AGRONEGÓCIO
28º Leilão VPJ Genética transforma touros em ativos biológicos com fluxo de royalties
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O 28º Leilão VPJ Genética, marcado para 25 de outubro, a partir das 12h, na Red Eventos, em Jaguariúna (SP), inovará ao oferecer touros de central como ativos biológicos com fluxo recorrente de royalties. Assim como fundos imobiliários geram renda por meio de aluguéis, esses reprodutores asseguram receita contínua a partir da comercialização de sêmen.
Serão 12 touros das raças Aberdeen Angus, Brangus e Ultrablack, modelo de investimento que se destaca pela alta previsibilidade de ganhos, atraindo tanto pecuaristas quanto investidores interessados em diversificação.
Venda e transmissão do leilão
As vendas serão conduzidas pela WV Leilões, com transmissão ao vivo pelos canais IPrime TV, MF Rural, Lance Rural e Canal VPJ no YouTube. Pela primeira vez, os touros saem já contratados e instalados nas maiores centrais de inseminação artificial, prontos para coleta, industrialização e comercialização do sêmen.
Retorno e longevidade dos reprodutores
Segundo o criatório, um touros de central pode permanecer ativo por mais de uma década, produzindo dezenas de milhares de doses de sêmen e gerando royalties contínuos. Esse modelo se assemelha a pagamento de dividendos no mercado financeiro, reforçando a atratividade para investidores.
O Brasil lidera mundialmente o mercado de inseminação artificial, com crescimento anual de 10% a 15%, impulsionado pela valorização da carne premium, na qual Angus, Brangus e Ultrablack são protagonistas.
Segurança e credibilidade da VPJ Pecuária
A VPJ Pecuária é pioneira na seleção e melhoramento genético dessas raças. Há mais de 30 anos, o criatório desenvolve um modelo de negócios que combina ciência, inovação e previsibilidade de retorno, oferecendo segurança para investidores e pecuaristas.
Outras modalidades de investimento no leilão
Doadoras de elite genética: Entre as 25 fêmeas de alto nível, serão disponibilizadas cinco cotas de 10% da jovem Jade Guapiara BR9685 (Brangus), destacada pela beleza racial e excelente desempenho genético.
Touros PS (Prestação de Serviço): 18 touros especiais para grandes rebanhos de corte ou veterinários, com possibilidade de alojamento em Central de Coleta e Processamento de Sêmen (CCPS), garantindo uso exclusivo do sêmen.
Pacotes de sêmen: Doses de alta fertilidade e performance dos touros VPJ, permitindo melhorar a genética do rebanho sem necessidade de adquirir os animais.
VPJ Quarter Horse: Genética rara para competição e lida, com destaque para POP Superhorse, campeão em três modalidades de laço no único mundial que disputou.
Encontro técnico antecipa o leilão
Hoje, dia 24 de outubro, a partir das 19h, será realizado um encontro técnico com o geneticista José Bento Sterman Ferraz e o diretor executivo da Associação Brasileira de Angus (ABA). O debate abordará índices econômicos e tendências do mercado de carne de qualidade.
Para o leilão do dia 25, são esperados 250 empresários, pecuaristas, criadores e investidores, consolidando o evento como um dos mais relevantes da pecuária de carne bovina premium do país.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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