AGRONEGÓCIO
Arenas do Conhecimento do CNMA 2025 debatem sustentabilidade, inovação e liderança feminina no agro
AGRONEGÓCIO
As Arenas do Conhecimento se consolidam como um dos principais destaques do 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), que será realizado nos dias 22 e 23 de outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). O espaço vai reunir debates sobre sustentabilidade, biocombustíveis, inovação e liderança feminina, com conteúdo prático e inspirador voltado para os desafios e oportunidades do setor.
Programação diversificada e trilhas temáticas
A programação das Arenas é organizada em quatro trilhas temáticas: Saúde Vegetal, Proteína Animal, Futuro do Agro e Liderança Transformadora, permitindo aos participantes explorar questões essenciais para o agro de forma estruturada e aprofundada.
No primeiro dia do evento, destacam-se palestras como:
- “Por que a relação planta, solo e raízes representa o ‘seguro’ e longevidade da produção agrícola?”, com Mariana dos Santos Gabriel, engenheira de Biorracionais;
- “Agronegócio Sustentável: Soluções Climáticas e Agroambientais para a Cadeia da Palma”, com Mônica Bernardo Neves e Andresa Dias;
- “Oratória Autêntica e Posicionamento Estratégico no Agro”, com Monaliza Pelicioni;
- “Sucessão e Gestão: A Força de Três Gerações da Família Rotta Knebel no Agro”, com Vanessa Alan;
- “Semeando a Liderança Feminina no Agronegócio: o legado das mulheres para um setor em evolução”, com Juliana Farah.
Além disso, o primeiro dia abordará temas relacionados a sistema financeiro, governança, crédito e seguros, riscos sanitários e acordos internacionais da pecuária, biocombustíveis sustentáveis e inovação no agronegócio.
Dia 23 com Momento Embaixadoras e cases inspiradores
O segundo dia trará o “Momento Embaixadoras CNMA 2025”, mediado pela apresentadora Juliana Sana e com participação de representantes das cinco regiões do Brasil: Carina Ayres (Sudeste), Carminha Gatto (Nordeste), Carolina Brazil (Norte), Rafaela De Nápoli (Centro-Oeste) e Vanessa Leonardi (Sul).
Também estão previstas palestras como:
- “Construindo o agro do futuro”, com Jaqueline Silva, diretora executiva do Canal Rural;
- “O poder da essência na era digital”, com Thaciana Reis, engenheira agrônoma e trainer de comunicação eficaz para o agronegócio.
Impacto e relevância para o setor
“As Arenas do Conhecimento apresentam temas práticos e relevantes, que permitem explorar questões específicas e determinantes para o dia a dia do setor agro. Nosso objetivo é gerar impacto real, conectar experiências e contribuir para um agro mais inovador e sustentável”, afirma Renata Camargo, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios do Transamerica Expo Center.
Inscrições abertas para CNMA 2025
A expectativa é receber mais de 3 mil congressistas nesta edição especial do CNMA. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site: Mulheres do Agro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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