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Vítimas de violência doméstica acompanhadas pelo Iapen recebem ação de acolhimento
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Sair de um ciclo de violência doméstica não é um ato simples. O medo, a dependência emocional, financeira e o silêncio imposto tornam o pedido de ajuda um dos passos mais difíceis. Ainda assim, buscar apoio é o primeiro gesto de coragem rumo à reconstrução da própria vida, e nenhuma mulher precisa fazer isso sozinha. O governo do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que tem como titular a vice-governadora Mailza Assis, realizou nesta terça-feira, 16, uma ação de acolhimento voltada a mulheres vítimas de violência doméstica acompanhadas pela Divisão de Monitoramento Eletrônico (DME).
Representantes da Deam, da SEASDH e da Casa da Amizade durante palestra. Foto: José Lucas Gaia/IapenA atividade ocorreu no âmbito do projeto Casa da Amizade, em parceria com órgãos da rede de proteção, com o objetivo de oferecer orientação, escuta e apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Durante o encontro, as participantes assistiram a uma palestra ministrada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil do Acre, e tiveram acesso a ações como o Guarda-roupa Social e um lanche de acolhimento, proporcionando um espaço de diálogo e informação sobre direitos e serviços disponíveis.

De acordo com a psicóloga da Divisão de Monitoramento Eletrônico, Zione Nascimento, a iniciativa busca fortalecer o acompanhamento realizado pela equipe. “O encontro tem como objetivo reforçar que essas mulheres são acompanhadas e que existe uma rede de apoio disponível. Além do acolhimento, também é uma oportunidade de aproximação para compreender melhor a realidade de cada uma e orientar sobre os serviços que podem ser acessados”, explica.
A psicóloga destaca ainda que o acompanhamento envolve atendimento psicológico e encaminhamentos para a rede de proteção: “Quando necessário, acionamos Cras, Creas, Caps e outros órgãos, além de acompanhar essas mulheres nos atendimentos, para garantir o acesso aos direitos que já lhes são assegurados”.

A ação integra as estratégias do governo do Acre voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência, por meio do trabalho articulado entre diferentes instituições. A presidente da Casa da Amizade, Ivone Tavares, ressaltou a importância da parceria entre as instituições:
“A Casa da Amizade contribui oferecendo um espaço de acolhimento, com ações simples, mas importantes, como o Guarda-roupa Social e momentos de escuta, para que essas mulheres se sintam apoiadas”, reitera.
Ivone Tavares, presidente da Casa da Amizade, ao lado de sua equipe e da representante do gabinete da vice-governadora Mailza, no Guarda-roupa Social. Foto: José Lucas Gaia/IapenO impacto é visível, para uma das participantes da ação, M. R., acompanhada pela DME, relatou que o apoio recebido contribuiu para sua reorganização emocional. “No momento em que procurei ajuda, estava muito abalada. Com o acompanhamento da equipe e da rede, consegui me estabilizar e hoje me sinto mais segura”, afirma.
Romper o ciclo de violência e desvincular-se do agressor é essencial para o acolhimento da vítima, que pode procurar apoio através dos seguintes canais de ajuda:
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Polícia Militar do Acre (PMAC): 190
- Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam): (68) 3221-4799
- Centro de Atendimento à Vítima (CAV): (68) 99993-4701
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): (68) 99605-0657
- Casa Rosa Mulher: (68) 3221-0826
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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