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Bayer apresenta soluções integradas para soja, milho e algodão no Show Safra em Mato Grosso

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Presença da Bayer no Show Safra 2026

De 23 a 27 de março, a Bayer participa do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT), apresentando um portfólio integrado para as culturas de algodão, milho e soja. O objetivo da empresa é oferecer tecnologias que proporcionem maior produtividade, previsibilidade e eficiência para os produtores da região.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção brasileira de algodão em pluma para a safra 2025/26 está estimada em 3,8 milhões de toneladas, com Mato Grosso respondendo por cerca de 70% desse volume, mantendo a liderança nacional.

Inovações em algodão e biotecnologia

No evento, a Bayer destaca 14 variedades de sementes de algodão B3XF (Bollgard 3 XtendFlex), que combinam alto potencial produtivo, qualidade de fibra e proteção contra lagartas, além de tolerância a herbicidas como glifosato, glufosinato e dicamba.

Fernando Prudente, diretor executivo de algodão da Bayer, reforça que a diversidade de ciclos e características agronômicas permite decisões estratégicas em cada etapa da lavoura, desde a escolha da biotecnologia até o manejo da cultura, adaptando-se a diferentes ambientes produtivos e janelas de plantio.

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Portfólio de milho e soja para diferentes ciclos

Além do algodão, a empresa apresenta híbridos de milho e cultivares de soja projetados para maximizar desempenho na região. Para 2026, serão lançados nove novos híbridos de milho, somando mais de 50 opções comerciais com foco em estabilidade produtiva, sanidade e adaptação ao Cerrado.

Na soja, o destaque é para as marcas Agroeste e Monsoy, com biotecnologia Intacta 2 Xtend (i2X), que oferece alto potencial produtivo, adaptação ampla, resistência a doenças e nematoides. Entre as variedades apresentadas estão M 7601 i2X, M 6930 i2X e AS 3815 i2X. Também foi antecipada a próxima geração, Intacta 5+, prevista para 2027/28, com tolerância a cinco herbicidas e proteção contra principais lagartas.

Manejo integrado e proteção de cultivos

A Bayer reforça o manejo integrado de lavouras com soluções para controle de plantas daninhas, pragas, doenças e nematoides. Entre os destaques estão:

  • Xtendimax 2 – tecnologia à base de dicamba, com menor risco de volatilidade e deriva, previsto para safra 2026/27.
  • Convintro Duo – herbicida com diflufenican, voltado para ervas resistentes na pré-emergência.
  • Adengo – herbicida pré-emergente de amplo espectro para o milho.
  • Bayer Guardião – tratamento de sementes para proteção inicial de soja, milho, trigo e algodão.
  • Verango Prime e Curbix – inseticidas e nematicidas de alta performance para controle de pragas, fungos e organismos benéficos.
  • Fox Ultra – fungicida avançado para controle de ferrugem asiática, podridão de vagens e grãos e doenças de final de ciclo.
  • Dropp Ultra e Finish – reguladores de crescimento para algodão, garantindo fibra limpa e de qualidade.
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Investimento em inovação e pesquisa

Com investimento global superior a dois bilhões de euros por ano em Pesquisa e Desenvolvimento, a Bayer mantém a liderança em inovação no setor agrícola. No Brasil, a previsão é lançar mais de 20 novas formulações até 2030, fortalecendo o portfólio para as principais culturas e sistemas produtivos do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde já não basta para garantir rentabilidade ao produtor

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A perspectiva de uma nova safra recorde encontra o produtor brasileiro diante de um desafio que cresce na mesma proporção da produção: financiar uma atividade mais tecnológica, mecanizada e intensiva em capital, num ambiente de juros elevados, margens menores e bancos mais seletivos. O avanço do crédito privado amplia as alternativas disponíveis, mas também exige profissionalização da gestão e uma análise mais rigorosa sobre o retorno proporcionado pelo patrimônio investido.

Dados do Banco Central (BC), compilados por entidades do setor, mostram que 23,5% da carteira ativa de crédito rural apresentava algum nível de problema em julho de 2026. Eram R$ 207,5 bilhões em operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas. O indicador não representa apenas parcelas vencidas, mas revela o aumento do estresse financeiro acumulado depois de safras afetadas pelo clima, custos elevados e preços menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, o financiamento bancário tradicional perdeu força. Em 12 meses, o volume de crédito rural concedido sem considerar instrumentos do mercado de capitais recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. A área atendida pelas linhas convencionais de custeio caiu quase 26%, de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares.

Esse espaço vem sendo ocupado gradualmente por cooperativas, tradings, fornecedores de insumos, fundos de investimento e emissões no mercado de capitais. O estoque dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em julho, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Somente as Cédulas de Produto Rural (CPRs) somavam R$ 580,8 bilhões, distribuídos em aproximadamente 372 mil títulos.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a diversificação das fontes de recursos é necessária, mas não pode ser confundida com crédito fácil ou capacidade ilimitada de endividamento.

“O crédito privado será cada vez mais importante para complementar o Plano Safra e o financiamento bancário. O produtor, porém, precisa avaliar o custo efetivo, o prazo, as garantias exigidas e a compatibilidade das parcelas com o fluxo de caixa da propriedade. Trocar uma dívida por outra mais cara, sem corrigir a origem do desequilíbrio, apenas transfere o problema para a safra seguinte”, afirma.

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A necessidade de capital aumentou com a transformação da agropecuária brasileira. Produzir em escala passou a exigir máquinas de maior capacidade, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, conectividade, sistemas de gestão, insumos tecnológicos e equipes especializadas. A valorização das terras também elevou o volume de patrimônio imobilizado nas operações.

Essa evolução permitiu ganhos de produtividade e consolidou o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia. Mas também tornou as propriedades mais sensíveis ao custo do dinheiro. Quando os juros aumentam e as margens recuam, uma atividade pode apresentar lucro contábil e, ainda assim, não remunerar adequadamente todo o capital empregado.

É nesse ponto que ganha importância o conceito de Valor Econômico Agregado, conhecido pela sigla EVA. O indicador calcula o resultado operacional do negócio depois de descontado o custo de todo o capital utilizado, inclusive recursos próprios, terras quitadas, máquinas e demais ativos.

Uma propriedade pode encerrar o ciclo com resultado positivo no balanço, mas destruir valor se o retorno obtido ficar abaixo do que aquele patrimônio poderia render em uma alternativa de menor risco. A terra própria, por exemplo, não deixa de ter custo econômico porque está quitada. Ela representa capital que poderia ser arrendado, vendido ou aplicado em outro investimento.

“O produtor sempre acompanhou produtividade, custo por hectare e preço de venda. Esses indicadores continuam fundamentais, mas já não são suficientes para medir a saúde econômica do negócio. Também é necessário saber se o resultado remunera a terra, as máquinas, o capital de giro e o risco assumido durante a safra”, diz Rezende.

A aplicação dessa análise não significa abandonar investimentos ou reduzir a produção. O objetivo é identificar quais atividades, áreas e estruturas realmente geram retorno. A avaliação pode mostrar que determinado talhão produz bem, mas possui custo elevado; que uma máquina permanece ociosa; ou que o arrendamento oferece resultado melhor do que a compra de terras financiada.

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O mesmo raciocínio vale para a contratação de crédito. Recursos obtidos a juros superiores ao retorno esperado pela atividade diminuem o valor econômico da propriedade, mesmo quando ajudam a ampliar o faturamento. Por isso, crescimento de receita, aumento de área e recorde de produção não significam necessariamente fortalecimento financeiro.

A busca por recursos privados também coloca a governança no centro das negociações. Instituições financeiras e investidores analisam demonstrações contábeis, histórico de produção, previsibilidade de caixa, endividamento, garantias, regularidade ambiental e fundiária, contratos e capacidade de gestão. Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a possibilidade de acessar diferentes fontes e negociar condições melhores.

“Governança deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. O produtor que conhece seus números, separa as contas da família e da propriedade, mantém documentos regulares e apresenta informações confiáveis reduz a percepção de risco. Isso melhora sua posição diante dos financiadores e permite comparar propostas sem decidir apenas pela disponibilidade imediata do dinheiro”, acrescenta Rezende.

O modelo de financiamento do agronegócio tende a permanecer híbrido. Crédito rural, recursos obrigatórios, cooperativas, tradings, fornecedores, fundos e mercado de capitais continuarão convivendo, cada um com custos, prazos e riscos diferentes. O desafio será combinar essas fontes sem comprometer parcelas excessivas da produção futura ou oferecer garantias incompatíveis com o valor da operação.

A safra recorde continua sendo uma demonstração da capacidade produtiva brasileira. Para que esse desempenho se transforme em renda, entretanto, o produtor precisará acompanhar não apenas quantas toneladas colhe, mas quanto valor permanece depois de remunerados todos os recursos utilizados. Em uma agricultura intensiva em capital, produzir mais é importante; produzir com retorno econômico tornou-se decisivo.

Fonte: Pensar Agro

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