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Saúde Itinerante Especializado em Neuropediatria realiza terceira edição no Alto Acre com atendimentos a 200 crianças
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“Quando a Ayra era mais bebezinha, a gente começou a perceber que ela andava na pontinha dos pés, colocava o dedo no ouvido e tinha algumas dificuldades de socialização na creche. Foi quando procuramos ajuda. Hoje, com o Saúde Itinerante aqui na cidade, ela pôde fazer os exames e passar pelos especialistas sem precisar viajar até a capital. Isso evita o estresse da criança e da gente também”, conta Antônia Vanessa da Silva, mãe da pequena Ayra Lorena, de 4 anos, que tem atraso de fala e está em investigação para autismo e hiperatividade.
A fala de Antônia representa o sentimento de muitas famílias atendidas durante mais uma etapa do Saúde Itinerante Especializado Multidisciplinar em Neuropediatria, realizada nesta sexta-feira e sábado, 7 e 8, no Hospital Regional do Alto Acre, em Brasileia. Essa é a terceira vez no ano que a ação chega à regional, levando atendimento especializado e humanizado para crianças com transtornos do neurodesenvolvimento.
A ação conta com o apoio do Hospital Regional do Alto Acre e das secretarias municipais de saúde de Brasileia, Assis Brasil, Epitaciolândia e Xapuri, que somaram esforços para garantir infraestrutura, suporte técnico e acolhimento às famílias.

Cerca de 200 crianças estão sendo atendidas pela equipe multidisciplinar, composta por profissionais de neuropediatria, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional e odontologia. Além das consultas e exames, o programa também realiza a emissão da Carteira Estadual da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (e-Ceptea), documento essencial para garantir direitos e facilitar o acompanhamento contínuo das crianças.
“Essa ação beneficia não só os pacientes de Brasileia, mas também das cidades vizinhas, como Assis Brasil, Epitaciolândia e Xapuri. Quando o atendimento acontece mais perto de casa, as famílias economizam com deslocamentos e evitam o cansaço das longas viagens até a capital. Além disso, essas iniciativas fortalecem a rede de saúde local e mostram o compromisso do governo em garantir acesso e cuidado de forma mais humanizada e descentralizada”, salienta a gerente de assistência do Hospital Regional do Alto Acre, Luzinete Santos.
O Saúde Itinerante tem desempenhado um papel essencial na promoção da saúde e na regionalização do atendimento especializado, uma das prioridades da atual gestão estadual. Ao levar os serviços diretamente para o interior, o programa evita longos deslocamentos até a capital e assegura diagnósticos precoces, laudos médicos, prescrições e encaminhamentos que dão continuidade ao cuidado em cada município.

“O itinerante tem como essência reduzir barreiras e levar atendimento onde a população está. Nosso propósito é assegurar que nenhum cidadão seja privado de atenção especializada por conta da distância ou da falta de estrutura. Temos conseguido fazer a diferença na vida das crianças que precisam de terapias, assim como de outros pacientes que necessitam de acompanhamento médico”, destaca a coordenadora do Saúde Itinerante, Rosemary Ruiz.
De acordo com a neuropediatra Cholen Werklaenhg, a iniciativa tem um papel decisivo na rede pública de saúde do Acre, especialmente por promover o diagnóstico precoce e o acompanhamento de crianças com suspeita de transtornos do neurodesenvolvimento. Ela ressalta que o programa é um exemplo de integração entre profissionais e municípios, garantindo que mais famílias tenham acesso a avaliações especializadas.
“O Saúde Itinerante é uma ação que realmente faz a diferença. São poucos os estados do país que possuem um movimento tão estruturado de atenção à saúde infantil. Com o projeto, conseguimos chegar aos municípios para investigar precocemente os sinais clínicos de transtornos, como o autismo e o TDAH. As escolas têm sido grandes parceiras nesse processo, encaminhando as crianças que apresentam atrasos ou comportamentos que chamam a atenção. Quanto mais cedo conseguimos iniciar a intervenção terapêutica e escolar, melhor o prognóstico, porque aproveitamos a fase de maior neuroplasticidade do cérebro da criança”, afirma a neuropediatra.
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Foto: Tiago Araújo/Sesacre
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