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ABiogás lança plataforma estratégica para impulsionar biogás e biometano no Brasil

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A Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás) lançou uma plataforma inédita em Power BI, voltada para consolidar informações sobre incentivos regulatórios, tributários e linhas de financiamento relacionados ao biogás e biometano no Brasil. A ferramenta organiza dados estratégicos que antes estavam dispersos, oferecendo transparência e agilidade para decisões de investidores, empresas e formuladores de políticas públicas.

O lançamento faz parte do 12º Fórum do Biogás, que será realizado nos dias 2 e 3 de setembro de 2025, no São Paulo Expo.

Crescimento do setor de biogás e biometano

De acordo com o Panorama do Biogás 2024 (CIBiogás), o Brasil já conta com 1.633 plantas de biogás, com capacidade instalada de 4,7 bilhões de Nm³/ano, crescendo em média 19% ao ano desde 2019. O setor de biometano também avança: existem 79 unidades de purificação, com capacidade de 667 milhões de Nm³/ano, além de 14 plantas autorizadas pela ANP e 37 em análise.

Segundo Renata Isfer, presidente-executiva da ABiogás, “para que toda a cadeia aproveite plenamente as oportunidades, é essencial que as informações sobre financiamentos e incentivos estejam organizadas e acessíveis. A nova plataforma cumpre esse papel e ainda identifica estados com menor suporte, indicando onde criar linhas de crédito e mecanismos para impulsionar o setor”.

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Funcionalidades da plataforma

A ferramenta integra programas de incentivo federais e estaduais, consolida linhas de financiamento e detalha incentivos fiscais, incluindo Convênios ICMS por estado. Possui ainda Guia de Incentivos e Manual do Usuário, permitindo personalização de relatórios por localidade, instituição financeira ou tipo de programa, oferecendo uma experiência intuitiva e ágil.

A plataforma será atualizada continuamente e estará disponível como benefício exclusivo aos associados da ABiogás.

Programação do 12º Fórum do Biogás

O evento terá dois dias de debates e painéis sobre inovação, descarbonização e oportunidades de mercado:

  • Dia 2 de setembro: Abertura oficial e painéis sobre uso do biogás e biometano na agenda climática, tendências globais, estratégias de CEOs, COP30 e mercado livre de gás.
  • Dia 3 de setembro: Debates sobre obrigatoriedade e oportunidades do biometano, avanços na mobilidade, certificados de garantia de origem, logística, energias renováveis e tecnologias para o setor.

A programação também contará com delegações estrangeiras, rodadas de compradores de energia, certificação de carbono e financiamento climático, além de espaços de networking e área de exposição.

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Inscrições e participação

As inscrições estão abertas no site oficial forumdobiogas.com.br. Associados da ABiogás têm valores especiais, enquanto o Lote 3 para não associados está disponível até 1º de setembro. O evento espera reunir mais de 1.200 participantes, reforçando a alta demanda nos últimos anos.

Inscrições e informações

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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