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Seminário de Conscientização da Atividade Pesqueira no Juruá sela união entre pescadores e instituições pela sustentabilidade

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A cadeia produtiva do pescado exerce papel fundamental na economia do Vale do Juruá, gerando emprego, renda e assegurando a oferta de alimentos para a população local e de outras regiões. Atento à importância do setor e ao início do período do defeso, quando a pesca é proibida, o governo do Acre, por meio do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), realizou nesta quarta-feira, 12, o 2º Seminário de Conscientização da Atividade Pesqueira, em Cruzeiro do Sul. O evento, sediado no Centro de Referência em Inovações para Educação Barão do Rio Branco (Crie), teve como foco o cumprimento das normas ambientais e os procedimentos para a legalização da piscicultura.

Cruzeiro do Sul sedia seminário em prol da atividade pesqueira na região. Foto: Diego Silva/Secom

O evento teve como objetivo orientar pescadores, produtores e demais profissionais do setor sobre o período do defeso, entre 15 de novembro e 15 de março, conforme a Portaria nº 48/2007 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Durante esses quatro meses, fica proibida a pesca de dez espécies: surubim, piraíba, pacu, mapará, aruanã, jaraqui, sardinha, pirapitinga, matrinxã e dourada, visando garantir a reprodução natural dos peixes e o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.

Defeso é um período de proibição da pesca, para proteger a reprodução de diversas espécies. Foto: Diego Silva/ Secom

O presidente em exercício do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), José Denis Santos, explicou que o objetivo do evento é promover a conscientização ambiental e o diálogo com os pescadores, fortalecendo o compromisso com a sustentabilidade e o ordenamento da atividade pesqueira na região.

“Durante o período de defeso, o Imac realiza ações de fiscalização em todo o município e, em caso de infração, são aplicadas as sanções cabíveis. Essa restrição da pesca coincide com o período de reprodução dos peixes, e a sua observância é crucial para evitar o esgotamento dos recursos pesqueiros. Portanto, o seminário visa esclarecer a importância do período de defeso e as implicações de sua não observância”, detalhou.

José Denis: “A expectativa é que o respeito ao período de defeso seja amplo, de modo que a aplicação de sanções seja desnecessária”. Foto: Diego Silva/ Secom

O gestor destacou ainda que o seminário é realizado em parceria com outros órgãos estaduais, principalmente o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf). Também participam representantes de outras instituições, como o Ibama, que, embora tenha reduzido sua atuação direta nas fiscalizações estaduais, mantém responsabilidades em nível nacional.

José Denis reforçou que, atualmente, os estados possuem autonomia para gerenciar as questões ambientais em seus territórios, o que torna a integração entre as instituições ainda mais essencial para a efetividade das ações.

Autoridades de diferentes instituições participaram do evento, reforçando a importância da integração entre os órgãos no fortalecimento das ações de preservação e sustentabilidade da atividade pesqueira. Foto: Diego Silva/ Secom

A ação integrada buscou promover o uso responsável dos recursos naturais e proteger a principal fonte de renda das famílias ribeirinhas que dependem da pesca. Por meio da atuação conjunta entre diferentes instituições, a iniciativa busca fortalecer a fiscalização, ampliar a conscientização e garantir que a atividade pesqueira transcorra de forma sustentável, preservando o meio ambiente e assegurando o sustento das comunidades locais.

Iniciativa inclui ações de conscientização por meio da distribuição de folhetos informativos, reforçando a importância da preservação e do cumprimento das normas durante o período de defeso. Foto: Diego Silva/ Secom

O presidente da Associação de Vendedores de Pescados de Cruzeiro do Sul, Francisco Valdecir Rodrigues, destacou que a realização do seminário representa um importante passo para o fortalecimento do setor.

“Observamos que muitos pescadores estão abandonando a atividade por falta de incentivo. Essa situação tem gerado uma defasagem considerável, com a diminuição da pesca e, consequentemente, da captura de peixes. No estado, já ultrapassamos os limites de captura em relação aos recursos naturais. Assim, um seminário como este, que visa valorizar e agregar valor, é fundamental para que o governo possa incentivar ainda mais a cadeia da pesca. A realização deste seminário proporcionará valorização e agregará valor à nossa sociedade”, avaliou.

Francisco Valdecir: “Iniciativa traz benefícios para as futuras gerações. É crucial que meus filhos e netos, no futuro, possam desfrutar da pesca e contar com a disponibilidade de peixes. Caso não preservemos hoje, não teremos no futuro”. Foto: Diego Silva/ Secom

Fizeram-se ainda presentes equipes e representantes do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuam de forma conjunta nas ações de fiscalização e controle, reforçando o compromisso com a proteção dos recursos naturais e o cumprimento da legislação ambiental.

Seminário sobre período do defeso reuniu representantes de associações, de instituições ambientais e do setor pesqueiro em Cruzeiro do Sul. Foto: Diego Silva/ Secom

A troca de experiências e o diálogo entre os participantes contribuem para o fortalecimento das ações de conscientização e fiscalização, garantindo que a atividade pesqueira continue sendo fonte de renda e alimento, aliada à proteção do meio ambiente no Vale do Juruá.

Fonte: Governo AC

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Sepi reúne instituições para fortalecer plano de contingência voltado aos povos indígenas

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Com ênfase nas ações preventivas e emergenciais voltadas às populações originárias do Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), reuniu, na última sexta-feira, 29, representantes de órgãos estaduais e instituições parceiras para debater o plano de contingência elaborado pela pasta.

Realizado de forma presencial e virtual, o encontro ampliou a participação dos órgãos envolvidos na definição de estratégias integradas. O plano em questão orienta ações antecipadas para reduzir riscos e fortalecer a proteção dos povos indígenas diante de possíveis emergências.

Instituições alinham estratégias para enfrentar eventos climáticos extremos em territórios indígenas. Foto: Danna Anute/Sepi

Diante dos alertas para um novo período de eventos climáticos extremos, as instituições intensificaram o planejamento conjunto, com atenção especial aos territórios indígenas. A titular da Sepi, Francisca Arara, destacou que o Estado tem se preparado de forma antecipada para enfrentar cenários recorrentes. “Já vínhamos nos preparando para situações como a seca, as enchentes e os problemas respiratórios provocados pela fumaça, que têm se repetido nos últimos anos. Por isso, a pedido da governadora Mailza, cada instituição iniciou a elaboração de ações dentro do eixo de eventos climáticos, coordenado pelo Gabinete de Crise, que reúne diversos órgãos, para antecipar respostas e fortalecer a capacidade de atuação do Estado”, afirmou.

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Plano de contingência incorpora análises sobre os impactos do El Niño e os riscos climáticos no Acre. Foto: Danna Anute/Sepi

“Nesse processo, a Sema apresentou um panorama sobre a chegada do El Niño e os impactos que o fenômeno pode causar, enquanto a Defesa Civil detalhou a situação local, considerada delicada. No caso da Sepi, elaboramos um plano específico, voltado à nossa atuação nos territórios indígenas e à coordenação do Grupo de Trabalho de Eventos Extremos”, concluiu.

A seca tem provocado reflexos na produção de alimentos e na manutenção de práticas culturais dos povos indígenas, ampliando a necessidade de ações voltadas aos territórios.

Para Dinah Borges, consultora de Agricultura Familiar do Programa REM Acre, da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), a estiagem compromete a produção de alimentos, dificulta o acesso a programas como o PNAE e o PAA e afeta o modo de vida das comunidades. Por isso, ações como a construção de poços artesianos no Purus e de cacimbas no Alto Acre são fundamentais para garantir o acesso à água e fortalecer a produção nas aldeias.

Cooperação institucional

A cooperação institucional prevista neste Plano está alinhada ao Decreto nº 11.504, de 25 de junho de 2024, que instituiu o Gabinete de Crise para monitorar e coordenar ações diante da redução das chuvas, da diminuição dos cursos hídricos e do risco de incêndios florestais. Nesse contexto, as medidas serão executadas de forma integrada por órgãos do governo estadual e instituições parceiras.

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Participam da iniciativa a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPD), as secretarias de Estado de Governo (Segov), Casa Civil (Secc), Meio Ambiente (Sema), Comunicação (Secom), Planejamento (Seplan), Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Obras Públicas (Seop), Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Educação, Cultura e Esportes (SEE), Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), além de Imac, Iteracre, Idaf, Funtac, Deracre, Saneacre, Sesacre, Seagri, PGE, CGE, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar.

Também colaboram a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI/AC), a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC) e o Programa REM Acre.

Fonte: Governo AC

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