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Agtech brasileira lança Grain Station, plataforma de monitoramento e rastreabilidade de grãos

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A Vega Monitoramento, agtech brasileira do Grupo Imagem, lançou a Grain Station, plataforma inovadora que promete transformar a gestão da produção de grãos no Brasil e no exterior. Combinando inteligência artificial, sensoriamento remoto e dados geoespaciais, a solução atua como uma central de inteligência agroambiental, permitindo monitoramento contínuo, rastreabilidade e previsibilidade da cadeia produtiva.

Monitoramento inteligente de grãos e cadeia produtiva

O Grain Station oferece uma visão integrada das variáveis ambientais, climáticas e produtivas, permitindo decisões mais rápidas e alinhadas às exigências de eficiência operacional, conformidade socioambiental e rastreabilidade. Entre os principais recursos da plataforma estão:

  • Monitoramento geoespacial contínuo de áreas produtivas e armazenagem;
  • Previsão de safra com inteligência artificial e análise climática;
  • Rastreamento da origem e conformidade ambiental das propriedades fornecedoras;
  • Interface intuitiva voltada para distribuidores, cooperativas e tradings.

Segundo Alexandre Rodrigues, CEO da Vega Monitoramento:

“O Grain Station é mais do que uma plataforma, é uma infraestrutura de decisão para o agronegócio. Queremos oferecer mais segurança, eficiência e sustentabilidade à cadeia de grãos, em um modelo totalmente orientado por dados.”

Inovação no seguro rural

A tecnologia também representa avanço significativo para seguros rurais, especialmente agrícolas. Com monitoramento em tempo real, a plataforma permite que seguradoras:

  • Avaliem riscos com maior precisão;
  • Reduzam fraudes e ofereçam apólices com precificação personalizada;
  • Comprovem rastreabilidade e conformidade socioambiental, facilitando o acesso a subvenções e programas federais.
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Em situações de eventos climáticos extremos, como secas ou excesso de chuvas, a plataforma gera provas técnicas baseadas em imagens e sensores remotos, acelerando a regulação de sinistros e reduzindo a judicialização. O Grain Station também viabiliza seguros paramétricos, utilizando índices como NDVI e pluviometria.

Referência em rastreabilidade e monitoramento agroambiental

A Vega Monitoramento atua desde 2018 e já é referência em inteligência territorial para o agro, com mais de 120 revendas conectadas e 60 clientes ativos, incluindo grandes nomes do setor, como Bunge, Amaggi e Santander.

A empresa monitora 4,5 milhões de imóveis rurais e 50 milhões de hectares, garantindo compliance socioambiental e combate ao desmatamento ilegal. Na safra 2024/25, acompanhou a produtividade de mais de 30 milhões de hectares, representando mais de 60% da área plantada de soja no Brasil, segundo dados da Conab.

O crescimento da empresa tem sido expressivo, com receita em expansão contínua e meta de dobrar os números até 2027. Atualmente, conta com mais de 120 colaboradores, equipe que segue em expansão.

Parcerias estratégicas e expansão internacional

A credibilidade da Vega é reforçada por parcerias com grandes players, como a Bunge, por meio do Programa Parceria Sustentável, monitorando a origem da soja nos canais indiretos do Cerrado.

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Agora, a Grain Station amplia o modelo de sucesso da plataforma LYRA, voltado especificamente para a cadeia de grãos, oferecendo rastreabilidade e conformidade auditadas pelo Bureau Veritas.

A agtech também mira expansão internacional, com atuação prevista na Argentina, Paraguai e Estados Unidos, mercados estratégicos tanto pela relevância na produção de grãos quanto pela crescente demanda por soluções de rastreabilidade e conformidade ambiental diante de regulamentações como o EUDR (Regulamento Europeu de Deforestação).

“Estamos preparados para oferecer soluções que aumentam produtividade, garantem rastreabilidade e asseguram conformidade ambiental em escala internacional”, finaliza Rodrigues.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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