovanni Casseb.
“É incontroverso que o acusado Giovanni, na condição de médico, com especialidade em nutrologia (com foco no processo alimentar e emagrecimento), atendia pacientes e indicava alguns para que adquirissem produtos anabolizantes com o acusado Wendhel. Os elementos informativos apurados em sede policial, aliado aos depoimentos judiciais, comprovam que ele praticava essa conduta. A conduta do acusado de prescrever em papel não timbrado os medicamentos para seus pacientes e indicar para que fossem adquiridos com o acusado Wendhel, não tipifica o crime narrado na denúncia”, disse o magistrado na decisão.
O juiz ressaltou ainda que o médico não importou, vendeu, expôs a venda, distribuiu os anabolizantes aos pacientes. “Ele prescreveu e indicou o Wendhel, pois mantinha relacionamento amoroso com ele há mais de 04 anos.”
Apesar de na decisão, o magistrado apontar o médico como sendo nutrólogo, em consulta ao portal do Conselho Federal de Medicina, o g1 verificou que Cassebi não possui essa especialidade. Na verdade, ele é especialista em clínica médica e medicina de família e comunidade.
Ainda na decisão, o juiz descreveu que cabe ao Conselho Regional de Medicina analisar o caso e tomar as devidas atitudes. “Não se pode admitir que um profissional médico que tenha compromisso com um valor maior, que é a saúde, acabe se tornando um promotor de resultados estéticos fruto do efeito de drogas, com enorme prejuízo para a integridade física de seus pacientes. Dessa forma, poderá apurar a conduta do médico a fim de verificar sehouve infração às normas legais que regem o Código Ética Médica”, disse.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Acre (CRM-AC) afirmou que um processo ético foi instaurado sobre o caso, mas que em cumprimento ao artigo 1º do Código de Processo Ético-Profissional Médico, não informa sobre a tramitação de denúncias/processos/sindicâncias no Regional. E ressaltou que a sentença será avaliada no âmbito da ética médica, garantindo ao médico o exercício da ampla defesa e contraditório.
Nova polêmica
Recentemente, Casseb virou novamente alvo de críticas e indignação nas redes sociais por uma postagem com discriminação contra pessoas gordas, crime classificado como gordofobia. A publicação, já excluída, foi feita na segunda-feira (9) em uma das redes sociais do médico. Após a publicação do médico viralizar, o Ministério Público Estadual (MP-AC) fez uma postagem com a hashtag #gordofobiaNão. A publicação ainda tem a frase: “A medida certa é o respeito”.
“Cansado de ser feio e gordo? Seja só feio!”. A frase faz parte de uma montagem inserida digitalmente em um outdoor com o nome, contato e foto do médico. Ele postou uma foto que mostra o falso outdoor e ele logo abaixo com a mão na boca olhando para cima.
A foto não aparece mais entre as publicações do médico. Em nota, Casseb alegou que não existe nenhum outdoor dele na cidade e que a publicação foi apenas ‘um meme’ para divulgar o trabalho dele. “É uma pena que algumas pessoas queiram dar essa conotação negativa”, diz parte do comunicado.
Esta não é a primeira polêmica em que ele se envolve. Produtor de conteúdo digital na internet, em 2017, o médico foi acusado de racismo após se fantasiar do meme ‘negão do Whatsapp’ durante uma aula da saudade. O caso repercutiu no Facebook e usuários da rede escreveram comentários com crítica acusado o professor de fazer ‘Blackface’, em referência aos atores que se pintavam com carvão para interpretar personagens negros de forma exagerada.
ACRE
Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom