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Polícia Militar do Acre deflagra nova fase da Operação Protetor dos Biomas
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A Polícia Militar do Acre (PMAC), por meio da Diretoria Operacional (Dirop) e coordenada pelo Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), deflagrou nesta quarta-feira, 1º, uma nova fase da Operação Protetor dos Biomas, com o objetivo de reforçar o combate ao desmatamento ilegal no estado.

Com mais de 707 mil reais em recursos adicionais, tecnologia de monitoramento por satélite e atuação integrada com órgãos ambientais, a operação busca ainda intensificar a proteção da floresta e garantir o uso sustentável dos recursos naturais.
Investimentos ampliados
Na primeira fase da operação, realizada entre agosto e dezembro, foi destinado 1 milhão de reais em recursos. Agora, com a deflagração da nova etapa, um reforço financeiro de R$ 707 mil foi disponibilizado para o período de outubro a dezembro.
O aporte é oriundo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFRON), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi). O repasse é realizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), e garante o suporte necessário para que o BPA intensifique suas atividades, apoiado por outras unidades operacionais.
Efetivo integrado
Ao todo, 11 guarnições atuam de forma contínua, reunindo 44 policiais por semana. Além do efetivo do BPA, a operação conta com apoio das Patrulhas Rurais de todos os Batalhões da capital, do 7º Batalhão, localizado em Tarauacá; do 8º Batalhão, em Sena Madureira; do Pelotão de Policiamento Ambiental (PPA) do 6º Batalhão, de Cruzeiro do Sul; e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

As equipes trabalham diuturnamente em diferentes regiões do Acre, fortalecendo a presença do Estado na proteção do meio ambiente.
Tecnologia a serviço da fiscalização
A operação é planejada pelo setor de inteligência e análise criminal do BPA, que utiliza o Programa Brasil Mais, desenvolvido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Imagens de satélite orientam o combate ao desmatamento ilegal no Acre. Foto: cedidaO programa é considerado o maior projeto de sensoriamento remoto do país, fornecendo imagens diárias de satélite em alta resolução de todo o território nacional. Gera alertas automáticos de crimes ambientais, como desmatamento, queimadas, garimpo ilegal e cultivo de culturas ilícitas, permitindo uma resposta rápida das equipes.
União de esforços
O sucesso da operação também depende da integração de recursos de diferentes fontes. Além dos repasses da Senasp, o BPA conta com apoio de projetos como o Programa REM e instituições como a KfW, banco de desenvolvimento alemão, que garante a aquisição de viaturas, quadriciclos, embarcações, drones, e também investimentos em capacitação de policiais fora do estado.
Para o major Marcelo Barreto, que atua como coordenador da operação, a ação beneficia toda a sociedade, “É uma operação extremamente importante. Por meio dela alcançamos os níveis ambiental, social, econômico e de segurança pública, por meio da proteção dos ecossistemas e da preservação da biodiversidade. O resultado desse trabalho é fruto da união entre órgãos federais e estaduais, além do apoio constante do comando da Polícia Militar do Acre”, disse.

A partir de 2026, novos aportes do Fundo Amazônia também serão integrados às ações de proteção ambiental. A nova fase da Operação Protetor dos Biomas também se destaca pelo modelo de atuação integrada. O BPA desenvolve suas operações em cooperação com órgãos ambientais federais e estaduais, como o Ibama, o Imac, o ICMBio e a Sema/AC.
Essa união de esforços é fundamental para que o trabalho alcance resultados efetivos, já que a Polícia Militar Ambiental atua na linha de frente da fiscalização, enquanto os órgãos ambientais exercem a competência administrativa para autuar, aplicar sanções e promover ações de preservação. A cooperação garante que cada instituição atue dentro de sua responsabilidade, somando forças para proteger a floresta acreana e assegurar que os recursos naturais continuem disponíveis para as futuras gerações. Cabe destacar o papel fundamental do governo do Estado do Acre na articulação das ações de fiscalização, Por meio do Grupo Operacional de Comando e Controle, da Casa Civil, que dá suporte técnico, legal e faz a ponte entre os diversos órgãos, tanto em nível estadual quanto federal.
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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