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Programa Elos realiza segundo encontro e muda relações sociais entre pais e filhos

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“Antes, os meus dias eram muito sem graça, sem cor, quando o projeto Elos começou, ficou tudo mais alegre, ficou muito mais legal”, comentou o pequeno Cristian dos Santos, do Fundamental 1, sobre a inclusão do programa Elos: Construindo Coletivos, na escola Iracema Gomes Pereira.

Cristian, do ensino fundamental, disse que o programa mudou rotinas e relações com sua mãe e seu dia a dia. Foto: Carolina Torres/Secom

Esse foi o segundo encontro do programa na instituição, realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE). A iniciativa foi implantada nesse segundo semestre pela vice-governadora Mailza Assis e o governador Gladson Camelí, onde as aulas serão realizadas em várias instituições de ensino do estado.

O Elos é uma estratégia lúdica de prevenção ao uso de drogas e promoção do desenvolvimento social, que utiliza um jogo para fortalecer habilidades como cooperação e empatia em crianças de 6 a 10 anos. O programa tem o objetivo de reduzir comportamentos agressivos e promover o sentimento de pertencimento.

Pais interagem entre si e conversam sobre experiências e como lidar de forma alternativa com os filhos. Foto: Carolina Torres/Secom

Os pais também não ficam de fora, eles compartilham momentos do cotidiano, como experiências frustradas nas quais não souberam como agir, e as mediadoras do programa auxiliam sobre como poderiam ter reagido melhor. Além disso, discutem relações mais agradáveis com seus filhos, como tratá-los e utilizar palavras alternativas.

Com início neste ano, a diretora da instituição, Audineia Ferreira, ressalta que essa iniciativa é essencial para o desenvolvimento de pais e alunos. “Ele é um jogo, e nós escolhemos uma turma do quarto ano, que é uma turma numerosa e em que alguns alunos têm problemas de comportamento. Os pais, na maioria das vezes, também estão distantes das famílias. Então, esse programa veio para nos ajudar a aproximar as famílias das crianças e também da escola”, frisou Audineia.

Diretora fala sobre a mudança dos pais e filhos com o programa Elos. Foto: Carolina Torres/Secom

O aluno do 4º ano, Cristian José dos Santos, falou sobre as mudanças que o programa trouxe para sua vida. “Eu me senti muito mais seguro com o projeto Elos e ajudou muito no meu desempenho na escola.”

O Elos é aplicado aos pais e as crianças, a professora Maria José Coelho explica como funciona a atividade. “Nós fizemos toda uma dinâmica com a caixa surpresa, e dentro dessa caixa colocamos os sentimentos: raiva, ódio, amor, alegria. Entregamos para cada dupla, e o amigo tinha que identificar qual era o sentimento que o outro estava sentindo naquele momento, sem que ele falasse qual era”, ressaltou a professora.

Professora diz que alunos indentificam sentimentos que o colega está sentindo durante dinâmica. Foto: Carolina Torres/Secom

No Elos, são utilizados níveis de voz: o zero é o silêncio; o um é cochicho; o dois é trabalho em grupo; o três é apresentação; e o quatro é voz de rua.

Uma das mães participantes, Jane Cardoso, conta que precisou parar de trabalhar para dedicar tempo ao filho autista, Davi Lucas Cardoso. Ela afirmou que o papel mais importante na vida da criança vem da família e que o Elos veio para somar, enriquecer o conhecimento e trazer mais acolhimento e amor.

Jane Cardoso e seu filho. Foto: Carolina Torres/Secom

“Um aprendizado que vai só acrescentar cada vez mais com nossos filhos e no lidar em casa e na escola, porque a escola é a segunda família da gente, que a gente precisa acolher e estar presente. Então, o Elos veio para acrescentar qualidade de vida para nós”.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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