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Polícia Militar do Acre é destaque entre lideranças femininas no maior congresso de mulheres policiais da América Latina
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Em colaboração com Joabes Guedes
Histórias marcantes, debates que desafiam padrões dominantes e uma troca intensa de experiências marcaram o 9º Congresso Brasileiro sobre Mulheres na Polícia, que reuniu centenas de profissionais da segurança pública do país na quinta-feira, 27, e sexta, 28, em Florianópolis (SC). Pela primeira vez em Santa Catarina, o encontro foi realizado na Assembleia Legislativa e se consolidou como a maior edição da história do evento.
A Polícia Militar do Acre (PMAC) levou uma das maiores delegações, com 13 policiais militares, entre praças e oficiais, incluindo representantes do interior do Estado. Integrantes das polícias Civil e Penal também participaram do evento, totalizando 15 participantes do Acre. A presença acreana não passou despercebida. Pelo contrário, ganhou palco, microfone e protagonismo.

A coronel Marta Renata Freitas, comandante-geral da PMAC e primeira mulher a assumir o comando da instituição no Acre, foi uma das palestrantes mais aguardadas. Em sua apresentação sobre gênero, poder e liderança, a oficial discorreu sobre o impacto da presença das mulheres nas estruturas policiais e os desafios de comandar unindo sensibilidade e firmeza.
Para a coronel, ocupar espaços estratégicos na segurança pública exige coragem e clareza de propósito. “Quando ampliamos o diálogo nas instituições, fortalecemos nossa capacidade de compreender territórios, prevenir conflitos e liderar de forma mais humana e assertiva, sem perder a firmeza no combate à criminalidade”, afirmou.

A PMAC também esteve no painel Mulheres que Inspiram na Segurança Pública, com relatos de força, vulnerabilidade e superação, apresentados por quem vive a rotina policial.
Troca de experiências
Entre as participantes da delegação acreana, a sargento Rakilene Oliveira, de Feijó, destacou a importância da inclusão das policiais do interior. “Participar do congresso ao lado da nossa comandante-geral e de tantas mulheres fortes do país foi marcante. Representar o interior me encheu de orgulho. Ver a valorização da voz das praças mostra que estamos avançando juntas. Volto com a certeza de que ainda temos muito a conquistar, mas seguimos firmes para que as próximas gerações possam estar onde quiserem”, disse.

O congresso reuniu profissionais de todas as regiões do país, entre policiais militares, civis, federais, rodoviárias federais e penais, além de delegadas, peritas e representantes de diversas instituições. A proposta da edição foi ir além de discussões técnicas. A meta era criar um ambiente de acolhimento e pertencimento, em que cada mulher pudesse reconhecer sua trajetória na história das demais.
A coordenadora do evento, Ana Paula Pacheco, diretora de Políticas para Mulheres da Associação dos Policiais Penais do Brasil, reforçou o caráter simbólico da edição.

“Realizar o congresso em Santa Catarina foi simbólico e necessário. Transformamos a Assembleia Legislativa em um espaço fértil para reflexões profundas e trocas que mudam trajetórias. Reunimos mulheres com vivências reais, dores legítimas e conquistas que marcaram a segurança pública. Ver a maior caravana da história, com 15 agentes do Acre, mostrou a potência da união feminina. Esta edição provou que, quando juntamos essas forças, ninguém segura o avanço das mulheres na segurança pública”, avaliou.
O idealizador do Congresso Brasileiro sobre Mulheres na Polícia, assessor em Relações Governamentais e Presidente do Conselho de Ética do Terceiro Setor, Deyvson Humberto Costa, destacou o caráter histórico da edição. “Foram dias de debates qualificados e integração real. Foi um espaço em que conhecimento e representatividade caminharam lado a lado para fortalecer o protagonismo feminino nas forças policiais. Agradeço a todos que acreditaram no propósito e, de maneira especial, à nossa coordenadora, Ana Paula Pacheco, cuja dedicação fez toda diferença”, destacou.

A dimensão política e simbólica do encontro também chamou atenção. O congresso reforçou que discutir a presença feminina na segurança não é pauta isolada, mas parte da construção de uma sociedade mais justa, plural e consciente. A próxima edição já tem data marcada. Em março de 2026, Minas Gerais sediará o décimo congresso.
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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