AGRONEGÓCIO
Açúcar sobe nas bolsas internacionais e recua no mercado interno com impacto de petróleo e câmbio
AGRONEGÓCIO
Bolsas internacionais registram ganhos
O mercado internacional de açúcar manteve o ritmo positivo nesta terça-feira (03/03), acompanhando o movimento de início de semana.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em alta:
- Maio/26: 13,93 centavos de dólar por libra-peso (+0,02 centavo)
- Julho/26: 13,93 centavos (+0,03 centavo)
- Outubro/26: 14,25 centavos (+0,02 centavo)
Em Londres, os contratos de açúcar branco também avançaram:
- Maio/26: US$ 414,40 por tonelada (+US$ 0,80)
- Agosto/26: US$ 411,50 (+US$ 1,50)
- Outubro/26: US$ 410,80 (+US$ 2,00)
Apesar das altas, a valorização do dólar frente ao real limitou ganhos mais expressivos nos contratos internacionais.
Mercado interno registra ajuste de preços
No mercado físico paulista, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco apresentou queda, com a saca de 50 quilos sendo negociada a R$ 98,23, recuo diário de 0,32%. No acumulado do mês, a baixa chega a 0,37%, refletindo ajustes após perdas registradas em fevereiro.
A pressão sobre o mercado interno é influenciada pelo real mais fraco frente ao dólar, que favorece exportações, e pela possibilidade de parte da cana ser direcionada para a produção de etanol, diante da valorização do petróleo.
Etanol acompanha tendência de valorização
O etanol hidratado, em Paulínia (SP), também registrou alta, cotado a R$ 3.020,00 por metro cúbico, avanço de 0,57% em relação ao dia anterior. No acumulado de março, o aumento é de 1,67%, indicando recuperação após as quedas de fevereiro.
A alta do petróleo reforça expectativas de maior destinação de cana para biocombustível, o que pode reduzir a oferta de açúcar no mercado global.
Conflito geopolítico e efeito sobre o mercado de açúcar
O conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã gerou aumento no preço do petróleo e atenção de produtores e exportadores. Ainda que haja impacto sobre os custos, analistas apontam que a disputa deve ser de curta duração, sem risco de interrupção significativa da oferta global de açúcar.
Especuladores mantêm posições vendidas, limitando altas internacionais, enquanto a valorização do dólar fortalece a competitividade do açúcar brasileiro para exportação.
Fatores de volatilidade e perspectivas
O mercado de açúcar enfrenta atualmente três fatores principais que afetam preços e margens:
- Petróleo mais caro, que eleva o custo do diesel e incentiva produção de etanol.
- Dólar valorizado, que aumenta a competitividade das exportações, mas torna o açúcar mais caro para compradores internacionais.
- Oferta global robusta, com expectativa de excedente nesta safra de 2026.
O cenário exige planejamento estratégico por parte de produtores e exportadores, incluindo compras escalonadas, gestão de estoques e estratégias de proteção cambial para manter rentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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