AGRONEGÓCIO
Agrodefesa reforça prazo para envio da Declaração de Biosseguridade de granjas avícolas em Goiás
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Prazo para envio da declaração termina em 31 de janeiro de 2026
Produtores rurais e responsáveis técnicos por granjas avícolas em Goiás devem ficar atentos ao prazo para o envio da Declaração de Biosseguridade à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). O documento, que deve ser preenchido e inserido no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), precisa ser entregue até o dia 31 de janeiro de 2026.
A exigência faz parte das ações de prevenção e mitigação de riscos da influenza aviária de alta patogenicidade (gripe aviária), adotadas para proteger o status sanitário da avicultura goiana.
Ações visam prevenir influenza aviária em Goiás
Segundo o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a cooperação entre o setor produtivo e os órgãos oficiais é essencial para manter o estado livre da doença.
“Manter Goiás livre da influenza aviária e da doença de Newcastle requer trabalho conjunto. A Declaração de Biosseguridade reforça as ações preventivas e garante que as granjas estejam alinhadas às normas da Agrodefesa e às diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)”, destacou Vieira.
O alerta ocorre em um momento de avanço da doença na Europa, com 42 surtos registrados em apenas 14 dias, e enquanto o Mato Grosso atua na contenção de um foco em aves de subsistência.
Declaração é obrigatória e deve ser feita pelo responsável técnico
O envio da declaração é obrigatório e deve ser elaborado pelo médico-veterinário responsável técnico (RT) de cada estabelecimento, profissional encarregado da execução dos controles higiênico-sanitários dos plantéis.
O não cumprimento da exigência pode gerar sanções éticas ao RT, conforme previsto no Código de Ética do Médico-Veterinário (Resolução nº 1.138/2016 do Conselho Federal de Medicina Veterinária – CFMV). Além disso, os estabelecimentos em situação irregular poderão sofrer bloqueio no registro cadastral, o que impede a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).
Importância da biosseguridade para o setor avícola
De acordo com Silvânia Andrade Reis, coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Agrodefesa, a biosseguridade consiste em um conjunto de medidas e procedimentos operacionais voltados à prevenção, controle e limitação da exposição das aves a agentes causadores de doenças.
“O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Mapa, define as normas técnicas para o registro, fiscalização e controle dos estabelecimentos avícolas comerciais. Nosso objetivo é garantir o cumprimento da legislação, proteger os plantéis goianos e evitar prejuízos econômicos ao estado”, explica a coordenadora.
Como preencher e enviar a Declaração de Biosseguridade
O modelo da Declaração de Biosseguridade está disponível no site oficial da Agrodefesa: https://goias.gov.br/agrodefesa/programa-estadual-de-sanidade-avicol/.
O documento deve ser preenchido pelo médico-veterinário responsável técnico e inserido no Sidago até 31 de janeiro de 2026. Além disso, é necessário anexar o Registro de Estabelecimentos Comerciais Avícolas.
Requisitos obrigatórios para granjas avícolas goianas
As granjas comerciais devem seguir uma série de medidas de biosseguridade determinadas pela Agrodefesa, entre elas:
- Instalação de telas com malha de até 2,54 cm;
- Cercas a pelo menos 5 metros de distância dos galpões;
- Presença de arcos de desinfecção e controle rigoroso de visitas;
- Limpeza da área externa das granjas;
- Plano de capacitação de funcionários em execução;
- Movimentação de aves com Guia de Trânsito Animal (GTA);
- Criação de apenas uma espécie por unidade (carne ou ovos);
- Ausência de árvores frutíferas próximas aos núcleos produtivos;
- Plano de contingência para emergências sanitárias, incluso no memorial descritivo.
Essas medidas são essenciais para reduzir o risco de contaminações e garantir o cumprimento das normas de biosseguridade exigidas pelo Mapa e pela Agrodefesa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de frango ganha força no Brasil e preços se mantêm estáveis com avanço das exportações
O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços ao longo da última semana, tanto no segmento atacadista quanto no mercado de aves vivas. O cenário reflete um processo de recuperação gradual da cadeia produtiva, apoiado pelo bom desempenho das exportações e pela competitividade da proteína avícola diante de outras carnes consumidas no país.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor registra sinais positivos, especialmente na região Nordeste, onde os preços avançaram em função da redução da oferta decorrente dos alojamentos de pintinhos realizados no segundo trimestre.
Segundo o especialista, o momento exige atenção dos produtores para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.
“Embora as exportações continuem em ritmo forte, o setor precisa manter disciplina na produção. Um aumento excessivo dos alojamentos pode resultar em excesso de oferta e pressionar os preços futuramente”, avalia.
Carne de frango segue como alternativa mais acessível ao consumidor
A proteína avícola continua sendo uma das opções mais competitivas do mercado brasileiro, especialmente em comparação à carne bovina, que permanece em patamares elevados de preço.
Na avaliação de Iglesias, o atual cenário econômico favorece o consumo de proteínas de menor valor agregado, uma vez que o poder de compra das famílias brasileiras ainda enfrenta limitações.
Com isso, a carne de frango mantém posição estratégica na alimentação dos consumidores, ampliando sua participação na cesta de proteínas e sustentando a demanda doméstica.
Preços dos cortes permanecem estáveis no atacado
Levantamento da Safras & Mercado aponta que os principais cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo encerraram a semana sem alterações.
Os preços registrados foram:
- Peito congelado: R$ 8,80/kg;
- Coxa congelada: R$ 7,00/kg;
- Asa congelada: R$ 11,00/kg.
No segmento de distribuição, os valores também permaneceram inalterados:
- Peito: R$ 9,00/kg;
- Coxa: R$ 7,20/kg;
- Asa: R$ 11,30/kg.
O mesmo comportamento foi observado nos cortes resfriados.
- No atacado:
- Peito resfriado: R$ 8,90/kg;
- Coxa resfriada: R$ 7,10/kg;
- Asa resfriada: R$ 11,10/kg.
- Na distribuição:
- Peito: R$ 9,10/kg;
- Coxa: R$ 7,30/kg;
- Asa: R$ 11,40/kg.
Mercado de aves vivas registra altas expressivas no Nordeste
Nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis.
Os preços registrados foram:
- São Paulo: R$ 5,20/kg;
- Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg;
- Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg;
- Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg;
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,30/kg;
- Goiás: R$ 5,40/kg;
- Minas Gerais: R$ 5,40/kg;
- Distrito Federal: R$ 5,30/kg.
O destaque ficou para o Nordeste, onde a menor disponibilidade de aves impulsionou os preços.
As principais altas ocorreram em:
- Ceará: de R$ 6,20 para R$ 6,80/kg;
- Pernambuco: de R$ 5,50 para R$ 7,00/kg;
- Pará: de R$ 6,40 para R$ 7,20/kg.
Exportações de carne de frango crescem mais de 35% em receita
O comércio exterior continua sendo um dos principais pilares de sustentação da avicultura brasileira.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 877,66 milhões em maio de 2026, considerando 20 dias úteis.
O volume embarcado alcançou 461,46 mil toneladas no período, enquanto o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.901,90.
Na comparação com maio de 2025, os resultados demonstram forte expansão:
- Crescimento de 35,2% na receita média diária;
- Avanço de 27,9% no volume médio diário exportado;
- Valorização de 5,7% no preço médio por tonelada.
O desempenho reforça a competitividade da carne de frango brasileira no mercado internacional e contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico, sustentando as cotações mesmo diante do aumento da produção em algumas regiões do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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