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TJAC enfrenta barreiras históricas e garante documentos a pessoas em situação de rua em Rio Branco
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Iniciativa do Judiciário acreano levou atendimento humanizado e serviços essenciais; ação reuniu diversos órgãos públicos em um único local e previu atender cerca de 300 pessoas
Garantir o registro civil para pessoas em situação de rua: esse foi o objetivo do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) com o 4º Mutirão PopRuaJud. A ação ocorreu nesta segunda-feira, 4 de maio, das 9h às 17h, no Colégio Barão do Rio Branco (CEBRB), em Rio Branco. Durante a programação, foram ofertados serviços judiciais, de cidadania e atendimentos de saúde.
A iniciativa integra a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua (PopRuaJud), instituída pela Resolução nº 425 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ideia desse trabalho é reduzir barreiras históricas enfrentadas por essa população no acesso a serviços públicos. O TJAC busca oferecer atendimento humanizado, simplificado e ágil, com serviços concentrados em um único espaço.
Ao longo do dia, a expectativa é atender cerca de 300 pessoas, com a prestação de diversos serviços, como emissão de documentos (1ª e 2ª vias), orientação jurídica, concessão de benefício previdenciário, atualização cadastral em programas sociais, assistência médica e odontológica, testes rápidos e vacinação, além de atendimentos nas áreas de assistência social e empregabilidade.

Política pública estruturada
A desembargadora Waldirene Cordeiro, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), acompanhou os trabalhos. À imprensa, a magistrada destacou a importância da documentação para o acesso a direitos fundamentais, como o voto. “A maioria tem identificação, mas acaba perdendo. Precisam de apoio. É isso que o Tribunal de Justiça e o TRE-AC fazem: auxiliar sempre”, afirmou.
Segundo a coordenadora do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional (Commi), juíza Isabelle Sacramento, responsável pelo mutirão PopRuaJud, a realização da iniciativa representa uma política pública estruturada, voltada à inclusão social e à emancipação da população em situação de rua. “É um olhar mais atento da Administração do Tribunal de Justiça frente a essas pessoas”, disse.
A coordenadora também destacou os esforços do Judiciário acreano para interiorizar essa política. Ela mencionou o primeiro mutirão voltado a pessoas em situação de rua no interior do estado. “Inicialmente, todos os eventos foram realizados em Rio Branco, mas, a partir de sexta-feira [8 de maio], começamos a expandir esses horizontes”, ressaltou.
Para a coordenadora de Apoio aos Programas Sociais (Coaps), Isnailda Silva, a ação social possibilita que essas pessoas reconstruam suas histórias com o auxílio da Justiça, sensível às necessidades e particularidades de cada indivíduo. “Já tivemos casos de pessoas que tinham direito a benefício previdenciário e que, através do PopRuaJud, saíram com esse benefício garantido”, destacou.



“Ser uma nova pessoa para sociedade”
O representante do Movimento Acreano das Pessoas em Situação de Rua (MAPSIR), Rudson Nunes, agradeceu a realização da ação. Ele mencionou a atenção do Poder Judiciário em relação às demandas desse público. “Continua sendo um dos nossos grandes parceiros. A Justiça foi o primeiro dos três poderes a olhar com sensibilidade para as pessoas em situação de rua”, afirmou.
Carlos Augusto, de 37 anos, procurou o mutirão para emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN). Ele relatou que está em tratamento para dependência de substâncias há quatro meses, em uma comunidade terapêutica, e que em breve deve receber alta. Como parte dessa nova etapa, decidiu buscar o serviço para regularizar seus documentos.
“Foi muito útil para mim ter vindo aqui [no mutirão], eu já consegui [minha identidade]; agora é só ir buscar no dia certo. Quero começar com o pé direito, esquecer as questões de drogadição, poder andar de cabeça erguida nas ruas, ser uma nova pessoa para a sociedade, sem dar trabalho nem prejuízo às pessoas. Viver uma vida normal como cidadão de bem”, garantiu Carlos.













Parceiros
O 4º Mutirão PopRuaJud contou com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), da Defensoria Pública da União (DPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT14), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado (DPE/AC), do Governo do Estado e da Prefeitura de Rio Branco.
Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Esjud promove a palestra “Aviação na Amazônia Ocidental: Riscos, Dificuldades e Garantia da Cidadania”
Inscrições estão abertas para a atividade, que debaterá implicações do transporte aéreo no Direito, na responsabilidade social e na cidadania
A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) realizará na semana que vem a palestra “Aviação na Amazônia Ocidental: Riscos, Dificuldades e Garantia da Cidadania”. Para isso, trará Georges Ferreira (veja currículo abaixo), um dos maiores especialistas do Brasil no assunto. O objetivo é promover a compreensão dos aspectos jurídicos, operacionais e regulatórios do transporte aéreo na região.
Por meio da atividade, o Órgão de Ensino também propõe a análise acerca dos impactos do setor na garantia da cidadania e no acesso da população aos serviços essenciais em locais de difícil acesso.
A ação educacional acontecerá no auditório do Órgão de Ensino, no dia 25 de junho (quinta-feira), das 9h às 13h (horário do Acre).
Para garantir uma das 100 vagas, basta acessar o Calendário de Inscrição (veja aqui) ou clicar diretamente no card de divulgação abaixo.
A agenda conta para a concessão da Licença Compensatória por alcance de resultados (LAR) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Mais informações sobre a atividade podem ser obtidas no Edital 72/2026 (consulte aqui).
Público-alvo
O público-alvo da palestra são magistrados(as) e servidores(as) do TJAC; profissionais do Ministério Público, da Polícia Federal, da Defensoria Pública, Justiça Federal e Secretaria de Segurança Pública do Estado; além de servidores(as) do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Palestrante
Georges de Moura Ferreira é mestre em Ciências Aeronáuticas pela Universidade da Força Aérea (Unifa), especialista em Direito Civil pelo Centro Universitário de Goiás (Uni-Anhanguera) e possui formação complementar em Direito Aeronáutico Nacional e Internacional, e Direito Espacial, pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), bem como em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – Delegacia de Goiás (Adesg-GO). Possui diploma superior de Espanhol pela Universidade de Salamanca (Espanha), sendo também fluente nas línguas francesa e inglesa.
Atualmente, exerce os cargos de vice-presidente da Comissão Especial de Direito Aeronáutico e Espacial do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); diretor de Relações Institucionais da Academia Internacional de Estudos Espaciais (IASS) e diretor jurídico do Instituto Aerodesporto Brasil (ADB).
Ao longo de sua trajetória, foi membro do grupo responsável pelos estudos de renovação do Estatuto da Federação Aeronáutica Internacional, presidente da Comissão de Especialistas para a Reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica do Senado Federal (Cercba/SF – 2015/2016); presidente da Comissão Especial de Direito Aeronáutico da OAB/G e consultor Externo da Frente Parlamentar pela Promoção da Aviação na Amazônia (Feppaam).

Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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