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TJAC lança projeto Magistrado Gestor com foco em liderança e gestão judiciária
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Iniciativa prevê formação de magistradas e magistrados em gestão estratégica, planejamento, inovação e administração de equipes; lançamento ocorreu nesta sexta-feira, 2, em evento virtual
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) lançou, na manhã desta sexta-feira, 2, o projeto Magistrado Gestor. A iniciativa busca desenvolver habilidades de liderança entre juízas e juízes, com foco na gestão de equipes, na inovação tecnológica e na eficiência dos serviços prestados à população. A solenidade, que aconteceu em formato virtual, contou com a presença do chefe do Judiciário acreano, desembargador Laudivon Nogueira, além de magistradas, magistrados, secretárias, secretários e servidores.
O projeto pretende aproximar a formação técnico-jurídica das demandas de governança institucional, com uma abordagem voltada à gestão estratégica, à administração de pessoas, ao planejamento e à inteligência emocional. A proposta é desenvolver competências de magistradas e magistrados, especialmente daqueles que conciliam a atividade jurisdicional com funções administrativas, como a Direção de Foro.
A iniciativa parte da necessidade de ampliar a preparação dos juízes para as atividades de gestão. Embora tenham formação jurídica, eles também precisam de conhecimentos específicos para administrar equipes e unidades judiciais. O projeto prevê o ensino de técnicas modernas de gestão, com o propósito de identificar as necessidades dos servidores, fortalecer a motivação das equipes e contribuir para a celeridade e a efetividade dos serviços judiciais.

Juiz moderno é um líder
Durante a solenidade, o presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, destacou o propósito da iniciativa. Segundo ele, o juiz moderno precisa se preocupar tanto com a gestão dos processos quanto com as pessoas que integram sua equipe. Essa postura, afirmou, favorece um ambiente de trabalho satisfatório e uma atuação conjunta e comprometida.
O desembargador-presidente também ressaltou os possíveis impactos do projeto na sociedade. Ele relacionou a qualidade da liderança à prestação jurisdicional e ressaltou que uma gestão inovadora permite buscar soluções criativas para superar eventuais limitações de pessoal e de recursos materiais.
Por fim, o presidente pediu a participação e o empenho dos magistrados nesse novo projeto. A fase inicial prevê um treinamento em parceria com a Amana-Key, destinado a juízas e juízes e aos respectivos diretores e diretoras de secretaria. A formação será voltada ao desenvolvimento de competências de liderança.

Projeto de vanguarda
O juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, manifestou entusiasmo com o projeto. Para ele, a iniciativa demonstra a atenção da gestão às demandas de magistrados, servidores e da sociedade acreana. Classificou o Magistrado Gestor como de vanguarda e assegurou estar confiante de que a proposta pode revolucionar a cultura de gestão judiciária.
A diretora do Foro da Comarca de Rio Branco, juíza Luana Campos, parabenizou a dedicação da administração em trazer soluções inovadoras. De acordo com a magistrada, as ferramentas trazidas têm contribuído para melhorar a prestação jurisdicional. Outro que elogiou os avanços foi juiz da Vara Criminal de Senador Guiomard, Romário Divino.
Participaram da solenidade a juíza auxiliar da Presidência, Zenice Cardozo; os juízes auxiliares da Vice-Presidência e da Corregedoria-Geral da Justiça, Bruno Perrota e Cloves Ferreira, respectivamente; magistradas e magistrados; o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins; a secretária de Comunicação Social, Andréa Zílio; além de servidoras e servidores.
Fotos: Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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Com mais de um século de memórias, TJAC revitaliza Centro Cultural do Juruá e devolve à população um patrimônio histórico do Acre
Prédio público mais antigo do Acre, construído no início do século XX, passa por revitalização completa e ganha novos espaços de memória para preservar a história do Judiciário e da sociedade do Vale do Juruá
Há prédios que simplesmente ocupam um espaço na cidade. E há aqueles que parecem guardar, em suas paredes, as marcas do tempo. Em Cruzeiro do Sul, um desses lugares acaba de ganhar um novo capítulo.
Ao final da tarde desta quarta-feira, 1º de outubro, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) entregou oficialmente a revitalização completa do Centro Cultural do Juruá, um dos mais importantes patrimônios históricos do Acre e considerado o prédio público mais antigo do estado a preservar suas características arquitetônicas originais.

Mais do que uma obra de recuperação estrutural, a entrega representa a preservação de um lugar que atravessou diferentes momentos da história acreana. Por suas salas passaram autoridades, magistrados, servidores, promotores, advogados e cidadãos. Ali funcionaram a primeira Prefeitura de Cruzeiro do Sul, órgãos do Judiciário, cartórios e o Tribunal do Júri. Hoje, o espaço permanece aberto à população como lugar de memória, cultura e conhecimento.
“Estamos entregando um prédio que tem mais de 100 anos de existência e que conta a própria história do Acre”, destacou o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira. Para ele, a revitalização representa também um compromisso com as próximas gerações.
“É um momento muito importante, um momento de celebrar. Recebemos esse patrimônio e estamos permitindo que as próximas gerações também possam recebê-lo. É um espaço de memória, um espaço para mostrar nossos registros, e a história do povo acreano que também está aqui dentro”, afirmou.
Laudivon ressaltou ainda que a preservação do Centro Cultural também aproxima o Poder Judiciário da sociedade. “É uma oportunidade de o cidadão conhecer o Judiciário, estar próximo. Nós estamos dizendo ao cidadão que ele pode se aproximar, estar próximo de todos vocês”, completou.

Um prédio que viu o Acre acontecer
A história do imóvel começou em 1908, quando a Comissão de Obras Federais, chefiada pelo intendente Bueno de Andrada, iniciou sua construção. A obra foi concluída em 1909, dando ao prédio o formato que, preservado ao longo das décadas, ainda pode ser reconhecido atualmente.
O primeiro destino do imóvel foi abrigar a Intendência do Alto Juruá, a primeira Prefeitura de Cruzeiro do Sul. Em 1910, o prédio foi repassado ao Poder Judiciário, passando a abrigar cartórios e o Tribunal do Júri da comarca durante aproximadamente nove décadas.
O espaço também recebeu um Tribunal de Apelação do Alto Juruá, tornando-se parte da própria formação institucional da Justiça na região.
Em 13 de junho de 2001, durante as comemorações pela autonomia do Estado do Acre e pelos 38 anos de criação do TJAC, o antigo Fórum ganhou uma nova missão: tornou-se o Centro Cultural do Juruá, transformado em um repositório da história da Justiça e do município.
Desde então, o local recebe turistas, estudantes, moradores e autoridades interessados em conhecer um pouco mais da história do Acre e do Poder Judiciário.




Preservar sem apagar as marcas
A revitalização foi pensada justamente para recuperar o prédio sem descaracterizá-lo. Foram investidos R$ 831.759,85, exclusivamente com recursos do Poder Judiciário do Acre.
O telhado recebeu novo material, mais resistente e adequado para proporcionar maior conforto térmico, mantendo as características originais da construção. O piso foi recuperado com madeira, preservando o estilo tradicional do imóvel.
Os espaços de exposição também foram reorganizados. O acervo ganhou nova disposição e conteúdos visuais foram instalados para apresentar ao visitante acontecimentos, personagens e momentos que fazem parte da trajetória do Judiciário no Juruá.
Documentos, fotografias, objetos e outros registros históricos passaram a ocupar o espaço de forma mais integrada, fortalecendo a função do Centro Cultural como acervo permanente da memória do Judiciário acreano e da própria sociedade.
Para a coordenadora da Memória e Gestão Documental do TJAC, Ana Cunha, o trabalho representa algo maior do que recuperar paredes, pisos e telhados.
“Esse é o nosso primeiro Centro Cultural. Manter essa estrutura de uma forma original é motivo de orgulho para nós, porque estamos preservando uma história que não é somente do Judiciário, mas da sociedade acreana”, destacou.




“A memória é da sociedade”
Entre os presentes à cerimônia estava o desembargador emérito Arquilau de Castro Melo, que destacou a dimensão histórica do imóvel e o papel do Judiciário na preservação da memória acreana.
Para ele, o prédio não pertence apenas ao Judiciário ou a Cruzeiro do Sul. É um patrimônio de todo o Estado. Arquilau também chamou atenção para uma característica particular dos espaços de memória mantidos pelo Judiciário: eles permitem uma aproximação diferente entre a instituição e a população.
“Quando você julga um processo, você divide. Nos espaços culturais, é diferente. Aqui ninguém vem obrigado. O sujeito vem por prazer, para se deleitar e admirar esse espaço”, observou.
O desembargador emérito lembrou ainda que os documentos preservados pelo Judiciário ajudam a contar histórias que ultrapassam os limites dos processos. São registros sobre pessoas, costumes, relações sociais, conflitos, viagens e transformações vividas pela população.
“A memória é da sociedade, porque, se você for abrir processos, o guardião da história do Acre e do Brasil é o Judiciário. Os processos contam a história de uma época”, afirmou.

Um resgate para todo o Vale do Juruá
Corregedor-Geral da Justiça, o desembargador Raimundo Nonato Maia também destacou a importância da revitalização.
Com atuação na região no final da década de 1990 e início dos anos 2000, ele lembrou que o prédio faz parte de sua própria trajetória profissional e da história da Justiça no Juruá.
“É uma alegria poder ver esse prédio restaurado. Aqui eu tive atuação nos anos de 1999 e 2000 e, como sou da região do Juruá, fui também juiz titular da comarca de Mâncio Lima”, recordou. Para Nonato Maia, a recuperação do imóvel representa um verdadeiro resgate histórico. “A revitalização desse prédio é um resgate e uma entrega histórica para toda a população do Vale do Juruá, porque faz parte da história do Judiciário e faz parte da história do Estado do Acre”, afirmou.
A desembargadora Waldirene Cordeiro, que também participou da cerimônia e já havia contribuído para uma revitalização anterior do espaço durante sua gestão como presidente do Tribunal, ressaltou que a conservação do patrimônio precisa acompanhar a passagem do tempo.
“Prédios precisam ser reparados e, assim como a nossa história também tem seu curso, os prédios precisam ser revitalizados para seguir. Não só a entrega da nossa atividade-fim, que é exercer os julgamentos, mas também essa área social, essa área cultural. É isso que representa esse prédio, não só para Cruzeiro do Sul, mas para todo o povo do Acre”, declarou.

Homenagem e um rito cultural
A cerimônia também foi marcada pela entrega da Ordem do Mérito Judiciário, no grau de Grande Oficial, ao sacerdote católico Padre Heriberto Douteil, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura e a arte no Vale do Juruá.
Em razão de seu estado de saúde, a homenagem foi recebida em seu nome pelo também sacerdote católico Padre Francisco Mello.
O reconhecimento integrou uma tarde dedicada justamente àquilo que o Centro Cultural representa: a valorização das pessoas, das instituições e das histórias que ajudaram a construir o Acre.
A noite de reinaguração ainda contou com uma apresentação especial da banda Swing da Mata, que há 23 anos leva ritmos regionais para Cruzeiro do Sul e por onde já passaram mais de 400 integrantes entre músicos e dançarinos, além da banda musical do Comando de Fronteira Juruá/61º Batalhão de Infantaria de Selva (61º BIS).
Ao reabrir suas portas revitalizado, o Centro Cultural do Juruá não começa uma nova história. Ele continua a antiga. A madeira renovada, o telhado recuperado, as exposições reorganizadas e os documentos preservados não apagam as marcas de mais de um século. Ao contrário, ajudam a mantê-las visíveis.







Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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