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Safra de arroz no RS avança mais rápido que em 2024 e reforça destaque do estado na produção nacional

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O plantio do arroz no Rio Grande do Sul registra avanço acelerado na safra 2025/2026, superando o ritmo observado no mesmo período do ano passado. Segundo levantamento da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Instituto Rio Grandense do Arroz, até 6 de novembro, 77,99% da área prevista para cultivo já estava semeada, equivalente a 717,6 mil hectares. No mesmo período de 2024, o índice era de 73,07%, com 693 mil hectares plantados.

Condições climáticas e organização impulsionam plantio

De acordo com Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o ritmo mais rápido deste ano reflete condições climáticas favoráveis e maior organização dos produtores.

“O plantio avança mesmo diante de um mercado marcado por excesso de oferta e baixa liquidez. Isso mostra que o desafio do setor não está mais no campo, mas na recomposição da demanda interna”, explica Cardoso.

Regiões mais adiantadas

As regiões mais avançadas no estado são:

  • Zona Sul: 97,01% da área plantada
  • Fronteira Oeste: 80,48%
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A região Central ainda apresenta menor percentual, com 49,83% da área prevista semeada. Os dados indicam que o Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, deve encerrar o plantio antes do esperado, em relação aos anos anteriores.

Desafios do setor e mercado interno

Para Cardoso, o crescimento da produtividade precisa ser acompanhado de medidas para valorizar o consumo interno e reposicionar o arroz como alimento essencial.

“Sem recuperação do consumo, a pressão sobre os preços deve continuar, mesmo com boa produtividade. O desafio é equilibrar qualidade, confiança e proteção ao consumidor, garantindo sustentabilidade econômica para toda a cadeia”, afirma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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