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Seminário Nacional vai discutir plano para combater nematoides e reduzir prejuízos bilionários no campo

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Sorriso (a cerca de 400 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso, receberá nos dias 1º e 2 de julho o Seminário Nacional para Controle de Nematoides, evento que reunirá pesquisadores, técnicos, representantes do Ministério da Agricultura e lideranças do setor produtivo para debater estratégias de combate a uma das principais ameaças à produtividade das lavouras brasileiras.

Embora invisíveis a olho nu, os nematoides estão entre os maiores causadores de perdas no agronegócio. Estimativas da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN) apontam prejuízos anuais superiores a R$ 35 bilhões nas principais culturas do País. Somente na soja, as perdas podem ultrapassar R$ 16 bilhões por safra. Outros levantamentos indicam que os danos causados por nematoides e doenças associadas já somam cerca de R$ 65 bilhões na agricultura brasileira.

O encontro será realizado no Auditório da Faculdade Atenas, em Sorriso, e tem como principal objetivo discutir medidas para aumentar a eficiência do controle desses parasitas e construir, de forma colaborativa, o Plano Nacional de Controle de Nematoides.

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A programação prevê debates sobre qualificação de laboratórios de nematologia, padronização de métodos de coleta e análise de amostras, prevenção da disseminação dos nematoides, produção de bionematicidas, resistência a produtos de controle e sustentabilidade das estratégias de manejo.

Entre os destaques estão palestras de especialistas da Embrapa, Fundação MT, Sociedade Brasileira de Nematologia, Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Um dos principais desafios abordados será a contenção da dispersão dos nematoides entre propriedades rurais. A limpeza adequada de máquinas agrícolas, implementos e sementes está entre as medidas consideradas fundamentais para evitar a propagação das populações desses organismos entre áreas produtivas.

O segundo dia será dedicado à discussão e deliberação da proposta do Plano Nacional de Controle de Nematoides. A expectativa dos organizadores é que o documento reúna diretrizes técnicas e ações coordenadas para reduzir as perdas de produtividade e ampliar a sustentabilidade dos sistemas agrícolas brasileiros.

O seminário é uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN) e da Associação dos Nematologistas de Mato Grosso (GREN-MT).

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Serviço

Seminário Nacional para Controle de Nematoides
📅 Data: 1º e 2 de julho de 2026
📍 Local: Auditório da Faculdade Atenas – Sorriso (MT)
🎯 Objetivo: Debater ações para ampliar a eficácia do controle de nematoides e elaborar o Plano Nacional de Controle de Nematoides.
👥 Realização: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN) e Associação dos Nematologistas de Mato Grosso (GREN-MT).
📝 Inscrições: gratuitas, mediante cadastro prévio junto à organização do evento.

A programação inclui palestras técnicas, debates sobre prevenção e manejo, qualificação de laboratórios, controle da dispersão dos nematoides e a construção colaborativa do Plano Nacional de Controle de Nematoides.

Fonte: Pensar Agro

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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