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Arroz mantém preços firmes com retração de vendas e exportações ativas

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Mercado segue operando lentamente, mas com preços firmes

O mercado brasileiro de arroz continua em ritmo lento de comercialização, apesar de apresentar cotações sustentadas no campo. Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o cenário reflete um equilíbrio entre a crescente oferta e mecanismos de escoamento relativamente ativos, mesmo com negócios limitados.

Colheita da safra 2025/26 favorece operação no campo

O avanço da colheita da safra 2025/26 em março contribuiu para o bom andamento das operações. O tempo firme nas áreas de produção permitiu melhor drenagem e redução da umidade dos grãos, diminuindo a necessidade de secagem e os custos operacionais, conforme aponta a Emater/RS.

Exportações impulsionam sustentação dos preços

As exportações são um dos principais fatores de suporte às cotações. Em março, o Brasil embarcou 161,4 mil toneladas de arroz em casca, retirando excedentes do mercado interno e ajudando a manter os preços aos produtores.

O destaque comercial foi o envio de arroz em casca para México e Venezuela, totalizando 85,9 mil toneladas. Além disso, 51,3 mil toneladas de arroz quebrado foram exportadas para países da África, fortalecendo o escoamento da produção brasileira.

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Pressão no varejo limita capacidade de pagamento da indústria

No varejo, entretanto, os preços apresentam sinais de pressão em diversas capitais. A expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso limita a capacidade da indústria de pagar valores mais altos pela matéria-prima. Esse cenário contribui para a lentidão nos negócios no campo.

Riscos logísticos seguem como fator de incerteza

Os riscos logísticos permanecem como pontos de atenção. Problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia produtiva, influenciando rapidamente os preços do cereal.

Preços no Rio Grande do Sul mostram recuperação

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) fechou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mês anterior, houve avanço de 8,97%, enquanto que, em relação a 2025, a queda atingiu 25,90%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até o dia 30 para entregar declaração do ITR e evitar multa

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Proprietários e possuidores de imóveis rurais têm até as 23h59 de 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 50, além de possíveis dificuldades para comprovar a regularidade fiscal da propriedade.

A obrigação alcança pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóveis rurais. Também precisam declarar usufrutuários, condôminos e contribuintes que tenham perdido a posse ou a propriedade entre 1º de janeiro e a data da entrega, inclusive em casos de transferência ou incorporação da área ao patrimônio do expropriante.

As situações de imunidade e isenção previstas na legislação permanecem fora da obrigatoriedade. Como o enquadramento depende das características do imóvel, da área e da forma de exploração, o produtor deve confirmar se a propriedade atende aos requisitos antes de deixar de apresentar a declaração.

A principal mudança em 2026 está no canal de entrega. Todas as pessoas jurídicas, independentemente do tamanho do imóvel, e as pessoas físicas com propriedades superiores a 100 hectares devem utilizar obrigatoriamente o serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal.

O acesso exige conta gov.br nos níveis Prata ou Ouro e pode ser realizado por computador, celular ou tablet. O próprio contribuinte pode entregar a declaração ou autorizar um procurador digital.

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A plataforma reúne os imóveis vinculados ao mesmo contribuinte, recupera dados cadastrais, permite preencher e transmitir declarações, consultar recibos e fazer retificações. Quem possui várias propriedades também pode importar e enviar declarações em lote.

Pessoas físicas com imóvel rural de até 100 hectares podem escolher entre o serviço digital e o Programa ITR 2026 instalado no computador. Essa alternativa não está disponível para pessoas jurídicas nem para pessoas físicas com áreas superiores a 100 hectares.

A Receita Federal recomenda verificar os dados cadastrais da propriedade antes da transmissão. Informações incorretas sobre área, utilização do imóvel, atividades produtivas e áreas ambientais podem provocar divergências, cobrança adicional de imposto ou necessidade de retificação.

Caso o contribuinte identifique erro, omissão ou informação inexata depois do envio, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que a Receita ainda não tenha iniciado um procedimento de fiscalização. A nova declaração substitui integralmente a anterior.

O imposto inferior a R$ 100 deve ser pago de uma única vez até 30 de setembro. Valores a partir de R$ 100 podem ser divididos em até quatro parcelas mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. A primeira parcela também vence no último dia do prazo.

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Na versão web, o pagamento pode ser realizado por Pix, transferência eletrônica disponível, cartão de crédito ou Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Eventuais encargos cobrados pela instituição financeira ou operadora do cartão devem ser observados pelo contribuinte.

A entrega em atraso gera multa de 1% por mês ou fração, calculada sobre o imposto devido. O valor mínimo da penalidade é de R$ 50, mesmo quando o imposto apurado for menor.

Além da multa, a pendência pode dificultar a emissão de certidões e a comprovação da regularidade fiscal do imóvel. Essa documentação costuma ser analisada em operações de crédito rural, financiamentos, garantias, compra e venda e transferência da propriedade.

Em 2025, a Receita Federal recebeu quase 6 milhões de declarações dentro do prazo. Com a proximidade do encerramento do período de entrega, a recomendação é não deixar o envio para o último dia, principalmente para quem ainda precisa aumentar o nível da conta gov.br, corrigir dados cadastrais ou reunir informações sobre a propriedade.

Fonte: Pensar Agro

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