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Bacalhau caro na Páscoa impulsiona busca por alternativas e amplia espaço da carne suína

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Alta do bacalhau impacta consumo na Páscoa

A Páscoa mantém o bacalhau como um dos principais símbolos gastronômicos no Brasil, fortemente ligado à tradição religiosa e ao consumo de peixe no período.

No entanto, o aumento contínuo dos preços tem levado consumidores a reavaliar a presença do produto no cardápio. Com valores que ultrapassam R$ 400 por quilo, o pescado se consolida como uma proteína de perfil premium, pressionada por fatores como importação e variação cambial.

Variação de preços amplia diferença no varejo

Levantamentos de mercado mostram grande variação nos preços do bacalhau no varejo brasileiro, dependendo do corte e da qualidade.

Opções mais acessíveis, como lascas e desfiados, partem de cerca de R$ 110/kg, enquanto postas podem chegar a R$ 239/kg. Já cortes nobres, como o lombo premium, ultrapassam R$ 400/kg, especialmente em períodos de maior demanda, como a Páscoa.

Carne suína ganha espaço como alternativa mais acessível

Diante desse cenário, a carne suína tem ampliado sua presença nas refeições de Páscoa, impulsionada pelo custo mais competitivo e pela ampla oferta no mercado interno.

Cortes considerados nobres, como o filé mignon suíno, são encontrados entre R$ 25 e R$ 35 por quilo, podendo chegar a cerca de R$ 39,90 em pontos de venda premium. Já o lombo suíno apresenta preços médios entre R$ 22 e R$ 30/kg.

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Essa diferença faz com que, dependendo do corte, o bacalhau custe entre cinco e oito vezes mais do que a carne suína.

Diferença de preços muda comportamento do consumidor

A expressiva diferença de preços tem provocado mudanças no comportamento do consumidor, que passa a buscar alternativas que equilibrem custo, rendimento e qualidade.

Segundo a chef e especialista Flávia Brunelli, esse movimento já é perceptível no mercado.

“Quando existe uma diferença de preço tão expressiva, o consumidor amplia o olhar sobre outras proteínas. A carne suína entra como uma opção viável para o almoço de Páscoa”, afirma.

Substituição de proteínas é tendência em períodos de pressão econômica

A substituição de proteínas em momentos de maior pressão no orçamento é um comportamento recorrente e tende a se intensificar em cenários de inflação.

No caso da Páscoa, essa dinâmica se torna mais evidente devido à concentração de compras em um curto período, o que leva o consumidor a buscar alternativas que mantenham a qualidade da refeição sem comprometer o orçamento.

“Existe uma mudança que vai além do preço. O consumidor avalia a experiência como um todo e entende que pode montar um prato completo com outras proteínas”, destaca Flávia Brunelli.

Versatilidade da carne suína reforça presença no cardápio

Além do fator econômico, a versatilidade da carne suína contribui para sua maior aceitação. Cortes como lombo e filé mignon permitem diferentes formas de preparo, desde assados tradicionais até receitas com técnicas mais elaboradas.

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Essa flexibilidade facilita a adaptação a diferentes perfis de consumo e formatos de refeição, ampliando as opções para o cardápio de Páscoa.

Tendência aponta diversificação no consumo

O cenário atual indica uma tendência de diversificação no consumo durante a Páscoa, com a redução da dependência exclusiva de proteínas tradicionais.

“A carne suína permite construir um almoço completo, com variedade, técnica e adaptação ao orçamento”, conclui Flávia Brunelli.

Consumidor busca equilíbrio entre tradição e custo

Mesmo com a forte tradição do bacalhau, o aumento dos preços tem levado o consumidor brasileiro a equilibrar escolhas entre tradição e viabilidade econômica.

Com isso, proteínas alternativas ganham espaço e devem seguir como tendência nas próximas celebrações, refletindo um consumo mais estratégico e consciente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento

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Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.

Regiões costeiras lideram avanço da colheita

As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.

Na sequência, aparecem:

  • Planície Costeira Interna: 88,99%
  • Fronteira Oeste: 88,13%
  • Campanha: 83,22%
  • Região Central: 76,52% (menor índice)

Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.

Ritmo lento preocupa produtores e técnicos

De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.

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O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.

Levantamento final vai consolidar dados da safra

A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.

O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:

  • Produtividade média
  • Área efetivamente colhida
  • Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado

Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.

A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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