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Açúcar despenca nas bolsas internacionais com aumento da oferta e tensões comerciais entre EUA e China

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Após registrar uma série de ganhos, os contratos futuros do açúcar voltaram a cair nas bolsas internacionais. Na sexta-feira (10), as cotações encerraram em baixa, refletindo o aumento nas expectativas de oferta global e o movimento de realização de lucros por parte dos investidores.

De acordo com a Covrig Analytics, o mercado mundial deve registrar um excedente de 4,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, cenário que contribuiu para a pressão baixista sobre os preços. Além disso, a queda recente do petróleo reduziu a atratividade do etanol, levando as usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção de açúcar, ampliando ainda mais a oferta do produto.

Outro fator que pesou foi a desvalorização do real frente ao dólar, que torna o açúcar brasileiro mais competitivo no mercado externo e, consequentemente, aumenta a pressão sobre as cotações internacionais.

Cotações nas bolsas de Nova York e Londres

Na ICE Futures, em Nova York, o contrato do açúcar bruto para março/26 caiu 16 pontos, cotado a 16,10 centavos de dólar por libra-peso. O contrato de maio/26 também recuou 16 pontos, para 15,62 centavos.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco seguiu o mesmo movimento: o contrato de dezembro/25 fechou a US$ 450,40 por tonelada (queda de US$ 0,70), enquanto o de março/26 caiu para US$ 447,50 por tonelada (baixa de US$ 2,80).

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No mercado interno, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos do açúcar cristal foi negociada a R$ 117,05, com leve recuo de 0,06%.

Segunda-feira começa com novas quedas e pressão geopolítica

O cenário negativo se intensificou nesta segunda-feira (13), quando o açúcar despencou mais de 2% nas bolsas internacionais. Em Nova York, o contrato março/26 é negociado a 15,66 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,73%, enquanto o maio/26 recua 2,43%, para 15,24 centavos, e o julho/26 cai 2,26%, a 15,14 centavos.

Em Londres, o contrato de dezembro/25 é cotado a US$ 441,70 por tonelada, com queda de 1,93%.

Além do excesso de oferta e da falta de demanda global, o mercado agora sente os impactos das declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou novas tarifas de 100% sobre produtos chineses a partir de novembro. A medida reacende as tensões comerciais entre Washington e Pequim, afetando diretamente o preço das commodities, incluindo o açúcar.

Exportações brasileiras de açúcar registram desaceleração

Apesar da alta competitividade do produto brasileiro, os embarques registraram redução em setembro. Segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil, 84 navios aguardavam para embarcar açúcar nos portos brasileiros na semana encerrada em 8 de outubro, contra 79 navios em 24 de setembro. O volume programado passou de 3,210 milhões para 3,608 milhões de toneladas.

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Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a receita diária média com exportações de açúcar e melaços foi de US$ 59,5 milhões em setembro, com um volume médio de 147,5 mil toneladas exportadas por dia. No total, o país embarcou 3,245 milhões de toneladas, gerando US$ 1,309 bilhão em receita, a um preço médio de US$ 403,40 por tonelada.

Na comparação com setembro de 2024, houve queda de 26,6% na receita diária e retração de 16,3% no volume exportado. O preço médio também caiu 12,3%, passando de US$ 459,70 para US$ 403,40 por tonelada. Em termos anuais, o volume total exportado foi 16% menor, enquanto a receita diminuiu 26% em relação ao mesmo mês de 2024.

Perspectiva do setor

Com a combinação de excedente global, tensões comerciais e queda do petróleo, o mercado de açúcar enfrenta um cenário de forte volatilidade. Analistas avaliam que, a curto prazo, o preço da commodity deve continuar pressionado, especialmente diante da expectativa de aumento nas exportações brasileiras e da desaceleração na demanda global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea

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O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.

Oferta limitada impulsiona preços no campo

A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.

Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.

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Custos seguem pressionando a atividade

Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.

Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.

Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração

A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.

Em março:

  • O leite UHT registrou alta de 18,3%
  • A muçarela subiu 6,1%

Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.

Importações avançam e limitam altas

Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).

Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.

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Perspectivas: alta perde força a partir de maio

A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
  • Manutenção de importações em níveis elevados
  • Possível reação gradual da produção

Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.

Impacto para o agronegócio

O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.

Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.

Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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