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Agropecuária paulista cresce e consolida liderança nacional com tecnologia e sustentabilidade

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Produção agropecuária de São Paulo ultrapassa R$ 783 bilhões em 2024

A agropecuária do estado de São Paulo segue fortalecendo sua posição no cenário nacional, mesmo diante de desafios climáticos e econômicos. Segundo dados apresentados por Vagner de Carvalho Bessa, gerente de economia, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) paulista alcançou R$ 783 bilhões em 2024, mantendo uma trajetória de crescimento contínuo desde 2019.

O desempenho reflete a capacidade de adaptação do setor, que vem investindo fortemente em tecnologia, inovação e práticas mais eficientes no campo.

Superação de desafios e avanços tecnológicos impulsionam o setor

Mesmo com as dificuldades geradas por eventos climáticos extremos, flutuações cambiais e mudanças na demanda global, a agropecuária paulista mostrou resiliência. A recuperação e o crescimento observados nos últimos anos indicam que o setor se beneficiou de ganhos de produtividade e da modernização tecnológica, fortalecendo a competitividade do estado no agronegócio brasileiro.

Esse avanço confirma São Paulo como um dos principais polos agroindustriais do país, com destaque em diversas cadeias produtivas e grande contribuição para a economia nacional.

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Regiões de São José do Rio Preto e Campinas lideram produção estadual

A distribuição regional da produção agropecuária também traz informações importantes sobre o desempenho do setor. As regiões de São José do Rio Preto e Campinas concentram cerca de 26% da produção total do estado, evidenciando vantagens competitivas consolidadas — como infraestrutura eficiente, mão de obra qualificada e organização produtiva estruturada.

Por outro lado, esse cenário aponta para oportunidades de expansão e descentralização em outras regiões paulistas, o que pode incentivar novos investimentos em logística, inovação e políticas de desenvolvimento regional.

Cana-de-açúcar lidera com foco em bioenergia e sustentabilidade

Entre as principais culturas produzidas em São Paulo, a cana-de-açúcar ocupa posição de destaque, representando 54% da produção agropecuária estadual. Esse desempenho está diretamente ligado à alta demanda por bioenergia e ao avanço das práticas sustentáveis no campo.

Outras culturas tradicionais, como laranja e café, mantêm relevância econômica, mesmo enfrentando pressões do mercado internacional. Essa diversificação produtiva tem papel estratégico, ajudando a proteger o setor contra a volatilidade dos preços das commodities e garantindo maior estabilidade e sustentabilidade ao agronegócio paulista.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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