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Programas REM e REDD+ promovem desenvolvimento econômico e preservam a floresta acreana
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O Acre é referência na aplicação de políticas públicas ambientais muito antes dos programas em execução nos dias de hoje. Desde a época de Wilson Pinheiro, com a implantação dos sindicatos rurais e a luta pela conservação da floresta nativa iniciada em Brasileia, e a continuidade, após sua morte, com Chico Mendes, em Xapuri, numa longa jornada de defesa da floresta que ajudou a manter o território acreano com mais de 80% de sua floresta em pé.
Diante desse histórico de lutas para manter a floresta viva, em 2010 o governo acreano aprovou e sancionou a Lei nº 2.308/2010, instituindo o Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa). O marco foi concebido para apoiar a restauração e a proteção das áreas florestais, assim como a produção sustentável de bens a partir dos recursos da própria floresta. As decisões colocaram no centro as comunidades que dependem do território, povos indígenas, seringueiros, pequenos produtores e comunidades tradicionais reconhecendo a floresta como fonte de vida e sustento.

O pioneirismo se consolidou com a criação do primeiro programa do Sisa, o Programa ISA Carbono, que estruturou a implementação de ações de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) e fortaleceu o compromisso do Acre com a mitigação das mudanças climáticas. Como reconhecimento desse protagonismo, o estado foi a primeira jurisdição escolhida pelo governo alemão para implementar o Programa REM (REDD+ Early Movers), evidenciando sua liderança em proteção florestal e redução do desmatamento.
Após a aprovação da lei em 2010 e a implementação dos marcos de política pública necessários ao início do processo, o REM iniciou suas atividades no Acre em 2012. Atualmente, encontra-se na Fase II. O governo alemão, com apoio do governo britânico, vem atuando em frentes como proteção e conservação florestal e suporte a cadeias produtivas sustentáveis, integrando a agenda climática com o desenvolvimento econômico local.
Povos que vivem na floresta são os maiores protetores e sabem como utilizar os recursos naturais sem destruí-los. Foto: Pedro Devanir/SecomEsse tipo de parceria firmada entre o governo do Estado e o REM reforça que é possível promover desenvolvimento econômico mantendo a conservação ambiental, gerar renda e bem-estar a partir do uso responsável dos recursos naturais, sem comprometer a biodiversidade. Ao mesmo tempo, tais ações contribuem de forma concreta para a manutenção do equilíbrio climático global.
Os trabalhos realizados no Acre demonstram que alianças entre poder público, comunidades locais e parceiros internacionais transformam desafios ambientais em oportunidades de crescimento sustentável, projetando um futuro próspero para as gerações presentes e futuras. A experiência acumulada indica que o caminho para resultados duradouros combina governança, participação social e instrumentos financeiros orientados a desempenho.
Parceria do governo do Acre com instituições estrangeiras garante desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Foto: Felipe Freire/SecomOs programas REM e REDD+ atuam com eficácia e um modelo replicado em outras partes do Brasil. Para sustentar esse padrão, as equipes acompanham a evolução das políticas públicas ambientais aplicadas no Acre desde 1999. Ainda assim, encontraram à época limitações que exigiram aperfeiçoamento, aprimorar a contabilização anual das reduções de emissões de carbono; aprofundar o conhecimento sobre realidades locais; fortalecer estratégias de combate ao desmatamento; atender às especificidades territoriais na repartição de benefícios; e dimensionar com precisão os recursos necessários à operacionalização das estratégias, entre outras medidas.
“A experiência do Acre mostra que a combinação de sólidas políticas públicas, parcerias internacionais e mecanismos de pagamento por resultados pode gerar efeitos positivos tanto para a conservação ambiental quanto para o desenvolvimento econômico e social. Ainda assim, o desafio permanece em ampliar o alcance dessas iniciativas, garantindo a sustentabilidade financeira de longo prazo e a efetiva redução das pressões sobre a floresta”, destacou Marta Azevedo, coordenadora-geral do Programa REM Acre.

Desde sua implantação no estado, o REM tem alcançado resultados expressivos, beneficiando populações indígenas, agricultores familiares, extrativistas e pecuaristas. Para cada subgrupo, REM e REDD+ estruturam programas específicos voltados ao desenvolvimento sustentável, respeitando vocações produtivas e contextos territoriais.
Territórios Indígenas
O REM já beneficiou mais de 22 mil indígenas, abrangendo 32 territórios, e viabilizou 145 bolsas remuneradas para agentes agroflorestais, por meio dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental Indígena (PGTIs). Esses planos financiam atividades que vão de práticas culturais e produção agroflorestal à vigilância territorial e valorização de conhecimentos tradicionais. O resultado é o fortalecimento das organizações locais e o reconhecimento do papel essencial dos povos indígenas na preservação ambiental e no uso sustentável dos recursos naturais.
Territórios de Produção Familiar Sustentável
Este subprograma fortalece cadeias produtivas sustentáveis e possibilita que extrativistas, agricultores familiares e comunidades tradicionais desenvolvam suas atividades de modo responsável. Mais de 14 mil pequenos produtores foram beneficiados. A produção de bens criativos e sustentáveis tem impulsionado o desenvolvimento local, gerando renda e oportunidades sem comprometer o futuro dos recursos naturais.
Pecuária Diversificada Sustentável
Com foco na recuperação de áreas degradadas e no aumento da produtividade familiar, o subprograma beneficiou 4.571 produtores ao longo dos últimos anos. A diversificação de espécies criadas e a adoção de práticas agroecológicas, como o uso de insumos e adubos para a recuperação do solo, resultaram na restauração de 1.729 hectares nos últimos seis anos. As iniciativas reafirmam o compromisso com a sustentabilidade e demonstram que a pecuária pode ser uma fonte de renda viável sem agredir o meio ambiente.
Ao apoiar diretamente comunidades indígenas, produtores familiares e pecuaristas, o programa consolida modelos sustentáveis de uso da terra e dos recursos naturais, converte desafios em oportunidades e garante um horizonte mais equilibrado e próspero para o Acre e sua população.
Fonte: Governo AC
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‘Sentimento de ser acreano é único’, afirma Mailza ao destacar o estado como referência em desenvolvimento e preservação
Em uma noite marcada por homenagens e celebração de índices que apontam o desenvolvimento do Acre, a governadora Mailza Assis conduziu a cerimônia de 64 anos de elevação à categoria de Estado da Federação Brasileira nesta segunda-feira, 15. A data marca a sanção da Lei Federal nº 4.070, assinada pelo presidente João Goulart em 15 de junho de 1962, transformando o então Território Federal do Acre em uma das unidades da Federação.
Governadora destacou avanços do estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomA cerimônia contou com a troca da bandeira, a execução dos hinos estadual e nacional e o destaque especial para o sobrevoo de um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que conduziu a bandeira do Acre em ato simbólico de valorização da identidade estadual.
A maior honraria concedida pelo Estado do Acre, a Ordem da Estrela do Acre, foi entregue a personalidades que marcaram a história e o serviço público acreano. Entre os homenageados está Iolanda Ferreira Lima, conhecida como Iolanda Fleming, primeira governadora do Acre, que recebeu a insígnia no Grau de Grã-Cruz, o mais elevado da ordem. O ato é um dos mais simbólicos, uma vez que Mailza é a segunda mulher a ocupar o cargo após 40 anos.
Também foi agraciado, no mesmo grau, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, procurador-geral do Ministério Público do Acre, reconhecido por sua trajetória no serviço público estadual.
No Grau de Grande Oficial, a condecoração foi entregue a Dulcinéia Benício de Araújo, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Enquanto Michel Jean Creiglow, pastor da Igreja Batista em Cruzeiro do Sul, e Luiz Gonzaga de Lima, presidente da Assembleia de Deus em Rio Branco, receberam a insígnia no Grau de Cavaleiro.
Evento marcado os 64 anos do Acre como estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomA cerimônia também prestou homenagem póstuma às servidoras Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa, mortas durante o ataque a uma escola em Rio Branco no dia 5 de maio. Ambas receberam, in memoriam, a insígnia no Grau de Cavaleiro da Ordem da Estrela do Acre, em reconhecimento ao legado e ao impacto de suas vidas dedicadas à educação.
Um Acre plural que cresce
A governadora Mailza Assis destacou a importância da data e ressaltou o orgulho do povo acreano. “Hoje é um dia especial para todos nós. É dia de celebrar a nossa história, de honrar aqueles que vieram antes de nós e de renovar a esperança no futuro do nosso Acre”, afirmou.
Mailza lembrou que cada acreano carrega consigo uma história, uma luta e um sonho, e que, apesar das diferenças, existe um sentimento comum que une a população. Segundo ela, esse mesmo sentimento esteve presente nas primeiras comunidades indígenas, nos seringueiros que atravessaram a floresta e nos que proclamaram um Estado independente há mais de cem anos.
Familiares da tia Zena receberam homenagem in memoriam de sua dedicação ao serviço público. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom“O sentimento de ser acreano é único. Não pode ser explicado, apenas sentido e compreendido por quem ama esta terra”, disse.
A governadora ressaltou que tem vivido essa emoção de forma intensa nos últimos meses, ao assumir o comando do governo estadual. Ela destacou os avanços recentes do Acre, que tem se destacado nacionalmente pelo crescimento econômico e pela capacidade de gerar oportunidades.
“Um Acre que mostra ao Brasil e ao mundo que é possível crescer, produzir e preservar ao mesmo tempo”, declarou.
Mailza frisou, no entanto, que acima dos números estão as pessoas. “Celebramos as famílias que encontraram novas oportunidades, os jovens que acreditam em seus sonhos, os trabalhadores que constroem o nosso Estado todos os dias e todos aqueles que não desistiram de acreditar em um Acre melhor”, afirmou.
A governadora reconheceu que ainda há inúmeros desafios, mas garantiu que o povo acreano tem coragem, união, fé e determinação para enfrentá-los. “O povo acreano já provou muitas vezes que sabe transformar dificuldades em oportunidades e sonhos em realidade. E é com essa mesma força que continuaremos avançando”, disse.
Mailza reafirmou sua confiança no futuro do Estado. “A maior riqueza do Acre não está apenas em suas florestas, rios ou terras. A maior riqueza do Acre está nas pessoas. Tenho fé e convicção de que estamos construindo um Acre cada vez mais forte, mais desenvolvido e mais humano”, concluiu, desejando que Deus continue guiando e abençoando a população.
Orgulho e esperança
A chefe de Estado ressaltou que a data representa orgulho, pertencimento e esperança para todos os acreanos. “Hoje é um dia muito feliz para todos, seja para quem vive na cidade, no campo, ao longo dos rios ou nas aldeias indígenas. É o momento de comemorar e agradecer a Deus por essas conquistas, mas também de renovar a esperança no desenvolvimento e na proteção das nossas famílias, produtores, crianças, jovens e adultos”, afirmou.
Ao ser questionada sobre o sentimento de assumir o cargo de chefe do Executivo em seu primeiro ano de mandato, Mailza disse que vive “sentimentos de gratidão a Deus, de responsabilidade e de muito compromisso com a população”.
O objetivo, disse, é trabalhar cada vez mais para alcançar as pessoas e oferecer paz e esperança a todos que desejam um Acre melhor.
A governadora também destacou a homenagem prestada à ex-governadora Iolanda Fleming, primeira mulher a assumir o comando do Acre. “Iolanda Fleming foi uma das primeiras governadoras do Brasil, sempre à frente e com conquistas importantes. Isso representa o nosso papel e a oportunidade das mulheres de participar da vida pública e da política”, declarou.
Mailza lembrou que ser a segunda mulher a governar o Acre é motivo de orgulho e agradecimento. “É também um compromisso de lutar sempre pela presença da mulher na política e pela participação de todos os acreanos na construção do nosso desenvolvimento e na valorização do nosso Estado”, concluiu.
Iolanda fala do orgulho e importância do reconhecimento com homenagem recebida. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomReconhecimento
A ex-governadora Iolanda Fleming foi homenageada com a maior condecoração estadual, entregue pelas mãos da atual governadora Mailza Assis.
Emocionada, Iolanda afirmou que a homenagem lhe trouxe “uma sensação difícil de explicar” e confessou que não se considera merecedora de tanto reconhecimento. “A gente sente uma emoção muito grande”, disse, acrescentando que sua fé em Deus a fortalece e que espera ver novas mulheres eleitas para governar o Acre.
Primeira mulher a assumir o governo do Estado, Fleming lembrou das ações voltadas ao fortalecimento da mulher durante sua gestão, como a criação da Delegacia da Mulher. Ela destacou, porém, que os desafios ainda são grandes e que é preciso envolver toda a sociedade. “Não adianta falar só da mulher. É preciso chamar o homem também, chamar o casal, para juntos enfrentarmos os problemas”, afirmou.
Ao receber a honraria, Iolanda ressaltou o simbolismo de ver outra mulher no comando do Acre, quatro décadas após sua gestão. “Estar aqui representando o Estado como a segunda mulher governadora é motivo de orgulho e agradecimento aos acreanos que deram essa oportunidade. É também um compromisso de lutar sempre pela presença da mulher na política e pela participação de todos os acreanos na construção do nosso desenvolvimento”, concluiu.
Público ae reuniu para celebrar os 64 anos do Acre como estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomEternizadas
O marido de Alzenir da Silva, conhecida como tia Zena e morta no ataque ao Instituto São José, falou sobre a saudade que sente e destacou a importância da honraria recebida em sua memória.
“Além da dignidade, do carinho e do respeito que tinha pelo próximo, Zena era única”, afirmou Roberto Bernardo da Silva.
Roberto contou que a honraria será recebida pela filha do casal, em respeito ao momento difícil vivido pela família. “Passei para minha filha, porque depois dela, é minha filha quem representa. Estamos enfrentando uma dor muito grande com a perda, ainda não caiu a ficha. É muito difícil, principalmente porque minha filha está com um bebê recém-nascido”, disse.
Ele ressaltou que tem buscado forças na fé para enfrentar o vazio deixado pela ausência da esposa. “Entreguei na mão de Deus, que tem nos dado força para superar e preencher esse vazio que está acontecendo na minha vida”, concluiu emocionado.
Aos 64 anos do Acre como estado, governadora destaca avanços e preservação. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomPreservação da memória
A acreana Raquel Maia marcou presença para acompanhar o filho que estuda no Colégio Militar Tiradentes, em Rio Branco. Orgulhosa, ela destacou a importância de participar de momentos que valorizam a história e a cultura do estado.
“Me sinto muito honrada em prestigiá-lo nesse evento. Amo meu estado e minha cidade, por isso sempre que possível estou presente em atividades como esta”, afirmou.
Raquel relembrou ainda sua própria trajetória escolar, ressaltando que, na juventude, também participava de eventos semelhantes. “Na idade do meu filho eu estudava no Imaculada Conceição e vivenciava experiências parecidas. São aprendizados que levamos para a vida”, disse.
Bandeira do Acre é trocada durante cerimônia. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomPara ela, iniciativas como essa fortalecem a identidade cultural do Acre e incentivam os jovens a se envolverem com a história local. “É muito importante que eles estejam inseridos nesse contexto”, concluiu.
Jailson Oliveira esteve acompanhando sua filha de 15 anos, estudante do Colégio Militar Tiradentes.
Ele ressaltou a importância de participar de atividades que valorizam tanto a educação quanto a cultura local.
“Sempre faço questão de estar presente, porque a educação dos nossos filhos exige acompanhamento diário para observar sua evolução. É fundamental incentivar a juventude a estudar, já que o estudo é o caminho”, destacou.
Além da relevância da educação, Jailson enfatizou o papel das tradições na preservação da identidade acreana.
“Se não mantivermos a tradição, o acreano acaba esquecendo sua história. É preciso valorizar e transmitir essa trajetória para que os jovens se reconheçam nela”, afirmou.
Para ele, iniciativas como essa fortalecem a memória coletiva e aproximam a juventude da cultura e da história do Acre, garantindo que esses valores sejam perpetuados pelas novas gerações.
Fonte: Governo AC
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