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Presença nos territórios e escuta ativa impulsionam políticas indígenas no Acre
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Desde sua criação, em 2023, a Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas do Acre (Sepi) vem consolidando uma atuação baseada na escuta ativa, na presença nos territórios e na construção participativa de políticas públicas.
Ao longo da gestão, a Sepi consolidou-se como um órgão estratégico dentro da estrutura do governo estadual, ampliando sua capacidade técnica, hoje com 52 profissionais, e promovendo a reorganização administrativa. Outro destaque foi a retomada do diálogo contínuo com os povos indígenas, que fortaleceram a construção conjunta de políticas públicas, com a realização de três fóruns estaduais.

“A principal ação foi a escuta participativa. Realizamos mais de 20 visitas aos territórios, ou seja, não fizemos política em gabinete. Fizemos consultas para que os povos indígenas pudessem falar sobre educação, produção, segurança alimentar, turismo e participação. Também conseguimos tirar 31 associações da inadimplência, permitindo que recebessem recursos. Colocamos em dia o pagamento de 148 agentes agroflorestais, abrimos editais parados e incluímos os festivais no calendário do Estado, valorizando a cultura e gerando renda nos territórios”, destacou a secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara.

Resultados concretos nos territórios
As ações executadas alcançaram 29 terras indígenas e incluíram iniciativas estruturantes em áreas como meio ambiente, segurança alimentar, cultura e infraestrutura. Entre os principais resultados, destaca-se a implementação do Programa REM, que posiciona o Acre como referência global em políticas climáticas e indígenas.
Foram executados 31 termos de fomento e desenvolvidos 43 projetos que ampliaram o acesso a investimentos e políticas públicas. Além disso, 148 Agentes Agroflorestais Indígenas atuaram diretamente na proteção territorial e gestão ambiental.

A atuação também contemplou populações em situação de maior vulnerabilidade, com atendimento a 10 terras indígenas com presença de povos isolados, por meio de edital específico que destinou R$ 1,1 milhão.
Infraestrutura, clima e qualidade de vida
No enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas, o governo investiu R$ 2 milhões em ações emergenciais. Como resultado, foram implantados sistemas de abastecimento de água, incluindo oito poços e 30 cacimbas, beneficiando mais de 5 mil indígenas.

A integração com mecanismos de financiamento climático, como o SISA/REDD+, e a execução de R$ 3,8 milhões do Fundo Amazônia reforçam o compromisso com o desenvolvimento sustentável. Outro destaque é o projeto regional voltado às secretarias indígenas, com previsão de investimento de R$ 125 milhões.
Cultura, economia e segurança alimentar
A valorização cultural também ganhou espaço, com o apoio a 18 festivais indígenas que impulsionaram o turismo e a geração de renda. Na área econômica, R$ 2,6 milhões foram movimentados na produção indígena, fortalecendo cadeias produtivas locais e a segurança alimentar.

Mais de 12 mil entregas de alimentos foram realizadas, ampliando o acesso à alimentação nos territórios. Ao todo, 21.699 indígenas foram beneficiados por ações que envolvem produção, infraestrutura, gestão territorial e fortalecimento cultural.
Planejamento para 2026
Entre as ações estratégicas previstas para 2026, destacam-se a criação de um concurso público indígena voltado à educação intercultural e a implantação do Conselho Estadual dos Povos Indígenas, ampliando a participação e a governança.

Outras iniciativas incluem o desenvolvimento de uma plataforma de dados territoriais, o apoio financeiro às associações indígenas, o lançamento de edital com foco no protagonismo feminino e a manutenção das bolsas para agentes agroflorestais.
Também estão previstas a realização de um Fórum Estadual Indígena, a promoção de dez festivais culturais e a articulação de parcerias institucionais, incluindo acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai).
Desafios
Apesar dos avanços, a Sepi aponta desafios importantes para a continuidade e expansão das políticas públicas. Entre eles, destacam-se a ampliação de captação de recursos financeiros, a superação de dificuldades logísticas em áreas de difícil acesso e o enfrentamento dos impactos crescentes das mudanças climáticas.

A pressão sobre os territórios e a necessidade de maior articulação entre diferentes esferas de governo e parceiros também são apontadas como questões prioritárias.
Fonte: Governo AC
ACRE
Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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