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Agroindústria brasileira cresce 2,9% em março de 2026 e sustenta desempenho da indústria nacional

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A agroindústria brasileira voltou a apresentar crescimento em março de 2026 e reforçou seu papel como um dos principais pilares da atividade industrial do país. Segundo dados do Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), divulgado pelo FGVAgro, o volume da produção agroindustrial avançou 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado ocorre após retração de 2,2% registrada em fevereiro e evidencia a recuperação do setor no encerramento do primeiro trimestre. De acordo com a análise, o desempenho positivo também contribuiu para evitar um resultado negativo mais amplo na Indústria de Transformação brasileira.

Apesar do avanço expressivo, o estudo ressalta que março de 2026 contou com 22 dias úteis, contra 19 dias úteis em março de 2025, fator que pode ter favorecido parte do crescimento observado nas estatísticas do período.

Agroindústria acumula alta no primeiro trimestre de 2026

Mesmo diante das oscilações registradas entre janeiro e março, a agroindústria acumulou crescimento de 0,4% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com igual período do ano anterior.

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O desempenho foi puxado principalmente pelos segmentos ligados à produção de alimentos e bebidas, que seguem demonstrando maior resiliência dentro da indústria brasileira.

Confira os principais resultados do trimestre:

  • Produtos Alimentícios: alta de 2,6%;
  • Bebidas: crescimento de 3,3%;
  • Produtos Não Alimentícios: retração de 2,7%.

Segundo o FGVAgro, a queda no segmento de produtos não alimentícios limitou uma expansão mais intensa do setor agroindustrial no período.

Agroindústria evita retração da indústria de transformação

O levantamento destaca ainda que a agroindústria teve papel decisivo para sustentar a estabilidade da Indústria de Transformação brasileira no primeiro trimestre de 2026.

No período, a indústria de transformação registrou variação nula (0,0%), resultado considerado melhor graças ao desempenho positivo dos setores ligados ao agronegócio.

Dos 23 segmentos que compõem a Indústria de Transformação, 14 apresentaram retração nos primeiros meses do ano. Entre os poucos setores que registraram crescimento aparecem justamente:

  • alimentos;
  • bebidas;
  • biocombustíveis.

O cenário reforça a importância estratégica da cadeia agroindustrial para a economia brasileira, especialmente em um momento de desaceleração de diversos segmentos industriais.

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Consumo interno e exportações sustentam atividade agroindustrial

De acordo com a análise do FGVAgro, a agroindústria continua diretamente conectada à dinâmica da economia brasileira, atualmente sustentada principalmente pelo consumo das famílias.

Ao mesmo tempo, o ambiente de juros elevados segue pressionando as margens de vários segmentos industriais, dificultando investimentos e reduzindo a competitividade de parte da indústria nacional.

Nesse contexto, além do mercado interno, as exportações da agroindústria vêm funcionando como importante suporte para a atividade econômica, gerando efeitos positivos sobre outros setores da indústria de transformação.

A demanda externa por produtos agroindustriais brasileiros continua contribuindo para manter o nível de atividade do setor, mesmo diante dos desafios macroeconômicos e financeiros enfrentados pela economia brasileira em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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