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Quatro cidades do Acre em áreas de risco de desastres naturais terão simulação de alertas por celular a partir do próximo sábado, 20
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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) confirmou, nesta segunda-feira, 15, que quatro cidades do Acre – Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Brasileia e Jordão – passarão a operar o sistema Defesa Civil Alerta a partir do próximo sábado, 20. A iniciativa também será implementada em outros 24 municípios da Região Norte, ampliando a cobertura nacional do sistema, já presente nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
Mensagens são enviadas para celulares com alertas de desastres naturais. Foto: Luís André/Secom RSO sistema Defesa Civil Alerta utiliza tecnologia de transmissão via telefonia celular, conhecida internacionalmente como Wireless Emergency Alert. Essa solução permite o envio de mensagens de texto diretamente aos celulares de pessoas que estejam em áreas com risco de desastres naturais, como alagamentos, enxurradas, enchentes, deslizamentos de terra e vendavais, além de ocorrências provocadas por ação humana.
As mensagens aparecem sobrepostas ao conteúdo acessado no aparelho e, dependendo da gravidade do alerta, são acompanhadas por um sinal sonoro semelhante ao de uma sirene.
“Esse sistema é acionado pela Defesa Civil estadual. Com base no monitoramento, ao identificarmos a possibilidade de um evento extremo, emitimos os avisos para que a população esteja ciente dos riscos na área”, explica o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista.
A medida atende à diretriz do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que visa nacionalizar o sistema e ampliar a proteção da população em situações de emergência. Os alertas começarão a ser emitidos nas quatro cidades acreanas a partir de meio-dia (horário local).
Receberão os alertas de demonstração, simultaneamente, os municípios de Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Tartarugalzinho, no Amapá; Manaus, Manacapuru, Novo Airão e Iranduba, no Amazonas; Belém, Parauapebas, Paragominas e Tucuruí, no Pará; Boa Vista, Amajari, Bonfim e São João da Baliza, em Roraima; Palmas, Araguaína, Gurupi e Talismã, no Tocantins; e Porto Velho, Ji Paraná, Ariquemes e Vilhena, em Rondônia.
Coronel Carlos Batista é coordenador da Defesa Civil Estadual e explica que equipe foi capacitada para acionar o sistema. Foto: Jean LopesOs alertas serão enviados pelas defesas civis estaduais para as cidades selecionadas após comando do ministro Waldez, que estará no estado do Amapá. Em Brasília (DF), jornalistas poderão acompanhar o lançamento das mensagens na sala de controle virtual do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), responsável pela Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap). Representantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e operadoras estarão presentes.
“Fomos capacitados para operar o sistema. Em casos de eventos extremos, como grandes enxurradas ou vendavais iminentes, acionamos o Defesa Civil Alerta, que envia mensagens sonoras e de texto para todos os celulares conectados às redes 4G ou 5G das operadoras na área afetada”, destaca Batista.
Defesa Civil vai acionar sistema, quando for necessário alertar moradores. Foto: Defesa Civil de Rio BrancoNão é necessário realizar cadastro prévio ou tomar qualquer providência adicional para receber as notificações. Diferente dos alertas enviados por SMS, o Defesa Civil Alerta exibe a mensagem sobreposta à tela do celular, exigindo ação do usuário para ser encerrada. Em situações de alto risco, o alerta sonoro será emitido mesmo que o aparelho esteja no modo silencioso.
“A grande vantagem desse sistema é que ele independe de cadastro. O celular receberá o alerta mesmo no silencioso, com vibração e som. É uma ferramenta essencial, já utilizada em outras regiões do país, que reforça a proteção da população”, reforça o coronel.
A Sala de Situação do Centro Integrado de Geoprocessamento Ambiental (Cigma) já realiza o monitoramento das áreas de risco e divulga os alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com a nova tecnologia, esses avisos chegam diretamente à palma da mão dos moradores.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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