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Alta da paridade de exportação sustenta preços do algodão no Brasil, aponta Cepea
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Os preços do algodão no mercado brasileiro seguem sustentados pela alta da paridade de exportação e pela valorização do Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente. A análise é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o levantamento, o cenário externo favorável tem sido determinante para a firmeza nas cotações internas, refletindo o aquecimento da demanda global pela fibra.
Demanda internacional fortalece preços internos
Com o mercado externo mais atrativo, vendedores brasileiros mantêm firmeza nos preços pedidos. A valorização do Índice Cotlook A tem contribuído diretamente para elevar a competitividade da pluma no cenário internacional.
Esse movimento também tem incentivado tradings a oferecer valores mais altos pelo algodão, ampliando a sustentação dos preços no mercado doméstico.
Indústrias enfrentam desafios no mercado spot
Parte das indústrias têxteis segue atuando no mercado spot, mas encontra dificuldades na aprovação de lotes e na negociação de preços com os vendedores.
Diante desse cenário, algumas empresas optam por trabalhar com matéria-prima previamente contratada ou mantida em estoque, direcionando suas operações para a comercialização de produtos manufaturados.
Fretes influenciam decisões de negociação
Outro fator relevante apontado pelo Cepea é o comportamento dos fretes, que segue sendo monitorado pelos agentes do setor.
Os custos logísticos impactam diretamente a viabilidade de novos negócios, além de influenciarem o cumprimento de contratos a termo, especialmente em um contexto de forte demanda internacional.
Mercado segue atento ao cenário externo
Com a combinação entre demanda aquecida, valorização internacional e custos logísticos, o mercado de algodão no Brasil permanece atento às oscilações externas.
A tendência, segundo o Cepea, é de continuidade na sustentação dos preços, enquanto o ambiente internacional seguir favorecendo as exportações brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare
Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.
O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.
A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.
A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.
Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.
A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.
Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.
Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.
Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.
Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.
O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.
Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.
Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.
Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.
Fonte: Pensar Agro
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