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66% dos produtores rurais brasileiros desconhecem crédito de carbono

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Levantamento da 9ª edição da Pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) sobre “Hábitos do Produtor Rural” revelam que pouco mais de 30% dos produtores rurais brasileiros sabem o que é o crédito de carbono.

Entre os produtores que afirmam conhecer o mercado de crédito de carbono, apenas 24% participam atualmente de alguma iniciativa ligada ao tema. Na prática, isso indica que a adoção ainda permanece concentrada em uma parcela pequena do setor, apesar do crescimento das discussões sobre descarbonização, preservação ambiental e rastreabilidade das cadeias produtivas.

A pesquisa mostra que muitas propriedades já adotam práticas alinhadas à agenda ambiental, mesmo sem necessariamente estarem inseridas formalmente no mercado de carbono. A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores envolvidos nesse tipo de projeto, citada por 66% dos entrevistados. Na sequência surgem técnicas agrícolas sustentáveis, mencionadas por 42%, além de ações de reflorestamento, apontadas por 34%.

O avanço do tema ocorre em meio à crescente valorização internacional de sistemas produtivos com menor emissão de carbono. Hoje, mercados compradores, principalmente na Europa, ampliam exigências ligadas à sustentabilidade, rastreabilidade e preservação ambiental, aumentando a pressão sobre cadeias agrícolas exportadoras.

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Mesmo assim, o estudo mostra que ainda existe dificuldade de transformar o debate ambiental em informação prática dentro das propriedades rurais. Entre os principais obstáculos apontados pelos produtores estão a falta de orientação técnica clara, limitações de acesso a financiamento e dúvidas sobre o retorno econômico efetivo das práticas sustentáveis.

O levantamento também indica que a percepção sobre os impactos climáticos já está consolidada no setor. Segundo a pesquisa, 86% dos produtores acreditam que as mudanças climáticas já afetam ou irão afetar diretamente a produção agropecuária nos próximos anos.

Apesar disso, apenas 31% consideram elevadas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, sinalizando que parte do setor já enxerga espaço para adaptação gradual sem ruptura produtiva.

A pesquisa também traça um retrato do produtor rural brasileiro. A idade média identificada foi de 48 anos e 61% afirmaram atuar na atividade por sucessão familiar, mantendo a forte tradição hereditária do agro nacional.

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Ao mesmo tempo, o levantamento aponta avanço importante na profissionalização da gestão rural. O percentual de produtores com maior nível de conhecimento técnico praticamente dobrou nos últimos anos, passando de 24% em 2021 para 43% em 2025.

Outro dado que chamou atenção foi a percepção sobre a presença feminina no comando das propriedades. Segundo a pesquisa, 98% dos entrevistados consideram a participação das mulheres vital ou muito importante para a gestão das atividades rurais.

A 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural ouviu 3,1 mil produtores em 16 estados brasileiros, abrangendo 14 culturas agrícolas e diferentes segmentos da pecuária. O estudo é considerado um dos principais levantamentos sobre comportamento, perfil e tendências do produtor rural no país.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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