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Parceria do Estado com estudantes de medicina na Bolívia resulta na arrecadação 35 bolsas de sangue no Alto Acre

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Em uma mobilização marcada pela integração entre saúde, educação e cooperação internacional, o Hemonúcleo de Brasileia realizou, no último dia 21 de maio, uma campanha de doação de sangue em parceria com acadêmicos brasileiros do 6º semestre do curso de Medicina da Universidade Privada Domingo Sávio (UPDS), instituição localizada em Cobija, na Bolívia. A ação resultou em 35 bolsas de sangue arrecadadas e contribuiu diretamente para o fortalecimento do estoque da unidade, que enfrentava nível crítico.

Instalado em anexo ao Hospital Regional Raimundo Chaar, o Hemonúcleo de Brasileia desempenha papel essencial no atendimento da população do Alto Acre, garantindo suporte hemoterápico para cirurgias, atendimentos de urgência e emergência, vítimas de acidentes, pacientes em tratamento oncológico, além de mulheres com complicações obstétricas e outras situações que demandam transfusão imediata.

União, solidariedade e compromisso com a vida marcaram a campanha de doação de sangue promovida pelo Hemonúcleo. Foto: cedida

Entre os participantes da ação esteve a estudante Liliane Santos, que reforçou o papel da solidariedade e da conscientização durante a campanha. Segundo ela, a doação de sangue é um gesto simples, com potencial de salvar vidas em poucos minutos.

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“Doar sangue é um ato simples que pode salvar vidas. Em poucos minutos é possível salvar até quatro pessoas. O sangue não pode ser fabricado, então depende unicamente da generosidade das pessoas. Essa parceria entre a UPDS e o Hemonúcleo busca justamente tocar o coração da população e incentivar a doação constante”, destacou.

Estudante fez parte da mobilização solidária. Foto: cedida

A acadêmica também lembrou que o sangue possui prazo limitado de armazenamento, o que torna indispensável a participação contínua dos doadores para manter os estoques abastecidos e garantir atendimento seguro aos pacientes que necessitam de transfusões.

A campanha também reforçou o espírito de cooperação existente na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, evidenciando que o cuidado com a vida ultrapassa limites geográficos e une instituições em torno de um objetivo comum: salvar vidas.

A gerente-geral do Hemonúcleo de Brasileia, Chiquinha Oliveira, destacou que a iniciativa integra os esforços do governo do Estado para fortalecer a rede de hemoterapia no interior acreano e ampliar parcerias estratégicas na regional do Alto Acre.

“Seguindo a determinação da governadora Mailza Assis e do secretário estadual de Saúde, José Bestene, estabelecemos parcerias dentro da regional Alto Acre. Firmamos, nesta semana, a parceria com a Universidade UPDS, do país vizinho, com o objetivo de fortalecer as ações e fomentar resultados importantes para reforçar o nosso estoque, que estava em situação crítica”, afirmou.

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Frente ao Hemonúcleo de Brasileia, Chiquinha Oliveira acompanhou toda a campanha. Foto: cedida

Além do caráter solidário, a mobilização desempenhou um papel fundamental na conscientização da população sobre a importância da doação voluntária e contínua de sangue. O docente da Universidade Domingo Sávio e especialista em hematologia e hemoterapia, Dr. Edgar Portocotl, ressaltou que os hemocomponentes são indispensáveis em atendimentos de alta complexidade e que a doação ainda é a única forma segura possível de obtenção do sangue utilizado nos hospitais.

“Os hemocomponentes são fundamentais em situações de emergência, como politraumatismos, hemorragias pós-parto, cirurgias e atendimentos de urgência. O sangue não pode ser sintetizado, então dependemos exclusivamente das campanhas de doação voluntária. Essa parceria entre Bolívia e Brasil fortalece a saúde da população da região de fronteira”, explicou.

Especialista em Hematologia e Hemoterapia, Edgar Portocoti. Foto: cedida

O especialista também destacou a relevância da integração entre os povos que vivem na tríplice fronteira, considerando o fluxo constante de cidadãos brasileiros, bolivianos e peruanos entre os territórios.

“Essa relação entre as sociedades permite atender cidadãos bolivianos, brasileiros e peruanos. É uma verdadeira irmandade entre os povos da fronteira em favor da vida”, completou.

Quem pode doar sangue

Para ser um doador de sangue é necessário atender alguns critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Entre os principais requisitos estão:

  • Estar em boas condições de saúde;
  •  Ter entre 16 e 69 anos de idade;
  •  Menores de 18 anos devem apresentar autorização dos responsáveis;
  • Pesar no mínimo 50 quilos;
  •  Estar alimentado e evitar alimentos gordurosos antes da doação;
  • Apresentar documento oficial com foto;
  •  Ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior.

Também existem impedimentos temporários para a doação, como sintomas gripais, uso recente de determinados medicamentos, realização de tatuagem ou piercing há menos de 12 meses, gravidez e período pós-parto.

Onde doar sangue no Acre

O Acre conta com unidades de coleta distribuídas em diferentes regiões do estado para facilitar o acesso da população à doação voluntária:

  • Hemoacre — Avenida Getúlio Vargas, nº 2787, bairro Bosque, em Rio Branco;
  • Hemonúcleo de Cruzeiro do Sul — anexo ao Hospital Regional do Juruá;
  •  Hemonúcleo de Brasileia — anexo ao Hospital Regional Raimundo Chaar;
  • Agência Transfusional de Sena Madureira — anexo ao Hospital João Câncio Fernandes;
  • Agência Transfusional de Tarauacá — anexo ao Hospital Sansão Gomes.

Cada bolsa de sangue coletada pode salvar até quatro vidas. Por isso, ações como a realizada em Brasileia representam mais do que um gesto de solidariedade: trata-se de uma ferramenta essencial para manter o funcionamento da rede hospitalar e garantir assistência segura à população acreana.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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