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PF deflagra mais uma fase da operação Héstia em três cidades do Acre

Operação tem foco investigar organização criminosa que atua com lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Foram cumpridos mandados de 10 de busca e apreensão e quatro sequestros de bens imóveis e gado nas cidades de Rio Branco, Epitaciolândia e Capixaba.

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PF deflagra mais uma fase da operação Héstia em três cidades do Acre — Foto: Divulgação/Polícia Federal

As forças de Segurança do Acre cumpriram, na manhã desta sexta-feira (14), a 3ª fase da Operação Héstia, que tem como foco investigar uma organização criminosa que atua com lavagem de dinheiro vindo do tráfico de drogas.

De acordo com a PF, a investigação teve início em janeiro de 2021 e descobriu um esquema de uma organização financeira com administração de valores que vinham de fontes ilícitas e que eram movimentadas através de empresas laranjas. O foco era dificultar o rastreamento dos recursos, ocultar bens e valores, dissimular sua origem e reinserir os ativos no mercado com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados judiciais expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Rio Branco, sendo duas de prisão preventiva, 10 de busca e apreensão e quatro de sequestros de bens imóveis e gado na capital acreana, Rio Branco, e nos municípios de Epitaciolândia e Capixaba.

Ainda de acordo com a PF, foram objeto de sequestro um apartamento, um prédio, fazendas e centenas de cabeças de gado que eram pertencentes ao grupo criminoso. No total, foram retirados de circulação de R$ 2 milhões do crime organizado. A ação é um desdobramento da operação que teve o objetivo de combater uma organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro e que atuava em quatro estados da federação, AC, AM, RJ e RN.

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Os investigados vão responder por integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas as penas passam de 10 anos de prisão. Participaram da operação a Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar com um total de 30 policiais.

Criminoso foragido do Acre vivia vida de luxo no Rio de Janeiro, diz Polícia Federal — Foto: Arquivo/PF-AC

Outras fases da operação

 

A Operação Héstia, da Polícia Federal, cumpriu 47 ordens judiciais no dia 1 de dezembro de 2021. A ação tinha como foco prender o principal chefe da organização criminosa, que estava foragido do sistema prisional do Acre desde 2017. Adayldo de Freitas Ferreira conseguiu fugir do Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Rio Branco, após fazer um buraco no forro do banheiro do apartamento que estava internado.

Os policiais foram até a comunidade Maré, no Rio de Janeiro, para cumprir dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão expedidos pela Justiça acreana. No entanto, segundo a PF-AC, ao chegarem na entrada da comunidade, eles foram recebidos a tiros. Durante a ação, os policiais apreenderam um fuzil, carregadores de fuzil, uma pistola, munições, granada, drogas e rádios comunicadores.

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A informação da PF-AC é que o chefe da organização criminosa ostentava uma vida de luxo na comunidade da Maré. O criminoso – apontado pelas forças de segurança pública do Acre como o mais procurado do estado – construiu um imóvel de luxo dentro da comunidade que contava com piscina e banheira de hidromassagem. Ele conseguiu fugir com ajuda de traficantes locais.

Para lavar o dinheiro, o grupo, que segundo a polícia era liderado por um empresário acreano do ramo de venda de extintores. De acordo com a investigação, ele usava sete empresas sediadas em Rio Branco, Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul para fim de simular o funcionamento regular dos estabelecimentos e justificar os valores e bens obtidos com o lucro do tráfico interestadual de drogas.

O empresário chegou a ter um pedido de habeas corpus negado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre.

Polícia cumpre mandados no AC e mais três estados contra organização criminosa que lavava dinheiro do tráfico — Foto: Arquivo/PF-AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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