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Açúcar apresenta desempenho misto no exterior e registra recuperação no mercado interno

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Os preços do açúcar registraram comportamento misto nos mercados internacionais nesta quarta-feira (21), refletindo oscilações na demanda e efeitos cambiais. Em Nova York, na ICE Futures US, os contratos do açúcar bruto tiveram movimentações divergentes: o vencimento março/26 avançou 0,02 centavo, para 14,74 centavos de dólar por libra-peso, o maio/26 manteve-se estável em 14,34 cents/lbp, e o julho/26 recuou 0,02 cent, fechando a 14,33 cents/lbp. O contrato de outubro/26 permaneceu inalterado a 14,65 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, os contratos de açúcar branco também mostraram volatilidade. Março/26 caiu US$ 1,40, encerrando a US$ 421,10 por tonelada, maio/26 recuou US$ 1,00, para US$ 420,60/tonelada, e agosto/26 perdeu US$ 0,90, fechando a US$ 416,20/tonelada. Em contrapartida, outubro/26 registrou leve alta de US$ 0,20, negociado a US$ 414,90/tonelada.

Segundo analistas, a valorização observada em Nova York foi impulsionada por um dólar mais fraco frente ao real e pelo acompanhamento das cotações do petróleo, fatores que influenciam diretamente na competitividade das exportações brasileiras.

Produção brasileira de açúcar apresenta recuo em dezembro

Os dados da Unica indicam que a produção de açúcar nos primeiros quinze dias de dezembro atingiu 56,02 mil toneladas, queda de 14,93% em relação ao mesmo período da safra 2024/2025, quando foram produzidas 65,84 mil toneladas. No acumulado desde o início da safra até 1º de janeiro, a fabricação totalizou 40,22 milhões de toneladas, ligeiro aumento de 0,86% em comparação ao ciclo anterior (39,88 milhões de toneladas).

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Mercado interno reage positivamente

No Brasil, o açúcar cristal apresentou recuperação, segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 104,66, alta de 1,18% em relação ao dia anterior. Apesar da valorização diária, o indicador ainda registra queda de 4,85% no acumulado de janeiro.

O etanol hidratado, por sua vez, voltou a operar em baixa, de acordo com o Indicador Diário Paulínia, sendo negociado a R$ 3.163,50/m³, recuo de 0,17% sobre o valor do dia anterior (R$ 3.169,00/m³). No entanto, no acumulado de janeiro, o biocombustível mantém valorização de 4,06%.

Perspectivas

O mercado de açúcar permanece sensível às variações cambiais, aos preços do petróleo e aos dados de produção divulgados pelas usinas brasileiras. Especialistas alertam que a volatilidade internacional deve continuar nos próximos meses, enquanto o mercado interno segue atento à demanda das usinas e à concorrência com o etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe agro brasileiro a riscos geopolíticos e acelera debate sobre transição verde

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A instabilidade geopolítica em regiões estratégicas para a produção de insumos agrícolas voltou a acender um alerta no agronegócio brasileiro: a forte dependência de fertilizantes importados. Conflitos recentes no Oriente Médio, somados aos impactos ainda sentidos da guerra entre Rússia e Ucrânia, afetam diretamente a oferta global desses produtos e pressionam os custos de produção no campo.

Atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Esse percentual tem aumentado nos últimos anos, ampliando a exposição do país a riscos externos.

Brasil lidera importações globais de fertilizantes e amplia vulnerabilidade

Em 2025, o Oriente Médio respondeu por 16% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil. Considerando também países em regiões sensíveis, como Rússia e Venezuela, esse volume chega a 32% das importações nacionais.

O Brasil é hoje o maior importador mundial de fertilizantes, com crescimento médio de 3,8% ao ano entre 2014 e 2023, enquanto a média global foi de 0,8%, segundo dados da International Fertilizer Association (IFA).

Para especialistas, a baixa produção doméstica torna o país especialmente vulnerável. Além disso, a demanda segue em expansão impulsionada pela conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas, pela expansão dos sistemas integrados e pelo avanço da segunda safra.

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Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado em 2022, ganha relevância estratégica. O programa estabelece como meta reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre as diretrizes estão:

  • Incentivo à produção nacional de fertilizantes
  • Modernização da indústria do setor
  • Melhorias na infraestrutura logística
  • Estímulo à inovação tecnológica

Apesar das metas, o avanço do plano enfrenta desafios importantes, como o alto custo do gás natural, gargalos logísticos e a necessidade de maior coordenação entre órgãos públicos e privados.

Fertilizantes verdes surgem como alternativa para reduzir emissões

Os fertilizantes verdes são apontados como uma alternativa estratégica para o setor, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Produzidos a partir de hidrogênio verde — obtido por eletrólise da água com energia renovável —, esses insumos podem reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa associadas à agricultura.

Segundo especialistas, além de diminuir a pegada de carbono, essa tecnologia pode aumentar a segurança no abastecimento ao reduzir a dependência de importações.

Tecnologia ainda enfrenta barreiras de custo e escala

Apesar do potencial, a escalabilidade dos fertilizantes verdes ainda enfrenta desafios relevantes. O principal deles é o custo de produção, que pode ser até oito vezes superior ao dos fertilizantes convencionais, baseados em combustíveis fósseis.

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A viabilização dessa tecnologia depende de políticas públicas de incentivo, contratos de longo prazo e mecanismos como o mercado de carbono.

Uso eficiente de fertilizantes pode reduzir emissões no campo

Além da substituição tecnológica, especialistas destacam que o uso mais eficiente dos fertilizantes no campo também é fundamental. O manejo adequado pode reduzir desperdícios e emissões de óxido nitroso (N₂O), um gás com potencial de aquecimento global 265 vezes superior ao CO₂.

No Brasil, esse gás representa cerca de 6% das emissões provenientes do setor agrícola.

Transição verde é vista como estratégica para o futuro do agro

Para especialistas do setor, a agenda de fertilizantes deve ser tratada como estratégica para o país. O Brasil possui matriz energética majoritariamente renovável e condições favoráveis para se tornar produtor global desses insumos.

No entanto, esse avanço depende de coordenação entre setores, investimentos consistentes e planejamento de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade externa e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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