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Açúcar sobe nas bolsas internacionais, mas mercado interno segue pressionado pelo avanço da safra

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O mercado global do açúcar encerrou a terça-feira (19) em recuperação nas principais bolsas internacionais, após as perdas observadas no início da semana. O movimento positivo em Nova York e Londres trouxe maior otimismo para os investidores, mas ainda não foi suficiente para reverter a pressão sobre os preços no mercado brasileiro, que continua enfrentando elevada oferta, baixa liquidez e avanço da safra no Centro-Sul.

Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em alta em todos os principais vencimentos. O contrato julho/26 avançou 0,28 centavo de dólar, encerrando o dia cotado a 15,01 cents por libra-peso. Já o outubro/26 subiu 0,25 cent, negociado a 15,46 cents/lbp, enquanto o março/27 registrou valorização de 0,22 cent, fechando a 16,28 cents/lbp.

O movimento indica uma reação técnica do mercado internacional, sustentada principalmente pelo monitoramento das condições climáticas no Brasil e pela expectativa em torno do comportamento da produção brasileira nas próximas semanas.

Açúcar branco também avança em Londres

Na ICE Europe, em Londres, os contratos do açúcar branco acompanharam a recuperação observada em Nova York. O vencimento agosto/26 teve alta de US$ 4,50, sendo negociado a US$ 441,00 por tonelada.

O contrato outubro/26 avançou US$ 4,10, também encerrando a US$ 441,00 por tonelada, enquanto o dezembro/26 subiu US$ 4,20, fechando a US$ 443,90 por tonelada. Os demais vencimentos registraram ganhos moderados ao longo do pregão.

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Apesar da melhora nas bolsas internacionais, analistas avaliam que o mercado ainda permanece sensível ao ritmo da safra brasileira, principal referência global para formação de preços.

Mercado interno continua pressionado no Brasil

No mercado físico brasileiro, o cenário seguiu negativo. O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo Cepea/Esalq, registrou nova queda nesta terça-feira (19).

A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 93,96, representando recuo diário de 0,78%. Com o resultado, as perdas acumuladas em maio já chegam a 4,03%.

O movimento reflete principalmente o avanço da moagem no Centro-Sul, que amplia a oferta disponível no mercado, além do ritmo ainda lento das negociações entre usinas e compradores.

Segundo agentes do setor, muitas indústrias seguem priorizando contratos previamente firmados, reduzindo a demanda no mercado spot. Ao mesmo tempo, parte das usinas resiste a negociar volumes adicionais em preços mais baixos, limitando a liquidez.

Etanol hidratado também recua em Paulínia

O mercado de etanol hidratado também apresentou queda no estado de São Paulo. O Indicador Diário Paulínia apontou o biocombustível negociado a R$ 2.346,50 por metro cúbico, com retração diária de 0,23%.

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No acumulado de maio, o indicador já registra baixa de 2,47%, refletindo o aumento da disponibilidade de produto neste início de safra e a cautela dos compradores.

Clima e gasolina entram no radar do mercado

O mercado acompanha agora a previsão de chuvas para os próximos dias nas regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. Caso as precipitações se confirmem, poderá haver interrupções temporárias na moagem da cana-de-açúcar, fator que tende a reduzir a pressão de oferta no curto prazo.

Outro ponto monitorado pelos investidores envolve possíveis reajustes nos preços da gasolina pela Petrobras. Alterações nos combustíveis fósseis podem impactar diretamente a competitividade do etanol nas bombas e influenciar o mix de produção das usinas entre açúcar e biocombustíveis.

Especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços internos do açúcar dependerá de maior sustentação nas bolsas internacionais, especialmente em Nova York, além de possíveis ajustes na dinâmica de oferta da safra brasileira nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vale dos Vinhedos leva pauta de infraestrutura à bancada gaúcha em Brasília e defende investimentos de R$ 27,5 milhões

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O Vale dos Vinhedos esteve no centro das discussões da bancada gaúcha em Brasília nesta semana, em uma mobilização liderada pela Aprovale para defender um conjunto de obras estruturantes voltadas à infraestrutura e ao desenvolvimento regional.

O projeto “Qualificação Regional: Vale dos Vinhedos, RS” foi protocolado em 11 de maio junto à Bancada Gaúcha e prevê investimentos estimados em R$ 27,542 milhões em obras viárias, mobilidade e ampliação de conexões estratégicas dentro do território.

Aprovale articula agenda com parlamentares em Brasília

A comitiva foi liderada pelo presidente da Aprovale, André Larentis, e pelo diretor de infraestrutura, Marcos Giordani, que cumpriram agendas com deputados federais e senadores gaúchos.

Também participaram das reuniões o prefeito de Bento Gonçalves, Amarildo Lucatelli, o deputado estadual Guilherme Pasin e o vereador Volnei Cristofoli. As tratativas incluíram encontros nos gabinetes parlamentares e uma apresentação oficial no Palácio das Comissões, nos dias 25 e 26.

Projeto prevê obras estratégicas de mobilidade na Serra Gaúcha

O plano apresentado contempla intervenções em trechos estratégicos das Linhas 6 da Leopoldina, 15 e 40 da Graciema, além de vias em São José de Costa Real e Santa Lúcia.

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Também está prevista a ampliação de três quilômetros da ciclovia recentemente inaugurada na região, considerada fundamental para a integração entre turismo, mobilidade ativa e segurança viária.

Segundo a Aprovale, as obras têm impacto direto na ligação entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Santa Tereza, fortalecendo rotas turísticas e acessos essenciais em situações emergenciais, especialmente diante de eventos climáticos extremos recentes no Rio Grande do Sul.

Enoturismo impulsiona economia e demanda infraestrutura

O Vale dos Vinhedos é reconhecido como a primeira Indicação Geográfica e Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, além de ser considerado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.

O território recebe mais de 500 mil visitantes por ano e reúne mais de 160 empresas ligadas ao enoturismo, incluindo vinícolas, hotéis, restaurantes, serviços e agroindústrias, formando uma cadeia econômica diversificada e altamente integrada.

A região foi apresentada em Brasília como o principal destino de enoturismo do país, com forte impacto econômico na Serra Gaúcha e papel relevante no turismo nacional.

Setor registra crescimento e reforça potencial do enoturismo

Durante a apresentação, a Aprovale destacou indicadores recentes que reforçam o avanço do setor. Em 2025, o enoturismo no Rio Grande do Sul registrou crescimento de 57,8% na comercialização de experiências, enquanto o consumo de vinhos no Brasil avançou 41,9%, em contraste com a retração observada em outros mercados globais.

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Os dados foram utilizados para reforçar a necessidade de investimentos estruturais que acompanhem a expansão da atividade turística e produtiva na região.

Infraestrutura é tratada como pauta estratégica para o futuro do território

Para a entidade, as intervenções propostas vão além da mobilidade turística e se consolidam como uma pauta de desenvolvimento regional, com impacto direto na segurança, economia e permanência das famílias no campo.

“Investir na infraestrutura do Vale dos Vinhedos é proteger pessoas, fortalecer o turismo brasileiro e preparar a região para o futuro climático e econômico do Rio Grande do Sul”, destacou Marcos Giordani durante a apresentação aos parlamentares.

A Aprovale reforça que o objetivo do projeto é garantir continuidade ao crescimento sustentável do território, ampliando sua competitividade como destino turístico e sua relevância econômica para a Serra Gaúcha e para o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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