AGRONEGÓCIO
Açúcar se recupera e encerra o dia em alta nas bolsas de Nova York e Londres
AGRONEGÓCIO
Os contratos futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (22) em alta nas principais bolsas internacionais, refletindo um movimento de recuperação após recentes oscilações no mercado.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto avançaram de forma generalizada. O contrato com vencimento em março de 2026 subiu 0,22 centavo, fechando em 14,96 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento maio/26 teve valorização de 0,16 centavo, cotado a 14,50 cents/lbp, enquanto o julho/26 também subiu 0,16 centavo, encerrando a 14,49 cents/lbp. Já o contrato outubro/26 registrou alta de 0,14 centavo, a 14,79 cents/lbp.
Londres acompanha movimento positivo e preços sobem
O mercado europeu também seguiu a tendência de alta observada nos Estados Unidos. Em Londres, os contratos do açúcar branco avançaram de forma consistente.
O vencimento março/26 subiu US$ 4,80, encerrando a US$ 425,90 por tonelada. O contrato maio/26 teve ganho de US$ 4,90, negociado a US$ 425,50 por tonelada, enquanto o agosto/26 registrou alta de US$ 5,00, cotado a US$ 421,20 por tonelada. O vencimento outubro/26 subiu US$ 4,30, fechando em US$ 419,20 por tonelada.
Valorização do real influencia o mercado
Segundo análise do Barchart, publicada pelo portal Notícias Agrícolas, a valorização do real frente ao dólar — que atingiu o maior nível em cerca de um mês e meio — foi um dos principais fatores de influência no pregão.
O fortalecimento da moeda brasileira estimulou o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros de açúcar, já que um real mais valorizado reduz a competitividade das exportações brasileiras, levando os produtores a segurarem suas ofertas no mercado externo.
Mercado interno registra leve queda no preço do açúcar cristal
Enquanto o mercado internacional apresentou recuperação, o mercado doméstico seguiu em leve retração.
De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), o açúcar cristal foi comercializado a R$ 104,59 por saca de 50 kg, uma queda de 0,07% em relação ao dia anterior.
No acumulado de janeiro, o indicador mostra uma desvalorização de 4,91%, refletindo um mês de ajustes e menor demanda interna.
Etanol hidratado mostra recuperação moderada
O etanol hidratado, por sua vez, registrou leve alta, acompanhando o movimento positivo do setor sucroenergético.
Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 3.164,50 por metro cúbico, uma variação positiva de 0,03% frente à cotação anterior de R$ 3.163,50/m³.
Mesmo com oscilações pontuais, o acumulado de janeiro indica valorização de 4,10%, evidenciando um cenário de recuperação gradual para o etanol no início de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio
O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.
Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.
Soja lidera crescimento das exportações brasileiras
A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.
Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.
A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.
Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento
O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.
Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.
Milho acelera e amplia participação no comércio global
Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.
O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.
Portos do Arco Norte ampliam relevância logística
A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.
Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.
Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial
As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.
Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.
A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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