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Alta global dos alimentos acende alerta e pressiona mercado agrícola
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Os preços globais dos alimentos voltaram a subir e acenderam um sinal de alerta no mercado internacional. O índice que acompanha a variação de commodities agrícolas registrou alta pelo segundo mês consecutivo em março, refletindo mudanças recentes na oferta, nos custos de produção e no ambiente geopolítico.
Índice de alimentos registra nova alta em março
Após já ter avançado em fevereiro, o indicador internacional de preços de alimentos voltou a subir em março, acumulando um nível ligeiramente superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o índice está cerca de 1% acima do observado há um ano, sinalizando uma elevação moderada, porém consistente.
Energia e insumos pressionam custos de produção
A recente alta tem forte relação com o aumento dos custos de energia e insumos agrícolas, influenciados por tensões geopolíticas.
O avanço do petróleo tem sido um dos principais fatores de pressão, impactando diretamente:
- Custos de fertilizantes
- Transporte e logística
- Produção agrícola em geral
Apesar disso, a oferta global de grãos ainda tem contribuído para conter aumentos mais expressivos nos preços dos alimentos.
Conflitos podem afetar produção agrícola global
Especialistas alertam que o cenário internacional pode trazer efeitos mais duradouros para o setor agrícola.
Segundo análise da FAO, a continuidade de conflitos e custos elevados pode levar produtores a adotarem estratégias mais conservadoras, como:
- Redução do uso de fertilizantes
- Diminuição da área plantada
- Substituição por culturas menos dependentes de insumos
Essas decisões podem impactar a produção global e influenciar os preços ao longo deste e do próximo ano.
Cereais lideram alta com destaque para o trigo
Entre os principais produtos, os cereais registraram aumento de 1,5% em março.
O destaque foi o trigo, que apresentou alta de 4,3%, impulsionado por:
- Preocupações com a seca nos Estados Unidos
- Redução da área plantada na Austrália
O milho teve valorização mais moderada, enquanto o arroz seguiu na direção oposta, com queda de 3%, refletindo menor demanda no mercado internacional.
Outros alimentos também registram aumento
Além dos cereais, outros grupos importantes também apresentaram elevação nos preços, incluindo:
- Óleos vegetais
- Carnes
- Laticínios
O maior destaque foi o açúcar, que subiu 7,2% no período.
Petróleo segue como fator central para o mercado
O preço do petróleo continua sendo um dos principais vetores para o comportamento dos alimentos no cenário global.
No mês, a commodity registrou alta de 5,1% e acumula valorização superior a 13% em relação ao ano anterior. Esse movimento tem sido intensificado por interrupções logísticas relevantes no comércio global de insumos.
Perspectiva: mercado atento a custos e oferta global
O cenário atual indica que, embora a alta dos alimentos ainda seja considerada moderada, há riscos de novas pressões nos próximos meses.
A combinação entre custos elevados, decisões produtivas mais cautelosas e incertezas geopolíticas deve manter o mercado em alerta, com impactos diretos sobre a oferta global e a formação de preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Área de cevada no Rio Grande do Sul deve encolher mais de 30% em 2026 com temor do El Niño
A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deverá registrar forte retração na safra de 2026. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a redução pode superar 30% em relação ao ciclo anterior, refletindo a preocupação dos produtores com os riscos climáticos associados à possível atuação do fenômeno El Niño durante o período de desenvolvimento da cultura.
A implantação das lavouras está em fase inicial no Estado, mas muitos agricultores já demonstram cautela diante das previsões meteorológicas para o inverno e a primavera, fatores decisivos para o desempenho produtivo da cevada.
El Niño aumenta percepção de risco no campo
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a expectativa de um cenário climático mais instável tem sido o principal motivo para a diminuição da área destinada à cultura.
Mesmo com a oferta de contratos de integração e comercialização por parte da indústria cervejeira, tradicional compradora da produção gaúcha, muitos produtores optaram por reduzir os investimentos na cevada ou direcionar áreas para outras culturas de inverno consideradas menos suscetíveis aos riscos previstos.
A possibilidade de excesso de chuvas durante fases importantes do ciclo produtivo preocupa o setor, uma vez que pode comprometer a qualidade dos grãos e reduzir o potencial de rendimento das lavouras.
Lavouras implantadas apresentam bom desenvolvimento
Apesar das incertezas para o restante da temporada, as áreas já semeadas apresentam condições satisfatórias de desenvolvimento.
Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, a emergência das plantas ocorreu de forma adequada e o crescimento vegetativo está dentro do padrão esperado para esta fase da cultura. As condições iniciais de cultivo são consideradas favoráveis, contribuindo para um bom estabelecimento das lavouras.
O desempenho final da safra, entretanto, dependerá do comportamento climático nos próximos meses.
Erechim lidera retração da área cultivada
A região administrativa de Erechim, principal polo produtor de cevada do Rio Grande do Sul, deverá registrar uma das maiores reduções de área no Estado.
As projeções apontam que a área cultivada ficará abaixo de 6 mil hectares em 2026, representando queda superior a 35% em comparação com a safra anterior.
O movimento reforça a tendência observada em todo o território gaúcho, onde produtores avaliam com cautela os custos de produção e os riscos associados ao clima.
Safra anterior alcançou mais de 32 mil hectares
Os números finais da área plantada para a safra 2026 ainda estão sendo levantados pela Emater/RS-Ascar. Na temporada passada, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, com produtividade média de 3.622 quilos por hectare.
O Estado responde pela maior parte da produção nacional da cultura, sendo peça fundamental para o abastecimento da indústria de malte e cerveja no Brasil.
Preço da cevada permanece estável
No mercado, a cevada destinada à indústria de malte segue sendo negociada a preços considerados estáveis.
Levantamento da Emater/RS-Ascar indica que, na região de Erechim, a saca de 60 quilos está cotada, em média, a R$ 80,00.
O comportamento dos preços ao longo da temporada dependerá da evolução da área efetivamente cultivada, das condições climáticas e da qualidade dos grãos colhidos, fatores que poderão influenciar diretamente a oferta disponível para a indústria.
Clima será decisivo para a safra 2026
As atenções do setor permanecem voltadas para as previsões meteorológicas dos próximos meses. Caso o El Niño se confirme com maior intensidade, os impactos poderão ir além da redução de área, afetando também produtividade e qualidade da produção.
Diante desse cenário, produtores, cooperativas e indústrias acompanham de perto a evolução das condições climáticas, que deverão definir os rumos da safra de cevada no principal estado produtor do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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