AGRONEGÓCIO
Aliare inaugura primeira unidade no Rio Grande do Sul e acelera expansão no agronegócio digital
AGRONEGÓCIO
A Aliare, referência nacional em soluções tecnológicas para o agronegócio, deu mais um passo estratégico em sua expansão e abriu sua primeira unidade no Rio Grande do Sul, localizada em Santo Ângelo. A chegada ao estado reforça a atuação da empresa em um dos principais polos do agro no país e fortalece seu compromisso com a inovação e a digitalização da cadeia produtiva.
Crescimento no estado impulsiona abertura da nova unidade
Nos últimos três anos, a empresa registrou expansão significativa no território gaúcho. O quadro de colaboradores cresceu 75% nesse período, totalizando 140 profissionais dedicados ao atendimento regional. Também houve aumento médio anual de 17% no número de novos clientes no estado.
Segundo Carlos Barbosa, CEO da Aliare, a escolha pelo Rio Grande do Sul é estratégica:
“Buscamos fortalecer nossa conexão com uma das regiões mais relevantes do agro nacional. Nossa missão é entregar tecnologia, inteligência e inovação para acelerar resultados em toda a cadeia produtiva”.
Atuação regionalizada e foco em capacitação
Com a nova unidade, a Aliare intensifica sua proximidade com clientes, parceiros e profissionais do setor. O espaço funcionará como um hub de relacionamento, treinamento e desenvolvimento de soluções, atendendo especialmente as frentes voltadas para máquinas agrícolas, insumos, produção agrícola, cooperativas e agroindústrias.
Movimentos recentes reforçam estratégia de expansão
A empresa anunciou recentemente a criação da Unidade de Negócios de Cooperativas, consolidando seu posicionamento no segmento. Atualmente, a Aliare atende seis das dez maiores cooperativas agropecuárias do Brasil.
Outro passo importante foi a aquisição da Agrometrika, empresa pioneira em soluções de gestão de crédito e risco no agronegócio, com mais de 15 anos de atuação e cerca de R$ 110 bilhões aprovados em sua plataforma. O valor do negócio não foi divulgado.
A Aliare mantém receita bruta anual superior a R$ 150 milhões, com crescimento entre 15% e 20% nos últimos anos. Desde sua fundação, em 2021, este é o terceiro movimento relevante de fusões e aquisições da companhia.
Presença ampliada no Brasil e no exterior
O grupo reúne marcas como Siagri, Datacoper, Solution, Implanta e a startup Wemov, atendendo mais de 5 mil clientes no Brasil e no Paraguai, somando mais de 70 mil usuários.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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