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Exportações de café recuam em volume, mas preços médios apresentam alta na 1ª semana de setembro/25

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Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (8) mostram que o faturamento total das exportações de café não torrado durante a primeira semana de setembro de 2025 foi de US$ 182,474 milhões, ante US$ 1,071 bilhão registrado no mês inteiro de setembro de 2024. A média diária ficou em US$ 36,494 milhões (5 dias úteis), apresentando recuo de 28,4% em relação à média diária de setembro do ano passado (US$ 51,005 milhões).

Volume exportado do grão cai quase pela metade

O volume total exportado nos cinco primeiros dias úteis de setembro/25 foi de 30,958 mil toneladas, com média diária de 6,191 mil toneladas, queda de 46,5% frente à média de setembro/24 (11,576 mil toneladas/dia), que somou 243,101 mil toneladas no mês.

Preço médio do café não torrado tem alta expressiva

Apesar da redução no volume, o preço médio do café não torrado apresentou valorização. Nos primeiros cinco dias úteis de setembro/25, o grão foi negociado a US$ 5.894,20, aumento de 33,8% frente à média de setembro/24 (US$ 4.406,10).

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Café torrado, extratos, essências e concentrados também registram recuo

O volume embarcado de café torrado, extratos, essências e concentrados nos cinco primeiros dias úteis de setembro/25 foi de 1,824 mil toneladas, comparado a 10,344 mil toneladas no mês inteiro de setembro/24. A média diária caiu para 364 toneladas, recuo de 25,9% frente à média diária de setembro/24 (492 toneladas).

Faturamento diário do café torrado recua, mas preço médio sobe

O faturamento total nos primeiros cinco dias úteis foi de US$ 23,166 milhões, contra US$ 108,326 milhões no mês inteiro de setembro/24. A média diária ficou em US$ 4,633 milhões, baixa de 10,2% frente à média diária do ano anterior (US$ 5,158 milhões). Já o preço médio negociado subiu 21,3%, passando de US$ 10.471,90 em setembro/24 para US$ 12.700,70 na primeira semana de setembro/25.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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