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Algodão baiano rastreável chega ao consumidor final com QR Code

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O algodão produzido na Bahia agora pode ser rastreado pelo consumidor final, graças ao programa Sou ABR, iniciativa do Movimento Sou de Algodão da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Lançado em 2021, o programa permite acompanhar toda a cadeia produtiva de peças feitas com pelo menos 50% de algodão certificado, desde a fazenda até as lojas, por meio de um simples QR Code.

Marcas internacionais e nacionais já participam da iniciativa

Algumas peças rastreáveis já estão disponíveis em marcas como Calvin Klein, C&A, Renner, Reserva, YouCom e a baiana Dendezeiro. Basta apontar a câmera do celular para o QR Code na etiqueta “Sou ABR” para descobrir que o algodão utilizado vem de mais de 20 fazendas, sendo pelo menos metade delas localizadas na Bahia, em cidades como São Desidério, Jaborandi, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves.

Fase piloto e incentivo ao consumo consciente

Segundo Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou Algodão, o programa está em fase piloto até dezembro de 2025. O objetivo é estimular consumo consciente, garantindo que os produtos sejam adquiridos de forma ética, sem trabalho infantil e seguindo boas práticas sustentáveis.

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Cadeia produtiva transparente e eficiente

A tecnologia permite rastrear todas as etapas do processo produtivo, incluindo:

  • Produtores e fazendas;
  • Indústrias de fiação, malharias e tecelagens;
  • Análise e classificação do algodão para definir o uso ideal em cada produto.
  • Exemplo: o algodão utilizado em calças jeans é selecionado por sua resistência, enquanto o empregado em camisas prioriza maciez e conforto.
Exportações em crescimento e destaque global

Entre 2024 e 2025, a Bahia exportou mais de 470 mil toneladas de algodão para ao menos 12 países, incluindo China, Paquistão, Vietnã, Turquia e Bangladesh, que concentram 84,9% das exportações brasileiras da fibra. As vendas geraram US$ 630 milhões, contribuindo para que o Brasil se tornasse, em fevereiro de 2025, o maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos.

Impacto econômico e geração de empregos

Segundo a presidente da Abrapa, Alessandra Zanotto, o algodão brasileiro se destaca por sua resistência, comprimento e espessura, atendendo às exigências da indústria têxtil nacional e internacional. O aumento da produção impulsiona a economia regional, gera empregos diretos e indiretos e fortalece o desenvolvimento tecnológico no campo.

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Missão Compradores aproxima produtores e indústria

Em 5 de agosto, o oeste da Bahia sediou a 9ª edição da Missão Compradores, promovida pela Abrapa, com o objetivo de apresentar o modelo de produção nacional a representantes da indústria têxtil global, fortalecendo o comércio exterior e consolidando o algodão baiano como referência em qualidade e rastreabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

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A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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