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Parceria entre Sesacre, Fundhacre e Fiocruz fortalece diagnóstico de doenças e amplia cooperação científica no Acre
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Fortalecer a capacidade diagnóstica da rede pública de saúde e ampliar o acesso da população acreana a tecnologias de ponta para o diagnóstico de doenças negligenciadas. Com esse propósito, representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) realizaram uma visita técnica e institucional à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, reforçando uma parceria estratégica voltada à inovação, à pesquisa e ao fortalecimento da assistência em saúde no Acre.
Ao longo da programação, a comitiva reuniu-se com pesquisadores e gestores da Fiocruz para apresentar os avanços da cooperação já estabelecida entre as instituições e discutir novas estratégias voltadas ao fortalecimento da vigilância laboratorial e à ampliação da oferta de exames especializados no estado. Representando a Sesacre, participou da agenda a chefe da Divisão de Organização e Apoio Diagnóstico, Nair Ferreira, enquanto a Fundhacre foi representada pelo chefe do Complexo Laboratorial, Ângelo Gabriel.
Chefe da Divisão de Organização e Apoio Diagnóstico da Sesacre, Nair Ferreira, é a segunda, da esquerda para a direita. Foto: cedidaPara Nair Ferreira, a aproximação com uma das mais importantes instituições de ciência e tecnologia em saúde da América Latina representa uma oportunidade de consolidar o trabalho desenvolvido no Acre e ampliar a incorporação de novas metodologias diagnósticas.
“Mais do que conhecer experiências exitosas, esta visita fortalece uma parceria construída com base na cooperação técnica e na troca permanente de conhecimento. Tivemos a oportunidade de discutir novas estratégias, conhecer tecnologias já consolidadas e identificar caminhos para ampliar o acesso da população acreana a diagnósticos cada vez mais precisos e oportunos. Esse intercâmbio fortalece nossas equipes e nos dá segurança para avançar na qualificação da assistência prestada à população”, destacou.
Além das reuniões institucionais, a comitiva conheceu a estrutura histórica e científica da Fiocruz, incluindo o centenário Castelo Mourisco, laboratórios de referência, biblioteca e acervos científicos que fazem da instituição um dos principais centros de pesquisa e inovação em saúde pública da América Latina.

A programação técnica teve sequência no Laboratório de Leishmanioses, onde a equipe foi recebida pela pesquisadora Dra. Eliza, parceira da implantação do diagnóstico molecular por PCR para leishmaniose na Fundhacre, por meio do Laboratório Charles Mérieux. Implantada no Acre em março deste ano, após capacitação promovida pela Fiocruz Rondônia, a tecnologia representa um importante avanço na rapidez e na precisão do diagnóstico, permitindo intervenções mais precoces e maior efetividade no tratamento dos pacientes.
Segundo Ângelo Gabriel, a troca de experiências com pesquisadores da Fiocruz amplia a capacidade técnica da rede laboratorial acreana e fortalece o planejamento para expansão de exames de alta complexidade no estado.
“Conhecer de perto os protocolos utilizados pela Fiocruz e compartilhar experiências com profissionais que são referência nacional amplia nossa visão sobre o futuro da rede laboratorial do Acre. Esse intercâmbio fortalece nossas equipes, aperfeiçoa nossos processos e nos prepara para ampliar a oferta de diagnósticos mais rápidos, seguros e precisos, refletindo diretamente na qualidade da assistência oferecida aos usuários do SUS”, afirmou.
Ângelo Gabriel, representante da Fundhacre, acompanha a visita técnica à Fiocruz. Foto: cedidaNa sequência, a comitiva visitou o Laboratório de Hanseníase, coordenado pela Dra. Roberta Olmo, referência nacional na área. Durante o encontro, foram debatidas estratégias para fortalecer o diagnóstico da doença, especialmente por meio da investigação dos contatos de pacientes diagnosticados e da utilização integrada de exames tradicionais, como a baciloscopia, com técnicas de biologia molecular. A abordagem amplia as possibilidades de detecção precoce, contribui para interromper a cadeia de transmissão e fortalece as ações de vigilância em saúde.
A agenda foi organizada pelo pesquisador Dr. Paulo Sérgio D’Andrea, responsável por articular uma programação voltada ao intercâmbio de experiências e à construção de novas oportunidades de cooperação científica entre as instituições. A missão técnica reafirmou o potencial do Acre para ampliar a utilização de tecnologias diagnósticas voltadas ao enfrentamento da hanseníase, da leishmaniose e de outras doenças tropicais negligenciadas, consolidando uma parceria que aproxima ciência, inovação e assistência em benefício da saúde da população acreana.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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