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Abisolo promove Summit de Nutrição Vegetal Inteligente e reúne especialistas para debater avanços científicos na agricultura sustentável

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Evento técnico-científico da Abisolo será realizado em Piracicaba em junho de 2026

A Abisolo – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal anunciou o lançamento do Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, um encontro técnico e científico que ocorrerá nos dias 9 e 10 de junho de 2026, no PECEGE, em Piracicaba (SP).

O evento reunirá pesquisadores, profissionais do setor e representantes da indústria para discutir inovações em fisiologia vegetal, microbiologia e eficiência nutricional, com foco em sustentabilidade e competitividade agrícola.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo link: even3.com.br/summit-de-nutricao-vegetal-inteligente-688307.

Foco em ciência, tecnologia e eficiência nutricional

De acordo com Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, o Summit foi idealizado como uma imersão técnico-científica voltada ao aumento da eficiência nutricional das lavouras e à aceleração da adoção de tecnologias que tornem a agricultura mais sustentável e competitiva.

A programação científica abordará temas de destaque, como:

  • Mecanismos de absorção e transporte de nutrientes;
  • Interações entre nutrição mineral, compostos orgânicos e microbiologia do solo;
  • Estratégias para ampliar a eficiência nutricional;
  • Plasticidade fisiológica das plantas diante de diferentes condições ambientais.
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Palestrantes nacionais e internacionais confirmados

Entre os palestrantes confirmados está Victoria Fernandez, da Universidad de Madrid, que apresentará avanços científicos sobre absorção foliar de nutrientes e técnicas modernas de aplicação.

O professor Carlos Alexandre Crusciol, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), discutirá a influência da matéria orgânica na dinâmica dos nutrientes no solo.

Também participam do evento:

  • Christiane Abreu de Oliveira Paiva, da Embrapa Milho e Sorgo, que abordará os microrganismos solubilizadores de fosfato e promotores de crescimento vegetal;
  • Brener Magnabosco Marra, da Universidade Federal de São João Del-Rei, que falará sobre o uso de fertilizantes orgânicos no aumento da qualidade química do solo;
  • Átila Francisco Mógor, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que destacará os mecanismos de adaptação fisiológica das plantas e o uso de fertilizantes especiais para enfrentar estresses ambientais.
Espaço para networking e troca de experiências

Além do conteúdo técnico-científico, o Summit contará com uma área de exposição voltada ao fortalecimento do relacionamento entre empresas e especialistas do setor.

Segundo Levrero, o evento será uma oportunidade estratégica para ampliar o networking, promover a troca de experiências e aproximar indústria, pesquisadores e tomadores de decisão.

“O objetivo é criar um ambiente favorável à construção de conexões relevantes e ao desenvolvimento de parcerias que impulsionem a evolução do setor”, destaca o presidente.

Público-alvo e oportunidades de atualização profissional

O evento é voltado a empresas e profissionais da indústria de fertilizantes especiais, biofertilizantes, condicionadores de solo, substratos e insumos biológicos, além de consultores técnicos, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação que buscam atualização técnico-científica.

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Durante os dois dias de programação, os participantes terão acesso a palestras de alto nível, debates científicos e oportunidades de networking, consolidando o Summit como um dos principais eventos do calendário técnico da nutrição vegetal no Brasil.

Summit de Nutrição Vegetal Inteligente

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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