AGRONEGÓCIO
Agricultores do Leste de Minas Recebem Kits de Irrigação e Reforçam Produção Sustentável
AGRONEGÓCIO
Programa Irriga Minas Leva Tecnologia e Eficiência ao Campo
Trinta agricultores familiares de Capitão Andrade, no Leste de Minas Gerais, receberam kits de irrigação por gotejamento com o objetivo de aprimorar a produção de alimentos e promover o uso racional da água. A entrega faz parte do programa Irriga Minas, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com execução da Emater-MG.
A ação, realizada no fim de 2025, reforça o compromisso do governo estadual com a modernização da agricultura familiar e o combate aos efeitos da estiagem que afetam as regiões mais secas de Minas Gerais.
Kits Modernos Garantem Economia e Sustentabilidade
Cada família beneficiada recebeu um kit completo de irrigação, contendo uma caixa d’água de mil litros com tampa, tubos gotejadores, filtros, registros e conectores. A tecnologia permite que a água seja aplicada de forma direcionada e controlada, o que reduz desperdícios, protege o solo e melhora o desenvolvimento das culturas agrícolas.
Segundo a Emater-MG, as famílias contempladas também participam da feira livre municipal e comercializam parte da produção por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), ampliando a renda e fortalecendo os circuitos curtos de comercialização de alimentos.
Apoio Técnico e Capacitação para Agricultores
A extensionista da Emater-MG, Kelyene Sued Leite, explicou que o trabalho de implantação dos kits é acompanhado de perto pelos técnicos da empresa pública.
“Atuamos desde a seleção dos beneficiários até a capacitação e acompanhamento técnico. Nosso objetivo é garantir o uso correto da tecnologia e oferecer assistência contínua para que os produtores possam colher bons resultados”, afirmou.
A agricultora Lúcia Rodrigues de Campo, uma das beneficiadas, destacou o impacto positivo da iniciativa.
“Esse equipamento vai nos permitir aproveitar melhor a água, especialmente no cultivo de bananeiras e hortaliças. É um incentivo direto para a produção que levamos à feira e para o fornecimento à merenda escolar pelo Pnae”, relatou.
Irriga Minas: Expansão e Resultados no Estado
Em 2025, o programa Irriga Minas alcançou 8.413 agricultores em 227 municípios mineiros, com foco em produtores de hortaliças e frutas. A iniciativa visa aumentar a produção de alimentos, gerar renda e garantir a segurança alimentar das famílias rurais.
O programa é uma das prioridades do Governo de Minas e tem atenção especial às regiões do semiárido, onde o acesso à água é um dos maiores desafios. Além da entrega dos equipamentos, a Emater-MG oferece orientação técnica e apoio na instalação dos sistemas, assegurando que os produtores adotem boas práticas de irrigação e manejo sustentável.
Desenvolvimento Rural e Sustentabilidade Andam Juntos
Com o apoio técnico da Emater-MG e os investimentos do Irriga Minas, os produtores de Capitão Andrade estão mais preparados para enfrentar as variações climáticas e ampliar sua produtividade de forma sustentável. A iniciativa reforça a importância da agricultura familiar como pilar da segurança alimentar e do desenvolvimento econômico das comunidades rurais mineiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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