AGRONEGÓCIO
Partos múltiplos em ovinos aumentam no Brasil com avanço genético e manejo especializado
AGRONEGÓCIO
Casos de partos múltiplos em ovinos, incluindo trigêmeos, quadrigêmeos e até quíntuplos, têm chamado atenção de criadores e da imprensa nas últimas semanas. Esses nascimentos, antes considerados raros, refletem o avanço do melhoramento genético e o uso de práticas reprodutivas modernas nos rebanhos brasileiros.
Relatos recentes vieram de cidades como São Sepé, Quevedos, Pinheiro Machado, Xangri-lá e Ronda Alta, no Rio Grande do Sul; Castro, no Paraná; e Quixeramobim, no Ceará. Em algumas propriedades, o nascimento de quatro ou cinco cordeiros repercutiu fortemente nas redes sociais e na mídia regional.
Genética como motor dos partos múltiplos
Segundo Fabricio Willke, técnico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), o aumento de partos múltiplos está diretamente relacionado à seleção genética das raças. “Algumas raças ovinas são selecionadas para alta prolificidade. Genes específicos, como o Booroola, identificado na raça Merino e depois introduzido em Corriedale e Texel, e o gene Vacaria, presente na raça Ile de France, foram testados pela Embrapa e aumentam significativamente a chance de nascimentos múltiplos”, explica.
Manejo reprodutivo potencializa resultados
O manejo reprodutivo também influencia na ocorrência de partos múltiplos. Protocolos hormonais aplicados para indução de cio favorecem a ovulação múltipla, mesmo em condições ambientais ou nutricionais adversas. “Animais portadores desses genes tendem a ter mais de um cordeiro por parto”, reforça Willke.
Benefícios para produtividade e rentabilidade do rebanho
Para os criadores, os partos múltiplos representam uma ferramenta estratégica de aumento da produtividade sem necessidade de ampliar o rebanho. “Ao introduzir esses genes por meio de reprodutores ou matrizes, é possível elevar a taxa de natalidade e desmame, melhorando a rentabilidade. Entretanto, é fundamental adequar o manejo nutricional e sanitário à nova realidade”, alerta o técnico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra
Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.
O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.
O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.
A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.
No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.
Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.
No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.
O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.
Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.
A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.
Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásCuidar Rio Branco retira mais de 70 toneladas de lixo e entulhos dos igarapés Batista e São Francisco
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásCentros de educação tecnológica de MG e do RJ viram universidades
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásNOTA PÚBLICA
-
TJ AC7 dias atrásVenda de imóvel rural sem registro é ato ilícito e anula cobrança de parcelas, decide 2ª Câmara Cível
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco reforça rede de abastecimento de água na Estrada Aquiles Peret e beneficia mais de 900 famílias
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásGreening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro
-
MP AC7 dias atrásXapuri: MPAC fiscaliza lacre de urnas eletrônicas para as Eleições 2026
-
TJ AC6 dias atrásTJAC participa de encontro nacional sobre modernização dos cartórios de protesto