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Trabalho de detentos fortalece infraestrutura e promove remição de pena nas unidades prisionais do Acre

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O trabalho como instrumento de ressocialização e reconstrução de trajetórias é uma realidade no sistema prisional acreano. No Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), por meio da Divisão de Manutenção e Infraestrutura, detentos têm desempenhado um papel essencial nas ações de manutenção, reforma e zeladoria das unidades, atuando em atividades que vão desde a instalação hidráulica até a construção de espaços educacionais, e conquistando, assim, o direito à remição de pena. 

Detentos atuam na reforma do Flanco e do Canil do DOC e conquistam remição de pena. Foto: cedida

De acordo com o chefe da Divisão de Manutenção e Infraestrutura, Thiago Tadeu da Silva, o setor é responsável por garantir o funcionamento básico das unidades prisionais em todo o estado, abrangendo áreas como energia, saneamento, purificação e distribuição de água, além da manutenção predial. Para otimizar o trabalho, foi criado o Núcleo de Manutenção e Zeladoria, localizado no Complexo Penitenciário de Rio Branco, o maior do Acre.

“O núcleo foi criado para centralizar os serviços e atender todas as unidades do complexo e também as divisões especializadas. Dessa forma, conseguimos atuar de forma mais eficiente, evitando fragmentação das equipes e melhorando a efetividade das ações”, explica.

Chefe da Divisão de Manutenção e Infraestrutura, Thiago Tadeu da Silva destaca o papel do núcleo que coordena obras e serviços nas unidades do estado. Foto: Diogo José/Iapen

Além da manutenção, o núcleo coordena pequenas obras executadas com o apoio da mão de obra carcerária, sempre supervisionada por engenheiros, arquitetos e técnicos do Iapen. Essa integração garante qualidade nas reformas e, principalmente, possibilita aos detentos a redução da pena por meio do trabalho.

“Recebemos os presos já portariados, após avaliação da direção das unidades e de uma comissão que inclui setores de segurança e execução penal. Alguns já possuem experiência como pedreiros, marceneiros ou eletricistas; outros aprendem com quem tem mais tempo e conhecimento. A ideia é que, além de contribuir com o sistema, eles saiam capacitados para o mercado de trabalho”, reforça o gestor.

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Reeducandos auxiliam na manutenção elétrica, hidráulica e na distribuição de água das unidades. Foto: cedida

Os resultados dessa iniciativa podem ser vistos em diferentes frentes. Entre as reformas em andamento, destacam-se as obras no Flanco do Complexo Penitenciário de Rio Branco e a reforma de uma nova estrutura para a Divisão de Operações com Cães (DOC), além de melhorias nas unidades de Tarauacá e Cruzeiro do Sul, onde estão sendo construídos espaços educacionais e unidades básicas de saúde com o apoio da mão de obra dos reeducandos.

 A importância da portaria de trabalho

O diretor da Unidade Provisória de Rio Branco, Édson Menezes, explica que o trabalho é autorizado por meio de portarias específicas, que garantem segurança e critérios objetivos de seleção.

“Temos duas modalidades: a portaria interna e a externa. O preso que trabalha fora da unidade passa por quatro avaliações, incluindo a de processo penal e a de comportamento. Já para funções internas, como faxineiro ou artesão, os critérios são mais flexíveis. Essa triagem é essencial para manter a segurança e o bom andamento das atividades”, afirma o diretor.

Diretor Édson Menezes menciona critérios e importância das portarias de trabalho nas unidades prisionais. Foto: Diogo José/Iapen

Para os detentos, a oportunidade de trabalhar representa não apenas a redução da pena, mas também a possibilidade real de transformação pessoal. O interno A.S., que atualmente atua na restauração de estruturas no pavilhão em que cumpre pena, destaca a importância da chance: “É uma oportunidade única de aprender, trabalhar e reduzir a pena. Quando entrei aqui, em 2014, tinha só a 4ª série. Hoje já concluí o ensino médio e quero voltar para minha família pronto para recomeçar”.

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Detento A.S. realiza pintura de parede no pavilhão. Foto: cedida

Ressocializar pela prática

Além de contribuir com a melhoria das condições estruturais das unidades penais, o trabalho também gera certificação profissional para os detentos. Ainda este ano, internos da Divisão de Estabelecimento Penal de Senador Guiomard foram certificados na área de refrigeração, em parceria com Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), ampliando as chances de reintegração social e profissional após o cumprimento da pena.

Detentos realizam coleta de lixo nas unidades prisionais. Foto: cedida

O Iapen também atua em outras frentes de zeladoria e serviços essenciais, como coleta de lixo, distribuição interna de água e roçagem das áreas externas, sempre buscando aliar eficiência, economia de recursos e a promoção de oportunidades para quem busca reconstruir a história.

“A gente acredita que o trabalho dignifica e ensina. E dentro do sistema prisional, torna-se uma ponte real entre o que foi e o que ainda pode ser. A manutenção das estruturas é importante, mas a reconstrução de vidas é o que dá sentido ao nosso trabalho”, observa Thiago Tadeu.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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