AGRONEGÓCIO
Avicultura do Rio Grande do Sul retoma exportações para a China e mira expansão no mercado europeu
AGRONEGÓCIO
O setor avícola do Rio Grande do Sul inicia 2026 em trajetória de recuperação, marcada pela retomada das exportações de carne de frango para a China após quase dois anos de embargo. O movimento reforça o cenário de crescimento da atividade e amplia as oportunidades no mercado internacional.
Exportações de frango para a China são retomadas
A reabertura do mercado chinês representa um passo importante para o setor avícola gaúcho. Antes da suspensão, em 2024, a China respondia por cerca de 6% das exportações de carne de frango do estado.
Com a retomada dos embarques, a expectativa é de crescimento de aproximadamente 10% no volume exportado para o país asiático, fortalecendo a presença brasileira em um dos principais destinos globais.
Recuperação rápida após crise sanitária
O retorno das exportações ocorre após o controle de um caso de gripe aviária registrado no estado, que havia gerado restrições temporárias ao comércio internacional.
A rápida contenção do episódio permitiu a normalização das negociações com importantes parceiros comerciais, destacando a eficiência do setor no enfrentamento de desafios sanitários e na preservação do acesso aos mercados externos.
Produção concentrada fortalece competitividade regional
No Rio Grande do Sul, cerca de 44% da produção avícola está concentrada entre a Serra Gaúcha e o Vale do Caí, regiões que reúnem importantes polos industriais e frigoríficos voltados à exportação.
O estado ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores de carne de frango do Brasil e projeta crescimento de até 2% na produção ao longo de 2026, sustentado pela retomada da demanda internacional.
União Europeia entra no radar das exportações
Além da China, o setor acompanha de perto o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, com previsão de entrada em vigor a partir de maio.
A ampliação do acesso ao mercado europeu pode abrir oportunidades para produtos de maior valor agregado, especialmente cortes nobres, contribuindo para a diversificação das exportações e aumento da competitividade.
Exportações e abates indicam retomada da atividade
Mesmo após os impactos sanitários registrados em 2025, o setor apresentou queda limitada de 3,6% no valor exportado, mantendo estabilidade no volume embarcado.
Os primeiros sinais de recuperação já são observados em 2026. Em janeiro, o valor das exportações de carne de frango cresceu 0,7%, enquanto o volume de abates também avançou.
A média diária de abates passou de 3,2 milhões de aves em 2025 para 3,4 milhões em janeiro de 2026, evidenciando a retomada gradual da produção.
Mercado de ovos ganha destaque nas exportações
Outro ponto de crescimento é o mercado de ovos, que vem ganhando relevância no estado. Em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 24,6 milhões, alta de 38,1% em relação ao ano anterior.
Em janeiro de 2026, o avanço foi ainda mais expressivo, com exportações de US$ 2,7 milhões, crescimento de 132,7% na comparação anual.
Apesar de ainda representar uma fatia menor das exportações totais, o segmento apresenta forte potencial de expansão, com expectativa de crescimento de até 10% ao longo de 2026.
Perspectiva positiva para o setor em 2026
Com a retomada do mercado chinês e a possibilidade de ampliação das exportações para a Europa, a avicultura gaúcha entra em 2026 com perspectivas positivas.
A combinação entre recuperação produtiva, diversificação de mercados e avanço em acordos comerciais tende a sustentar o crescimento do setor ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro
Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.
O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.
Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.
A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.
Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.
A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.
Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.
Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.
O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.
Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.
A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.
Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura nas Ruas leva serviços de recuperação viária ao Segundo Distrito de Rio Branco
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásLei torna futebol feminino prioridade na política de esporte
-
FAMOSOS6 dias atrásThais Fersoza curte NFL no Brasil com família e celebra: ‘A gente curte muito’
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásCom campeões brasileiros e mais de 400 atletas, Acre Race 2026 coloca Rio Branco no mapa nacional do mountain bike
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásRenegociação pode alcançar produtor que manteve contas em dia
-
FAMOSOS6 dias atrásJuliette celebra despedida de solteiro em praia e brinca: ‘Disse que não ia casar’
-
FAMOSOS7 dias atrásClara, filha de Zezé Di Camargo e Graciele surpreende ao escolher doces: ‘Sem açúcar’
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásRio Branco recebe nova frota de ônibus zero quilômetro e inicia nova fase do transporte coletivo com tarifa zero por 10 dias