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Acordo entre União Europeia e Mercosul entra em fase inicial de implementação em maio

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul avança para sua fase inicial de implementação. A aplicação provisória do tratado deve começar em maio de 2026, marcando um novo capítulo nas relações comerciais entre Europa e América do Sul.

Primeira etapa será iniciada com Uruguai e Argentina

Segundo a Comissão Europeia, o processo de implementação terá início após a troca formal de notas verbais entre o órgão europeu e o Uruguai, o primeiro país do Mercosul a concluir a ratificação do acordo. A vigência começará no primeiro dia do segundo mês após essa comunicação oficial.

Autoridades uruguaias confirmaram que o início da aplicação ocorrerá com segurança em maio. A Argentina, que também já concluiu seu processo de ratificação, deve integrar a fase inicial. Outros países do bloco sul-americano serão incorporados à medida que finalizarem seus trâmites legislativos.

Acordo busca eliminar tarifas e impulsionar o comércio

O tratado entre os blocos econômicos tem como principal objetivo eliminar ou reduzir significativamente as tarifas alfandegárias entre as partes, favorecendo o aumento das exportações e importações de bens agrícolas, industriais e tecnológicos.

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Além de ampliar o comércio, o acordo deve fortalecer cadeias produtivas e abrir novas oportunidades para setores como agronegócio, energia renovável, indústria automotiva e tecnologia.

Aplicação provisória antecede ratificação plena

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou na semana passada a decisão de avançar com a aplicação provisória do tratado, destacando o caráter estratégico da parceria. O acordo foi assinado em 17 de janeiro de 2026, após mais de 20 anos de tratativas diplomáticas.

Essa fase inicial entrará em vigor antes da ratificação total por todos os Estados-membros da União Europeia, processo que ainda tramita no Parlamento Europeu. O documento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça da União Europeia para verificar a conformidade com a legislação do bloco.

Impactos esperados e próximos passos

Especialistas avaliam que a entrada em vigor do acordo poderá estimular o comércio bilateral, aumentar investimentos diretos e fortalecer o agronegócio sul-americano, sobretudo em países como Brasil e Argentina.

Ao mesmo tempo, a União Europeia deve ganhar maior acesso a mercados de commodities e alimentos, reforçando sua segurança alimentar e diversificação comercial em meio às tensões globais.

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O avanço do acordo UE–Mercosul é visto como um marco histórico nas relações econômicas entre os continentes, simbolizando um esforço conjunto por integração e crescimento sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.

Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.

Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.

A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.

“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.

Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.

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Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras

Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)

O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.

Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.

Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.

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Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.

Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:

  • US$ 850,786 milhões em receita
  • 129,685 mil toneladas embarcadas
  • Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 44,0% na receita média diária
  • Crescimento de 19,6% no volume exportado
  • Aumento de 20,4% no preço médio

Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.

Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo

O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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