AGRONEGÓCIO
Ampliação da hidrovia Tietê-Paraná entra na reta final e deve reforçar logística do agronegócio paulista
AGRONEGÓCIO
A obra de derrocamento do Pedral de Nova Avanhandava, na hidrovia Tietê-Paraná, entrou na fase final de execução e já alcança 97% de conclusão. A intervenção, localizada em Buritama (SP), deve ser finalizada até 30 de junho e é considerada estratégica para o escoamento da produção nacional.
O avanço foi acompanhado nesta quarta-feira (15) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante visita técnica ao local. O investimento total é de R$ 293,8 milhões.
Obra na hidrovia Tietê-Paraná amplia capacidade de navegação
A intervenção prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de um trecho de 16 quilômetros. Também está sendo realizada a remoção de aproximadamente 553 mil metros cúbicos de material rochoso.
Com isso, a hidrovia passa a permitir a operação de comboios maiores e mais regulares ao longo do ano, inclusive em períodos de estiagem, aumentando a previsibilidade logística e reduzindo custos de transporte.
Infraestrutura logística deve reduzir custos e integrar modais
Durante a visita, o ministro Tomé Franca destacou a importância estratégica da obra para o sistema logístico nacional.
Segundo ele, a ampliação da hidrovia contribui para a integração entre diferentes modais de transporte, reduz custos operacionais e fortalece a competitividade da produção brasileira, além de promover maior eficiência e sustentabilidade no escoamento de cargas.
Execução é feita com monitoramento ambiental e sem interrupção da navegação
A intervenção é realizada por meio de convênio entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Governo do Estado de São Paulo. Desde 2023, os recursos utilizados na obra são provenientes da desestatização da Eletrobras, conforme previsto na Lei nº 14.182/2021.
O trabalho de remoção das rochas submersas ocorre com monitoramento ambiental contínuo e sem interrupção das operações de navegação. As atividades utilizam tecnologias específicas aplicadas diretamente no leito do rio.
Obra corrige restrições operacionais causadas por variações do reservatório
A intervenção também busca solucionar gargalos históricos do trecho, que são agravados pelas variações dos níveis do reservatório devido à operação de usinas hidrelétricas na região.
Essas oscilações afetam a navegabilidade em determinados períodos do ano, comprometendo a regularidade do transporte hidroviário.
Ampliação garante maior previsibilidade ao transporte hidroviário
De acordo com o diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, a obra representa um avanço significativo na previsibilidade das operações ao longo de todo o ano.
Segundo ele, a melhoria permite a manutenção do transporte de cargas mesmo em períodos de estiagem, ampliando a regularidade e a eficiência logística da hidrovia.
Autoridades acompanham avanço das obras em Buritama
A agenda contou com a presença de diversas autoridades, entre elas a secretária-executiva adjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira; o prefeito de Buritama, Dr. Tiago Oliveira; o subsecretário de Logística e Transportes do Governo de São Paulo, Denis Amorim; o diretor de Infraestrutura de Transportes do Estado, Agnaldo Júnior; o coordenador-geral de Obras Aquaviárias do DNIT, Célio Henrique Silva; e o engenheiro fiscal do contrato, Humberto Elmães.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento
Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado
A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.
Regiões costeiras lideram avanço da colheita
As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.
Na sequência, aparecem:
- Planície Costeira Interna: 88,99%
- Fronteira Oeste: 88,13%
- Campanha: 83,22%
- Região Central: 76,52% (menor índice)
Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.
Ritmo lento preocupa produtores e técnicos
De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.
O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.
Levantamento final vai consolidar dados da safra
A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.
O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:
- Produtividade média
- Área efetivamente colhida
- Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado
Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.
A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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