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No Dia do Estudante, Educação do Acre celebra histórias de superação e destaca avanços e investimentos

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No dia 11 de agosto, o Brasil celebra o Dia do Estudante, data que homenageia milhões de crianças, adolescentes, jovens e adultos que dedicam parte de suas vidas à construção do conhecimento. No Acre, a data é também um momento para reforçar o compromisso do governo do Estado com a valorização de cada aluno da rede, que somados ultrapassam a marca de 130 mil.

Dia do Estudante é comemorado em 11 de agosto. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Não faltam histórias de estudantes que desafiam barreiras sociais, econômicas e pessoais para concluir a trajetória escolar. Na Região Norte, essa realidade ganha contornos ainda mais desafiadores: alunos da zona rural, comunidades ribeirinhas e povos indígenas enfrentam obstáculos geográficos diários, em que, muitas vezes, o caminho para a sala de aula começa a bordo de embarcações que singram os rios da Amazônia.

Miqueias Ferreira, de 10 anos, aluno da Escola Estadual Rural Floresta, localizada na fronteira entre os municípios de Capixaba e Senador Guiomard, conta que sua rotina começa bem cedo: “Eu me acordo geralmente 4 ou 5 horas da manhã, tomo banho, me arrumo, pego minhas coisas e espero o barco para a escola”. O trajeto dura cerca de duas horas e ainda há o retorno.

Miqueias Ferreira, de 10 anos, quer ser engenheiro. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O estudante destaca sua preferência pelas aulas de matemática e educação física e afirma que sua maior motivação para ir à escola é “estudar e conseguir me formar numa faculdade”, declara.

Quando não tem aula, Miqueias ajuda os pais em casa, mas reconhece que prefere estar na escola: “A escola é mais legal”, compara. Ele sonha cursar engenharia, atraído pela área de construção e pelas diversas possibilidades, como robótica e elétrica. Um dos trabalhos que mais gostou foi a confecção de um cartaz sobre a Independência do Brasil, atividade que marcou seus primeiros anos escolares.

Outra trajetória marcada por esforço e sonhos é a de Letícia de Oliveira, 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio da mesma escola, que relata sua rotina corrida, entre os estudos da escola e a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Letícia de Oliveira se divide entre a escola e a preparação para o Enem. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“É uma coisa bem corrida, mas está indo. Às vezes eu quero me perturbar, mas estou conseguindo”, conta. Também destaca o apoio dos professores: “Tenho bastante incentivo, o suporte deles é muito importante para mim”.

A jovem valoriza não apenas o ensino, mas também as amizades construídas no ambiente estudantil ao longo dos anos. “A escola representa toda a minha trajetória de estudante e da minha vida. Conheço muitos colegas há mais de 10 anos”, afirma.

Emocionada, Letícia deixa um recado para a equipe escolar: “As pessoas que trabalham aqui são excelentes profissionais, agradáveis, pessoas que me inspiram. Eu gosto muito de estudar aqui, é uma escola boa”, ressalta. Para ela, a educação é essencial: “Sem conhecimento [formal], a gente não é nada. Ele nos ajuda a lidar com o mundo, com as pessoas e com o cotidiano”, avalia.

Atualmente, o Acre possui 130 mil estudantes matriculados na rede de ensino. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A rotina também é desafiadora para Kaellyson de Souza, de 11 anos. “Eu gosto da escola porque tem café, merenda e almoço. E se não fosse o barco, eu não conseguiria nem chegar aqui”, conta.

Já Ruan Souza, 15 anos, vê a educação como a chave para realizar sonhos. “Com a escola a gente adquire conhecimento para a vida. Sem estudar, não tem como chegar a lugar nenhum”, analisa.

Escola Floresta

Responsável Escola Floresta, a professora Jocivânia Marques aponta a relevância da instituição na vida dos alunos da zona rural. “A nossa escola é de difícil acesso, e as casas aqui são muito distantes umas das outras, de quatro a cinco quilômetros. Vejo a importância dela não só no aprendizado, mas também na socialização. A interação deles é na escola”, explica.

Atendendo 58 alunos com apoio de sete professores, a instituição oferece transporte fluvial e três refeições diárias — café da manhã, lanche e almoço.

Escola Floresta atende 58 alunos desde anos iniciais até ensino médio. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A educadora celebra as conquistas dos estudantes: “Temos ex-alunos cursando Engenharia Elétrica na Ufac [Universidade Federal do Acre] e temos certeza de que outros que estão aqui hoje também vão chegar lá. Como responsável, fico muito feliz em ver o progresso deles”, diz.

O valor do aluno

Atualmente, o repasse anual do Ministério da Educação (MEC) por estudante em todo o país é de R$ 9.536,20, no entanto, segundo dados do Censo Escolar do Acre, o custo de um único aluno de tempo integral no estado chega a R$ 19 mil por ano.

A diferença é coberta com recursos próprios do Estado, evidenciando que as esferas federal e estadual trabalham juntas para qualificar o ensino no Acre, assegurando alimentação, transporte, estrutura adequada e oportunidades de aprendizagem, mesmo nas localidades mais distantes.

Secretário Aberson Carvalho: “O estudante é a razão de cada investimento, cada programa e esforço da nossa equipe”. Foto: Diego Gurgel/Secom

“O valor do estudante vai muito além de números e estatísticas. Ele é a razão de cada investimento, de cada programa e de cada esforço da nossa equipe. Nosso compromisso é garantir que todo aluno do Acre tenha as mesmas oportunidades de aprender, sonhar e transformar sua realidade, esteja na capital ou nas comunidades mais distantes”, destaca o secretário de Educação, Aberson Carvalho.

Ações que transformam realidades

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) coordena iniciativas que vão desde a implementação do ensino integral e a recomposição da aprendizagem até a formação continuada de professores e a entrega de materiais didáticos de qualidade.

Valor médio de aluno de tempo integral no Acre chega a R$ 19 mil. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Essas ações fazem diferença real na vida dos nossos estudantes, porque levam não apenas conhecimento, mas também motivação, autoestima e perspectivas de futuro. Quando o Estado oferece transporte, alimentação, material de qualidade, professores capacitados e programas como o Pré-Enem Legal, está dizendo para cada aluno que acredita no potencial dele e que está disposto a investir para que tenha sucesso”, destaca a diretora de Ensino da pasta, Gleice Souza.

Alimentação reforçada: Programa Prato Extra

Mais de 130 mil estudantes da rede estadual são beneficiados pelo Programa Prato Extra, que garante uma refeição completa no almoço, somada ao café da manhã e ao lanche escolar. Para alunos de regiões remotas, como os da Escola Floresta, o programa é essencial para que tenham energia para acompanhar as aulas e participar das atividades.

Prato Extra beneficia mais de 130 mil estudantes em todo o Acre. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Pré-Enem Legal: preparação gratuita e inclusiva

Em 2025, o Pré-Enem Legal já alcançou mais de 30 mil participantes. O programa oferece aulões itinerantes nos 22 municípios, conteúdos online como lives, podcasts, videoaulas, simulados, correção de redações e o Guia do Estudante com provas comentadas. Resultados concretos já aparecem: no Enem 2024, o Acre conquistou a segunda melhor média de redação do país, mostrando que a preparação de qualidade chega a todas as localidades do estado.

Transporte escolar fluvial é garantido pelo governo do Acre para alunos de áreas remotas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Tecnologia a serviço da educação

Só em 2025, o governo do Acre investiu mais de R$ 500 mil na instalação de laboratórios de informática em escolas do interior, equipados com 20 computadores e 20 nobreaks cada. Esses espaços permitem que os alunos explorem novas metodologias, participem de aulas online, façam pesquisas e se preparem melhor para exames como o Enem, aproximando o aprendizado das demandas tecnológicas do mundo atual.

Fonte: Governo AC

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Educação do Acre realiza aulões do Pré-Enem Legal em Brasileia e Epitaciolândia

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) realiza, esta semana, em Brasileia e Epitaciolândia, os aulões do programa Pré-Enem Legal, possibilitando aos estudantes da 3ª série do ensino médio mais uma oportunidade de preparação para a prova, que será realizada em novembro.

Em Brasileia, os aulões foram ministrados nesta terça-feira, 16, e quarta, 17. As escolas contempladas são Kairala José Kairala, Valéria Bispo Sabala e Maria das Graças Rocha Rodrigues. Já em Epitaciolândia, os aulões serão realizados nesta quinta e sexta-feira, 18 e 19, na Escola Belo Porvir.

Na próxima semana, a equipe da divisão do Pré-Enem Legal da SEE vai até a região do Purus-Envira, onde serão ministrados aulões em Manoel Urbano, nos dias 29 e 30, na Escola Nazira Anute de Lima, e, em Feijó, nos dias 1º e 2 de julho, na Escola José Gurgel Rabelo.

Nos aulões, além dos conteúdos, os alunos aprendem dicas e macetes para as provas. Foto: Divisão do Pré-Enem/divulgação

Nos aulões, além dos conteúdos das disciplinas, os professores também oferecem dicas e macetes para os alunos, fundamentais para a resolução das questões, e também dicas para a realização da redação, um dos “fantasmas” dos alunos durante a preparação para as provas.

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O estudante João Vitor Costa, da 3ª série do ensino médio da Escola Kairala José Kairala, disse que as aulas dos professores do Pré-Enem Legal são “espetaculares”.

“Estou aprendendo muito, principalmente em questão de estratégias. Nos últimos anos participei como treineiro e nunca tinha usado essas estratégias. Eu perdia muito tempo e, nas questões fáceis, eu chegava muito cansado e minha mente não conseguia ver as respostas da maneira como vejo agora”, afirmou.

Depois do Alto Acre, equipe do Pré-Enem Legal segue para a região do Purus-Envira. Foto: Divisão do Pré-Enem/divulgação

Quem também participa dos aulões é a estudante Rebeca Lopes, da 3ª série da Escola Maria das Graças Rocha Rodrigues, que também achou as aulas da equipe do Pré-Enem muito interativas: “Todos os professores são muito legais; eles conversam bastante com a gente, brincam, e isso é uma forma diferente de ensinar, diferente do que estamos acostumados. São aulas que nos ensinam estratégias para que possamos fazer a prova mais rápido e fácil”.

Fonte: Governo AC

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