AGRONEGÓCIO
Seguros rurais ganham protagonismo no agro brasileiro diante de desafios climáticos e de mercado
AGRONEGÓCIO
O agronegócio brasileiro, um dos principais pilares da economia, é responsável por impulsionar o desenvolvimento regional e gerar milhões de empregos. No entanto, o setor enfrenta desafios crescentes, que vão desde mudanças climáticas, flutuações de mercado e custos de produção, até riscos ligados a logística e questões ambientais.
Nesse contexto, os seguros rurais se tornam uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade e a continuidade das atividades no campo.
Proteção ampla para o setor agro
Os seguros para o agro vão muito além da proteção das lavouras. Eles cobrem fazendas, maquinários, armazéns, transporte, lojas agropecuárias e animais, permitindo que produtores e empresas se recuperem de perdas inesperadas e mantenham suas operações.
A demanda por seguro rural tem aumentado no país, refletindo a consciência crescente sobre a importância de prevenir riscos e proteger o patrimônio.
Seguro como estratégia de desenvolvimento
Segundo Gustavo Bentes, presidente do Sincor-MG (Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais), o seguro é um instrumento estratégico para o crescimento do agronegócio.
“O produtor rural lida diariamente com fatores fora do seu controle — clima, mercado e questões sanitárias. O seguro garante tranquilidade para continuar produzindo diante das adversidades, protegendo investimentos e fortalecendo o setor como um todo”, afirma Bentes.
Novas modalidades de seguros e gestão responsável
Com o avanço da tecnologia, novas modalidades de seguros vêm sendo desenvolvidas para atender às diferentes necessidades do setor agro. Investir em proteção não é apenas uma decisão financeira, mas também uma estratégia de gestão responsável, que assegura a continuidade dos negócios e contribui para o crescimento sustentável do campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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