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Agro fortalece PIB brasileiro em 2025 e coloca Minas Gerais em destaque nacional

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O agronegócio foi novamente o motor da economia brasileira em 2025. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor agropecuário cresceu 11,7%, contribuindo decisivamente para a expansão de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O desempenho do agro superou outros setores, como a indústria, com alta de 1,4%, e os serviços, que avançaram 1,8%, reforçando o papel central do setor na economia nacional. De acordo com o Banco Central do Brasil, o agronegócio segue como pilar estratégico do crescimento econômico, com projeções positivas para os próximos anos.

Safra recorde de grãos impulsiona crescimento do agronegócio

O Brasil colheu em 2025 a maior safra de grãos da sua história, atingindo 350,2 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa 16,3% de aumento em relação ao ano anterior, equivalente a 49,1 milhões de toneladas a mais.

Entre os principais produtos que impulsionaram o crescimento estão:

  • Milho
  • Soja
  • Arroz
  • Algodão

Juntas, essas culturas responderam por cerca de 47 milhões de toneladas do incremento total. A Conab aponta que o resultado é consequência da expansão de 1,9 milhão de hectares na área plantada e das condições climáticas favoráveis, especialmente no Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso.

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Minas Gerais cresce com produtividade e diversificação

O estado de Minas Gerais registrou 18,4 milhões de toneladas de grãos, alta de 15,1% sobre 2024. O avanço da produção veio principalmente do aumento da produtividade, que subiu 14,1%, apesar de apenas 0,9% de expansão na área plantada.

Feliciano Nogueira, superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais (Seapa), destaca:

“Minas cresceu com base em eficiência. Tivemos aumento de apenas 0,9% na área plantada, mas a produtividade avançou 14,1%, mostrando que o ganho veio principalmente de tecnologia e manejo.”

Culturas de destaque em Minas Gerais

Entre os produtos que mais impulsionaram o crescimento mineiro estão:

  • Sorgo: +49,5%, produção de 1,48 milhão de toneladas
  • Soja: +19,3%, totalizando 9,19 milhões de toneladas
  • Algodão: +19,2%, somando 189,4 mil toneladas
  • Laranja: +38,9%, chegando a 1,17 milhão de toneladas

Segundo Feliciano, os resultados evidenciam que o estado está diversificando a produção e fortalecendo várias culturas ao mesmo tempo.

Exportações agrícolas mineiras e nacionais em alta

O aumento da produção também refletiu no comércio exterior. A soja brasileira alcançou 108,2 milhões de toneladas exportadas, influenciada pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, que redirecionou a demanda chinesa para o Brasil.

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Em Minas Gerais, destaque para o amendoim, com 266,3% de crescimento nas exportações, passando de 4,3 mil para 21,1 mil toneladas. Feliciano Nogueira observa que o resultado mostra expansão de mercados e agregação de valor aos produtos mineiros.

Pecuária bate recordes e reforça protagonismo do agro

A pecuária também registrou resultados históricos. O Brasil tornou-se maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos pela primeira vez. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), mostram:

  • 3,50 milhões de toneladas exportadas, alta de 20,9%
  • Faturamento de US$ 18,03 bilhões, aumento de 40,1%
  • China: principal destino, com 1,68 milhão de toneladas e US$ 8,90 bilhões

Em Minas Gerais, as exportações de carne bovina avançaram 4,9%, de 258 mil para 270,7 mil toneladas.

Agro reforça papel estratégico no PIB

Os resultados de 2025 confirmam que o agronegócio é motor central da economia brasileira, com crescimento sustentado por produtividade, eficiência e diversificação. Minas Gerais se consolida como protagonista nacional, destacando-se entre os estados que mais contribuem para a produção agrícola e exportações do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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