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Alta na Demanda e Entressafra Elevam Preços do Etanol em São Paulo, Aponta Cepea

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Oferta restrita e procura firme sustentam valorização

Os preços do etanol — tanto anidro quanto hidratado — mantiveram trajetória de alta na última semana em São Paulo, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A valorização é resultado da combinação entre demanda aquecida das distribuidoras e menor oferta, típica do período de entressafra na região Centro-Sul.

Distribuidoras mantêm ritmo de compras

Mesmo com os preços em elevação, as distribuidoras seguiram adquirindo novos volumes e também retiraram estoques previamente negociados. O movimento reforça o cenário de firmeza na procura pelo biocombustível, impulsionando a manutenção dos preços em patamar elevado.

Produtores mantêm posição firme nos valores

Do lado dos produtores, a estratégia foi de resistir à pressão por descontos, com a expectativa de que a tendência de alta se prolongue nas próximas semanas. Essa postura contribuiu para o avanço das cotações no mercado paulista.

Indicadores do Cepea mostram aumento nos preços

Entre os dias 12 e 16 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado (líquido de ICMS e PIS/Cofins) registrou média de R$ 3,0711 por litro, uma alta de 1,6% em relação à semana anterior.

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Já o etanol anidro — sem incidência de PIS/Cofins — apresentou aumento de 2,17%, com cotação média de R$ 3,4913 por litro no mesmo período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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