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Aprosoja MT promove capacitação para tradutores chineses e reforça laços entre Brasil e China no agronegócio

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Capacitação fortalece o intercâmbio entre Brasil e China no agronegócio

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) iniciou, nesta segunda-feira (9), uma semana de capacitação técnica para tradutores chineses. A ação tem como objetivo fortalecer o intercâmbio de informações entre Brasil e China, aprimorando a comunicação no agronegócio.

A comitiva, recebida na sede da entidade em Cuiabá, é acompanhada por representantes da Invest MT e participará de uma imersão no funcionamento do agro mato-grossense.

Treinamento vai além da tradução técnica

O programa de capacitação não se limita à tradução literal de termos agrícolas. Os intérpretes recebem uma formação completa sobre o contexto produtivo, regulatório e institucional do setor em Mato Grosso. A proposta é garantir que as mensagens transmitidas entre as duas nações sejam mais precisas e representem fielmente a realidade do campo brasileiro.

Durante a visita, os tradutores conheceram as divisões institucionais da Aprosoja MT, como as comissões de logística, política agrícola, defesa agrícola e sustentabilidade — áreas que orientam a atuação da entidade e são estratégicas para o diálogo com parceiros internacionais, especialmente a China, maior importadora de soja do Brasil.

Superando barreiras linguísticas e culturais

De acordo com Ariana Guedes de Oliveira, assessora internacional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC-MT) e diretora internacional da Invest MT, o treinamento é fundamental para evitar falhas de comunicação que ainda dificultam as negociações.

“Há um grande desencontro de informações, especialmente em questões regulatórias e na compreensão da diversidade territorial. Quando o parceiro internacional não entende essas diferenças, as tratativas acabam se tornando mais lentas e complexas”, explicou.

Compreensão técnica é essencial para traduções precisas

O intérprete Walter Estella, com mais de 30 anos de experiência, destacou que traduzir o vocabulário técnico é apenas parte do trabalho. “O verdadeiro desafio é entender como o sistema produtivo funciona, quais biotecnologias são usadas e quais desafios o produtor enfrenta. Quando o tradutor compreende esse contexto, ele consegue transmitir com fidelidade a mensagem original”, afirmou.

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Ele também ressaltou que, no caso da China, as diferenças culturais e estruturais tornam indispensável esse tipo de imersão, já que muitos termos agrícolas não têm equivalentes diretos no idioma mandarim.

Desafios persistem na comunicação entre Brasil e China

A intérprete Michelle Wang, que atua no escritório da Invest MT em Xangai, reforçou que a falta de contextualização ainda é um dos maiores obstáculos na comunicação entre os dois países.

“Muitas vezes, durante as reuniões, surgem dúvidas sobre leis, exportações ou projetos agrícolas que não são completamente compreendidas. O tradutor é o elo dessa comunicação, e entender o contexto faz toda a diferença para evitar ruídos e mal-entendidos”, destacou.

Parceria estratégica entre Aprosoja e Invest MT

O diretor-presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, ressaltou a importância da iniciativa para ampliar a visibilidade internacional do agro mato-grossense.

“Estar junto da Aprosoja e dos intérpretes, conhecendo toda a cadeia da soja — da produção à comercialização — é essencial para promover os produtos do estado de forma eficiente. Mato Grosso é o principal parceiro comercial da China, e precisamos, literalmente, falar a mesma língua”, afirmou.

Visitas técnicas e imersão no campo

A programação da semana inclui visitas a uma fazenda em Jaciara, onde o grupo acompanhará um dia de colheita de soja, e ao porto rodoviário da Rumo, em Rondonópolis.

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Os tradutores também terão encontros com representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), para conhecer dados e projeções da agricultura estadual.

Aprosoja MT reforça transparência e diálogo internacional

Com essa iniciativa, a Aprosoja MT reafirma seu compromisso com a transparência, qualificação técnica e diplomacia internacional, ampliando o diálogo entre o agronegócio de Mato Grosso e os principais mercados globais — em especial, o chinês.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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